As Coisas Findas muito mais que Lindas
Amor Verdadeiro
Necessito dizer ainda hoje que o amo, que só desejo coisas boas ao meu lado, sempre ao meu lado, e dar um abraço, cuidar, fazer um bom jantar, dormir junto, sorrir junto, e lembrar das coisas sozinho e sorrir novamente. Eu posso dizer eu te amo a alguém especial, sentir dessa pessoa um amor recíproco, eu tenho alguém para dizer isso com veracidade, honestidade e de todo meu coração, pois eu posso olhar no espelho e gritar: EU TE AMO - E saber que foi o único TE AMO verdadeiro que ouvi até hoje.
Injusto
Injusto demais como tudo aconteceu, ideal mesmo seria o inverso das coisas, tudo como se estivéssemos olhando por baixo de nossas pernas, onde primeiro você sumiria, apareceria, conversaríamos, namoraríamos, conversaríamos, ficaríamos, nos olhamos, você chegou na boate, cheguei na boate, PARE, só me basta lembrar das seis últimas ações, na ordem verdadeira
Nunca desisto de nada na minha vida... Mas não vou me indispor com o destino... Tem coisas que não é pra ser... Prefiro ser uma virgula do que um ponto final.!!!
Às vezes é melhor quando as coisas não são perfeitas. Pelo menos, dessa forma, você sabe que é real.
Enfim em casa...
Engraçado como, de repente, sentimos falta de coisas tão simplórias que antes nem notávamos o quanto elas são importantes nas nossas vidas...
Um abraço carinhoso... dormir abraçado... ouvir "eu te adoro" de madrugada enquanto seu namorado fala dormindo... Sinto falta de tantas coisas que nem consigo enumerá-las, principalmente numa noite fria e chuvosa de sábado, igual hoje...
Sua graça não caminha pela casa
Se move blindada em abstrações
Irrelevantes são as coisas
Da cabeça
Estantes
Livros esquecidos
E todos os outros móveis que continuam no mesmo lugar
Assim como eu
Aqui
Onde a cama ainda é cama
E a TV televisão
Na sua ausência digo seu nome baixo
Não ao teto ou ao quebrado espelho
Mas à porta
Cristalizando ali sua presença
Te vendo em cada prisma
Refletindo
Diagonalmente a múltipla esperança
Numa perplexidade boba e infantil
Algumas coisas doem, outras não… algumas coisas são impossíveis de entender, outras eu só relevo e digo que entendo. Algumas pessoas eu amo por prazer, outras porque o coração é teimoso e insiste em sofrer. Algumas coisas são inesquecíveis, outras eu só finjo que esqueci.
Sabe as coisas mais simples? Como tomar banho de chuva, um abraço apertado, uma amizade verdadeira, um olhar diferente, palavras sinceras, olhar pro céu, contar as estrelas, um sorriso, andar de mãos dadas, um amor verdadeiro. Então é disso que todos precisão!
Às vezes deixamos de fazer certas coisas, só por pensar
que não dariam certo, quando só é preciso tentar
pra então descobrirmos o contrário.
Agora entendo que quando se ama, não se pode ter medo de tentar. Pois a dúvida nos faz perder coisas que , se não fosse a insegurança , poderíamos conseguir.
Eu queria tanto estar perto de você, tanto te ver, que chego a pensar nas coisas impossíveis, e mesmo assim ainda ter esperanças de que tudo o que eu penso possa acontecer .
Dor chamada "Esperança"
-Todas as coisas que dissemos um ao outro, não foram o bastante pra mostrar que ficaremos juntos pra sempre. Por isso decidi não falar mais nada. Estou cansada de brincar de ser donzela- disse Beatriz, vulgo “Bia estrela”.
-Mais essa agora? O que você acha que eu venho fazer aqui todos os dias? Eu não quero apenas ir pra cama com você! Se for pra ir, que seja na NOSSA cama. Já te falei. – disse Petrus.
Beatriz começou a trabalhar cedo. No início, para ajudar a mãe nas costuras que fazia. Cresceu acostumada a trabalhar. Até que sua mãe ficou doente e ela se viu num beco sem saída, sendo a única pessoa que podia lhe oferecer algum amparo.
Depois dos dezessete anos de idade conheceu os ‘prazeres da carne’ e achou que trabalhar com aquilo não deveria ser tão ruim. Pois, ela gostava e diziam que se ganhava muito dinheiro em pouco tempo. Ela ficaria apenas o suficiente para pagar as dívidas de remédios.
