As Coisas Nao Acontecem por Acaso
Dizem que esta filosofia é coisa de mesa de bar
De poeta malandro que não aprendeu a rimar
Mas e daí, se o nosso divã é um banco de carro atolado
Ainda tem gente que pensa que rir é pecado
Mas e daí, se sou fruto dos anos 80
Alma de socialista e você nem esquenta
Mas e daí, se coleciono moedas, livros e discos
E você guarda garrafas e riscos, arrisco em falar
Mas e daí, eu culpo o planeta por fazer o sistema girar
E você desligou essa órbita, nem quer ativar
E qual o problema da minha cabeça de mundo e o seu mundo ser tão interior
Se no mesmo contexto o assunto é amor?
A verdadeira água benta não é aquela que o papa esparge, mas a que é destilada dos olhos arrependidos.
Parabéns Renato Russo, por - pelo menos ter tentado - nos ensinar que é preciso amar como se não houvesse amanhã; Que a felicidade mora aqui, com a gente; E que quando se aprende a amar, o mundo passa a ser nosso. Nos ensinar que é a verdade que assombra, o descaso que condena e a estupidez que destrói, que disciplina é liberdade, compaixão é fortaleza e quando se tem coragem, tem bondade. E por sempre, sempre, falar que não devemos deixar que nos digam que não vale a pena acreditar nos sonhos que nós temos. Por me fazer entender que ninguém um dia irá dizer, que existe razão nas coisas feitas pelo coração, e que muito menos irá dizer que não existe razão; Por ter me mostrado que quando queremos trazer alguém de volta, sangramos sozinhos, e que isso não é fácil de se entender; Por me fazer se perguntar que país é esse? E muito obrigada acima de tudo, por entender as chances que desperdicei, quando o que eu mais queria era provar pra todo mundo, que eu não precisava provar nada pra ninguém!
Eternas saudades…
Evito o amor para que as dores não apareçam. Tenho medo de sentir dor de novo. Tenho medo da rejeição e medo do vácuo. Esses são os problemas que carrego comigo e mal consigo falar sobre tal. Fiz tantos planos e tive tantos sonhos que hoje, já não gosto mais de lembrar.
Nunca, jamais, nos curvaremos ao racismo e à intolerância, seja ela qual for. Não cederemos um milímetro ao ódio.
O pedido de perdão dissociado de uma proposta real de mudança não passa de manipulação, recurso comum de pessoas que se aproveitam da boa fé alheia para transformar seus benfeitores em vítimas de seus interesses mais egoístas. O ato de perdoar erros que se repetem indefinidamente deixa de ser virtude, não passando de tola ingenuidade, já que seus manipuladores os veem como idiotas para apostar na alternância entre erro e perdão e ter os outros provendo tudo o que eles não se dão ao trabalho de conquistar por seu próprio empenho.
Não se divida tanto. Não mude muito pelos outros. Porquê se o autor pedir seu script, você pode não saber que personagem a ele apresentar.
Não se pode acumular ouro e pedras preciosas, sem ter lugar seguro para guardá-los.
Quem é rico e estimado, mas não conhece a sua limitação, atrai a sua própria desgraça.
Quem possui verdadeira sapiência não necessita de erudição, sabe criar valores, e não os guarda para si. Sabe agir sem se apegar à sua atividade. Sabe conduzir sem impelir - e nisto reside a finalidade da vida.
(Tao Te Ching)
A história sozinha cria estereótipos, e o problema com estereótipos é que não é que eles não são verdadeiros, mas que eles são incompletos. Eles fazem uma história se tornar a única história.
Na dúvida entre dois amores
é sábio descartar os dois,
pois se fosse amor não haveria dúvidas!
Ninguém deixa de amar:
o amor é que muda de objeto.
Já estou morto, mas não há sangue nem uma cena do crime. Já estou morto, mas ninguém percebeu — e nunca irá perceber. Por dentro, já sou vazio; minha alma se esgotou. Meus olhos perderam o brilho, e minha mente encontra-se no limite. Minha decomposição já se iniciou, não a da pele ou dos órgãos, mas a da minha pura e única essência. Estou lentamente me esvaindo, perdendo de mim mesmo, sem poder fazer nada além de espectar o meu próprio sofrimento lento, duradouro e mortal."
“Sou o ponto onde todas as posições se desfazem, a recusa que não cabe nem no nome de recusa. Não estou dentro nem fora, sou o fora que não é lugar, o silêncio que não é ausência, o vazio que não pode ser preenchido porque não pode ser tocado. Sou a borda do mapa que não existe, o traço que se apaga antes de ser traçado, a impossibilidade erguida como única forma de presença.”
Não existem finais felizes... porque nunca existiram começos felizes. Existimos apenas no verbo 'tentar', e nosso maior fracasso foi acreditar que o imperfeito poderia um dia se completar.
