Arrancar do meu Peito
As vezes sinto que estou pronto para partir sinto no fundo do peito que não quero mais estar aqui no próximo mês no próximo ano estou cansado de envelhecer e é sentir a que a dor fica cada vez mais forte sinto não amar mais ninguém, e sinto muito por isso. mais é assim conforme os dias e horas passam me vejo mais perdido, quero apenas um ponto final pra minha dor, não quero sofrer não quero mais amor. quero apenas partir, pois na quero viver nesse sofrimento sem fim.
Sombras me rodeiam a mente
Enquanto busco luz dentro do peito.
Sinto em meus olhos o ar desses dias frios...
PauloRockCesar
Ali, um pouco após a ponte,
Vi germinar um monte,
De Girassóis no Monte.
Ali, para onde o peito aponte,
Deixarei jorrar a fonte,
Da vitalidade donde vim.
ALMAS SECAS
Trago no peito
Amarras de um passado distante
Lembranças simples
Como de um carro de boi.
Tudo era tão saudável
Que até as tristezas duravam pouco
Bastava alguns dias para esquecê-las
O relógio demorava, e o sol se ponhava lento.
Hoje as tristezas duram, e o sol se põe rápido
Não observamos mais o luar
Nem contamos as estrelas
Os rios no silêncio da noite
Ouvia se os sons das correntezas.
Hoje nem mais rios existem
Só as pedras secas
Até as avencas sumiram da beirada do barranco
Minha alma também secou
Junto com tudo que se acabou.
Busco prazer nas lembranças
Mas elas me ferem o peito
E me causam melancolias
O velho pilão, não mais existe
Nem o moinho que exalava o cheiro puro do café, torrado no fogão a lenha.
Minha mente virou um museu
Que ninguém pode visitar
Meu poema é estranho para muitos
Só para aqueles que lá viveu.
Hoje tudo é diferente, inclusive eu.
As procissões pelas estradas empoeiradas
Carregavam a santinha
"Hó virgem Maria"
A mulecada a barulhar
Era para pedir a chuva
Pras nossas roças molhar.
Deus estava tão presente
Que parecia nos falar
Vocês são abençoados
A chuva não tardará.
Hoje na modernidade
É difícil acreditar
Que Deus esteja presente
Pra fazer o povo sarar
As tristezas são mais longas
E o povo se perdeu.
Deus não se moderniza, assim como o povo quer
Pra quem já viveu na roça
É difícil acreditar
Que os milagres sumiram
Nem sabemos se vai voltar.
O povo ficou incrédulo
De Deus a se envergonhar
Saudades daquele tempo
Que nunca mais vai voltar.
Por. Otávio Mariano
Urubu no Peito: O Gigante Rubro-Negro
O Flamengo é paixão,
E o coração do rubro-negro pulsa forte,
Com cada vitória, cada gol,
E toda a glória que na camisa reporte
Desde Zico até Gabigol,
O manto sagrado sempre foi honrado,
Com craques, títulos e muita emoção,
O Flamengo é um time abençoado.
A torcida é uma Nação,
Que não para de cantar e vibrar,
E em cada jogo faz a diferença,
Fazendo o time sempre avançar.
O Maracanã é a casa do Mengão,
E o gramado é o palco da paixão,
Onde a torcida canta e vibra,
E o Flamengo mostra sua tradição.
Que o Flamengo continue a brilhar,
E a história seja sempre reescrita,
Com muitas vitórias, títulos e alegria,
Para a torcida a mais temida.
LEITURA DO CREPÚSCULO INTERIOR.
Nas horas em que o peito se torna caverna,
e a esperança aprende a falar baixo,
há um cântico antigo que retorna,
feito bruma sobre a memória.
Não chama pelo nome,
não exige resposta,
apenas envolve,
como quem conhece a fadiga de existir.
A dor, então, se refina,
abandona o grito e escolhe o sussurro,
e o sofrimento deixa de ser castigo
para tornar-se linguagem.
Quem suporta esse instante,
sem pressa de escapar,
descobre que o abismo
também é um lugar de revelação.
E compreende que resistir
é uma forma elevada de oração,
na qual o espírito se ergue silencioso
e permanece inteiro diante da noite.