Petrus foi um de seus primeiros clientes. Moço bem de vida- não chegava a ser rico-, bem aparentado e, além de tudo gentil. “Onde já se viu: ser gentil nessas coisas?” pensava Bia.
A verdade é que ela não tinha conseguido ficar apenas o suficiente. Foi forçada a vender-se por mais tempo do que imaginava. Petrus tornou-se uma espécie de “Happy- hour”, só um intervalo entre sua vida de tantos desprazeres.
Agora o moço queria tirá-la de lá. Ora essa! Depois de quatro anos usufruindo de seus serviços, agora ele lhe vinha com essa estória de casar.
Naquele pequeno quarto “Bia Estrela” passou (e ainda passava) as piores noites de sua vida. E, em contraponto os melhores momentos também.
Qual o ser humano que nunca pecou? Pois que atire então a primeira pedra. Mas ela se sentia imbuída de pecados. Sem perdão: havia estabelecido o preço a se pegar. E pagavam. Mas era tão pouco... O valor era tão menor que ela, tão menor que seus sonhos.
-Querido, eu estaria mentindo se dissesse que não é isso o que todos procuram. Onde você pensa que está? Heim? Aqui está cheio de “frutos proibidos”. Você pode escolher o que quiser: são todos iguais.
-Está bem, senhorita. Se você não acredita o problema é seu. Você acha que se eu não quisesse nada sério, perderia meu tempo e meu dinheiro falando, quando na verdade deveríamos estar fazendo outra coisa? Eu poderia escolher qualquer uma dessas que cobram bem pouco e que nem sequer se importam em saber nosso nome. Afinal, segundo você, são todas iguais. Não é?
Ali estava uma mulher que havia se acostumado a não tomar mais as rédeas da própria vida. O preconceito estava em si: caso se casasse realmente, o que diria a família de Petrus? Nunca a olhariam com respeito. Ela nunca deixaria de ser uma qualquer.
O tempo já estava acabando e Bia começou a chorar enquanto falava para Petrus o que sentia:
-Desculpe, eu sei que tenho andado um pouco sentimental, mas é que dessa vida eu tento me esconder. Não quero tirar você de perto de mim, pois sem você já não sei viver. Não estou dizendo que você é o meu mundo, só que sem você ele não vai acontecer. De que adianta ficarmos juntos se o meu passado vai comigo? Não dá pra deixar ele aqui.
Petrus, ao olhá-la, via que o tempo em que ficara ali havia feito de Beatriz uma pessoa sem perspectiva e que ele não podia fazer mais nada a respeito. Ele já havia lutado demais. Vestiu-se. Beijou-a e falou que era uma pena aquele amor ter acabado daquele jeito. Enquanto calçava os sapatos continuou:
- Não pense que eu quero que você se esqueça do tanto que sofreu. Saiba que durante todo esse tempo eu te amei de verdade. E que esse nosso mundinho fechado, dentro desse apartamento, poderia caber em qualquer lugar. Bem longe daqui.
-Você sabe que eu nunca vou mudar não é? Essa é minha vida, entenda.
-Não pense que eu quero te concertar. Você não está quebrada.
Ele se levantou com uma idéia na cabeça: nem sempre duas pessoas que se amam têm o bastante para continuarem juntas. É a condição da continuidade: amor não basta.
Ao abrir a porta, virou-se para ouvir o que Bia falava:
-Acho que nós dois concordamos que eu não sou nenhuma estrela, não é mesmo? Que tal você me sugerir um novo nome? Assim sempre vou lembrar de nós dois.
Depois de pensar um pouco respondeu:
-“Hope”.
-Achei que soou legal. Petrus, você ainda me ama?
-...
-Sim ou não?
-Acho que não dá mais pra te amar.
-Então não daria certo.
-Por quê?
-“Ou o amor é eterno ou não era amor”.
Bia e Petrus ficaram se olhando por alguns segundos, até que ele tomou coragem e, depois de um sorriso doído, fechou a porta. Ela então correu para a janela do prediozinho decadente e, antes que ele entrasse no carro perguntou:
-O que quer dizer “hope”, querido?
-Quer dizer “esperança”.
Petrus entrou no carro e foi embora.
“Hope” se endireitou e deitou na cama. Triste, para cumprir com mais uma hora de trabalho. Pura ironia para quem acabava de ser batizada com o nome “Esperança”.
