Árvores
Lá vem a chuva molhando a pastaria
ao som atroado dos coriscos.
Farfalham árvores borrifando
de perfumes o ocaso.
A lua inspira conversas, as estrelas seguram velas, o vento assobia e faz as árvores dançarem. A natureza criou todo o clima e você, não apareceu.
Ai o outono as folhas caem as arvores ficam vazias, transformações acontecem, não por que querem e sim porque são necessarias passar por esse processo, mais elas tem força suficiente para se recompor, crescer e voltar com a sua mesma alegria nas estações seguintes. Assim é a nossa vida se não conseguimos nos desprender de algumas coisas e nos permitir passar por transformações vamos ficar sem vida , seca. Então não se esqueça: se voce não cair, não vai saber como se levanta.
“O vento envolvendo meu cabelo, e as folhas que caem das árvores passam por meu corpo, caio em prantos me perguntando o porquê você se foi, juro que não compreendi. Fiz de tudo por você, e de joelhos naquele parque olho para o céu ergo meus braços e começo a chorar, desesperada por esse amor sem saber o que fazer, sem saber para onde ir, estou em um labirinto, perdida. Preciso de ajuda, você me afundou, me deixou em uma absoluta solidão, quero fugir, corro para o mais longe, mas quando me vejo, meu chão se parte e volto para o início, você não me sai, estou ficando louca e a única pessoa que pode-me salvar é você.”
Confiança
As folhas no outono cai lentamente.
E aos poucos vai deixando
as árvores sem folhas.
Vou percebendo que é de pouco que há mudança.
Logo mais nascerão novos brotos com novas folha,
completando novamente o que é natural.
Estamos na #quaresma,
tempo de mudança de vida.
Tempo de oração...
Assim como as plantas esperam
o ciclo se completar,espero no senhor.
Confio em seu amor.
Nós somos como a vida das árvores, passamos por estações e momentos. Existe tempo para nos recolhermos, nos introspectarmos fazendo um balanço e juntando forças para mais adiante para o próximo passo.
As árvores são assim elas perdem as folhas e se acomodam, pois passarão por longos períodos sem movimento externo, porque elas somente crescem no verão. Cada instante é uma espera do momento seguinte, e logo vêm à primavera aonde nós e as árvores florescemos. Abrimos nossos corações para deixar a vida sair e assim nos despimos de nossas camadas desnecessárias que já cumpriram seu papel no grande esquema da vida. As árvores nessa etapa mudam de casca para sua renovação. Passamos por várias estações, várias metamorfoses até nos tornarmos inteiros.
Peço sempre à divindade para que meus verões sejam ricos em frutos e que minhas sementes possam germinar sadias no canteiro da existência e que no outono seguinte eu esteja muito mais forte, compreendendo cada ritmo, cada etapa e me sentindo triunfante e grata naquilo que chamo de vida.
Constatação
Chove nos edifícios, nas árvores e nos sapatos.
Um silêncio mudo invade meu olhar distante.
Sou aquele que espera a resposta do vento
e acredita explodir todos os porquês.
Não mendigo razão, nem uso maquiagens no coração...
O que fascina meu olhar é o inesperado,
a ausência de regras descoloridas.
Abro a porta, castro a covardia,
saio sem capa de chuva pela tempestade da incompreensão.
Gosto dos pingos da chuva acariciando minha nuca,
beijando minha face...
Busco a sensação peculiar
que a naturalidade pode oferecer aos lábios sem prisão,
sem cortes, sem escudos, sem perfeição.
Sou lagarto se adaptando ao clima da vegetação.
O Inverno D'alma
Já perceberam que as nossas vidas são parecidas com as árvores, que vivem diferentes estações? Já percebeu que não podemos fugir delas? Temos que vivê-las, por mais triste que pareçam... No inverno as folhas murcham e caem completamente, os frutos não existem mais... As rajadas de vento derrubam as folhas secas e os galhos fracos e quebrados. Talvez nos pareça ser a estação mais triste do ano...
Então, recordamos das muitas vezes que Deus tem permitido que nossas vidas sejam sacudidas e golpeadas pelos vendavais, nos agitando e sacudindo para lançar fora as coisas inúteis. Parece ser uma grande perda, mas é o modo de Deus lançar fora de nossas vidas todo galho seco e fraco que já não nos serve mais.
Nos invernos de nossas vidas, nossos sonhos parecem não se realizar, nossas vontades parecem que não são as vontades de Deus e tudo nos remete a desconsolos e desesperanças. Muitos se perdem em invernos fortes, principalmente quando a neve cai para impedir que busquemos caminhos diferentes. Quando deixamos o nosso “eu” morrer é que renascemos para novas vidas e sentimos realmente o poder celeste.
Neste tempo em que vivemos O NOSSO INVERNO, tudo o que precisamos e temos que fazer é ESPERAR, tendo esperança na próxima estação que virá. Quando a primavera chegar, as árvores e a natureza sofrerão grandes transformações, voltando a dar lindas flores e frutos. Nós poderemos tocar nas flores, comer os frutos e desfrutar da nossa espera, vivendo a ação das promessas Divinas.
A opção é seguir nossa vida sem preocupação com as sombras das árvores no caminho.
Muitas vezes as sombras podem nos proteger, nos proporcionar o merecido descanso e esconder uma beleza indescritível.
"Quanto mais eu consigo amar tudo - as árvores, a terra, a água, meu amigo, mulheres e crianças - mais saúde eu vou experimentar e mais próximo de meu verdadeiro eu vou estar."
Cantiga das mães (Para minha mãe)
"Fruto quando amadurece
cai. das árvores no chão,
e filho depois que cresce
não é mais da gente, não.
Eu tive cinco filhinhos
e hoje sozinha estou.
Não foi a morte, não foi,
Oi!.
foi a vida que roubou.
Tão lindos, tão pequeninos,
como cresceram depressa,
antes ficassem meninos
os filhos do sangue meu,
que meu ventre concebeu,
que meu leite alimentou,
Não foi a morte, não foi,
Oi!.
Foi a vida que roubou.
Muitas vidas a mãe vive.
Os cinco filhos que tive
multiplicaram por cinco
minha dor, minha alegria.
Viver de novo eu queria
pois já hoje mãe não sou.
Não foi a morte, não foi,
Oi!
foi a vida que roubou.
Foram viver seus destinos,
sempre, sempre foi assim.
Filhos juntinho de mim,
berço, riso, coisas puras,
briga, estudos, travessuras,
tudo isso já passou.
Não foi a morte, não foi,
oi!
foi a vida que roubou.
Quando já não houver agua potavél,arvores e nem mesmo o ar limpo que respiramos é que os humanos verão que com o dinheiro não se compra tudo...
Árvores... Sim, as árvores! São elas as culpadas?! Não tão culpadas assim; "são" apenas mais uma vítima de minha "equiparação metafórica".
Me fazem tão bem, mas tão mau/mal!
E até hoje eu me pergunto se também as árvores tornaram-se humanas com o tempo: inertes, vazias e incompreensíveis.” – Chronos o Tempo
(Trecho de "A História Esquecida da Hospedaria na Estrada")
és tão belo que me faz corar o rosto, seu sorriso traz a calma do som da brisa tocando as árvores, os teus olhos me lembram o mar, ah , que lindo mar, daqueles que dá pra ver os pés, de tão claro e límpido
E há em nós um barulho das folhas de árvores, do cheiro das flores do campo, de músicas, de poesias, de olhares dos poetas, das obras primas do Soberano!