Não tenho amigos, pois os amigos se guardam no peito. No entanto, tenho muitas amizades que permanecem na minha memória por algum tempo.
Arranque toda tristeza do seu peito.
Ensaia um sorriso e vai em frente.
Agarre o Sol e tire toda a escuridão
de tua alma. Seque suas lagrimas,
e tente não chorar. Invista na vida,
invente seja diferente, é hora de
recomeçar. Sinta o amor chegando
e não deixa ele passar.
❝ ..E a cada novo dia
vou me refazendo.
Trago no peito palavras
que não disse, silencio
que machuca, lagrimas
contidas no olhar, trago
marcas esternas na alma,
de um tempo que não vai
voltar...❞
A Felicidade é simples, mas tem uma força
tão grande que trasborda no peito. A felicidade
esta no sorriso do inesperado, no olhar do apaixonado,
na pureza da criança, no aconchego de uma mão. Esta
no carinho de um amigo, e no beijo de um amor. A felicidade
é feita de momentos, andar de mãos dadas, é encostar a cabeça
no ombro do amigo sem dizer nada,e chorar sem motivos e sorrir
de alegria. A felicidade é um estar bem consigo mesmo, a felicidade
é levantar todos os dias e agradecer a Deus pela alegria de viver.
------------------------- Eliana Angel Wolf
Vivemos a vida em passos apressados, carregando no peito heranças que nem sempre reconhecemos — marcas invisíveis de gerações passadas, hábitos, crenças, medos e desejos que se perpetuam em silêncio. A cada dia, repetimos padrões, trilhamos caminhos que muitas vezes não escolhemos de forma consciente. Alimentamos egos e vaidades, como se fossem combustíveis indispensáveis, quando na verdade são apenas máscaras que nos afastam da essência.
Estamos, quase sempre, adormecidos dentro de nós mesmos. Agimos, reagimos, buscamos... mas buscamos o quê? Reconhecimento? Controle? Segurança? Esquecemos que a única realidade que temos é o agora. Não o que passou, nem o que ainda não chegou. A vida acontece no instante presente — sutil, frágil, mas real.
Refletir sobre a vida é, antes de tudo, um chamado ao despertar. É perceber que existe beleza no simples, no silêncio, no abraço, no olhar sincero. É se libertar, pouco a pouco, das ilusões que nos impedem de viver com leveza e verdade. Quando deixamos de lado o ruído do ego, começamos a escutar a voz da alma — e ela nos convida a viver o que realmente importa: o amor, a presença, o instante.
Ama-te e quando a música que está no seu peito desencantar todo o universo irá sorrir e graciosamente no baile da vida irás dançar sem nunca mais querer parar.
Colho o vento,
colho as horas,
junto tudo ao segredo
que guardo no peito,
e vago em direção
ao infinito instante,
onde tudo é possível.
Mesmo que seja
apenas na algoz
inquietude silenciosa
do meu ser poeta.
Há um silêncio que pesa n'alma,
num eco suave, mas tão profundo,
que rouba do peito a breve calma,
e veste de cinza todo o meu mundo
Não é tristeza, mas melancolia,
em tudo o que, dia e noite, me rodeia,
e logo a transformo em poesia,
poesia é remédio, que a alma anseia
Saudade é um bichinho que vai e vem sem parar dentro do peito e ali faz cócegas, faz sorrir e chorar. Traz perguntas sem respostas, faz um fardo ser carregado no coração e muito mais pesado que este, mas seguimos porque ao mesmo tempo ela nos dá força para isso.
A Matéria das Palavras
Na rua do teu peito
caminha a minha
enfurecida paixão
permitida e condenada
por uma mácula de sal
no exílio de uma lágrima
caída e despida por ti.
Nessa deriva em riste
como uma ilha crua
vertida no hino de pedra
que carrega no rosto
a velhice corrosiva
nos endereços da memória.
No caderno aberto do passado
à distância de um destino
no lado desfiado da carne
na rescisão do pacto com o tempo
desce a matéria das palavras
e na rua do meu peito
movem-se por sílabas
as artérias do teu nome.
