Arrancar do meu Peito
eu gosto de me arremessar às ondas!
de crispar de chapar de arrebentar o peito
na crista arrebatada das ondas
de saltar meus pés e meu corpo rolar
manso na doce fúria das ondas
água sal luz força azul além
somos eu e o mar
marinhos por um momento
e a onda se desfaz em espuma
e eu me desencanto em alguém
homem solo água erecto
volto a mim
e à areia
de que se tem feito o meu mundo
Em mim tatuado
Na pele
No peito
De novo você
Na lua
No sol
No chão
Na chuva
No rio
No fogo
No frio
De novo você
Comigo
No quarto
Na areia
No mar
Meu homem sereia
Garoto levado
Menino pecado
De novo você !
09/12/2019
Entardecer
Na melancolia profunda
lá bem dentro do peito
em silêncio quieta na sombra
ainda bate pulsa brilha
a plena luminosidade da
mais perfeita beleza
que um dia me foi dada.
Bela, plana paira me abraça
no carinho de calma saudade;
ela é a brasa que sobra
da vida vivida: alguma antiga
alegria não esquecida agora vazia
prossegue sempre acesa
lá bem dentro do peito
ela é a brisa que sopra
de ar dividida: cada novo
sonho sempre lembrado de ser
traz a mesma chama acesa
lá bem dentro do peito.
Na melancolia profunda
viro reviro me ajeito
ouvindo em silêncio ao sol
que bate queima brilha
teu canto banhado na
mais perfeita harmonia
que me foi dada um dia.
Belo, plana paira me abraça
em carinho de calma saudade.
meksenas
Você poderia ser o melhor
Você pode ser o melhor
Você pode ser o King Kong batendo no seu peito
Você poderia vencer o mundo
Você poderia vencer guerras
Você pode jogar suas mãos para cima
Você pode vencer o relógio
Você pode mover uma montanha
Você pode quebrar pedras
Você pode ser um mestre
Não espere pela sorte
Dedique-se e você poderá se encontrar
Em pé no hall da fama
E o mundo irá conhecer seu nome
Porque você queima com o nome de chama mais brilhante
boa noite,
num espaço de bem querer,
sou apto no sentimento que arde no peito,
por um tempo a sede secura domina alma,
tanto sonhei que tinha a perdido num código
binário o elemento se repete até a imensidão,
todos dias acredito que a mente supera tudo, o sistema não o reconhece como o amor.
Ser sensível é ter o peito pronto pra ser alvejado.
É amargar decepções, ser frágil em situações.
É deixar a lágrima escorrer frente a quem estiver presente.
É ser consciente de quem não lhe merece um por cento
e nem assim conseguir fechar a torneira do desperdício.
Sensibilidade é uma via de duas mãos,
pode ressignificar tanta coisa, mas pode recorrer em vícios.
Pois emoções mal empregadas podem decorrer em riscos.
Ei moça?
Que bagunça no peito
Que coração mole
Que sorriso verdadeiro
Que imensidão nesses olhos
Calma!
Ora tudo se acerta
Essa saudade que aperta
Essa indecisão que machuca
Esse coração que acelera
Essa falta de ar que lhe assusta
Vou te contar um segredo
Eu também tenho medo!
Mas a coragem que me cerca
É mais forte que as trevas
Fique calma para enxergar
Paciência para compreender
Todos podem ir contigo
Mas ninguém poderá caminhar por você
Acredite, tudo te faz crescer
O sorriso te faz sonhar
O abraço agradecer
O olhar te faz lembrar,
onde você deve ir
e onde jamais deverá voltar
Com as lágrimas que rolar,
regue tua raiz e mais forte vai brotar
Autoria #Andrea_Domingues ©️
Todos os direitos autorais reservados 26/10/2020 às 15:40 hrs
Manter créditos de autoria original _Andrea Domingues
Pétala de Solidão -
Trago ao peito, ainda, uma pétala de solidão,
única que resta da flor airosa que já fomos,
agora, murcha, seca e morta pelo chão,
entregue ao pó da vida de onde somos!
Eu fui pó e nunca vida,
o que resta e nunca flor ...
O que sobra de uma esperança perdida
pois a vida nunca teve por mim amor!
E não há como salvar aquela flor,
jaz morta, apodrecida, pisada pelo chão,
que aos olhos da loucura, enlouquece a própria dor.
E que triste dor ardente
que consome de amargura
o olhar de toda a gente ....
Lisboetas, não me sigam que eu não sigo Lisboa;
De Lisboa trago no peito os estudantes e suas histórias que deslocados como eu, de outras zonas do país, de outros países, de diversas áreas de estudo, em Lisboa a dada altura se encontraram e conviveram - amei, aprendi; Mas esses estudantes que tal como eu procuravam apoio, algum conforto, algum convívio, escapar um pouco ao seu isolamento nesta cidade fria,... - não era por acaso o nosso encontro - traziam consigo também muita dor, alguns simplesmente regressaram a suas terras natais, outros simplesmente não o podiam fazer por várias razões, ali permaneciam por anos, os estudos deixavam de ser a sua razão de estar em Lisboa, a sua ligação às Universidades servia muito mais como necessidade para ter visto e permanecer neste país - em muitos casos já nem tinham pátria e noutros tinham uma pátria em guerra, além de outros motivos; o meu foi ter sido ostracizada desde os 18 anos por membros da minha família, a minha razão de permanecer em Lisboa prendeu-se com o facto de ter servido mais a outros do que a mim própria . interesse nas matérias? como ter consciência disto e manter as notas e rigor pelo qual sempre me havia pautado?...
Eu, outros que como eu se reuniram em Lisboa, não era Lisboa que queríamos, era a nossa casa, a nossa família, o nosso país, e que o nosso país permitisse estudar, viver, continuar a crescer e a fazer crescer o povo a que de facto pertencemos um dia. Agora passear em Lisboa nada me diz, já não encontro lá as caras amigas ou pelo menos as com que mais convivia, nem sequer era expectável, estava implícito que entre nós eramos livres de estar ou não, de falar ou não, de aparecer ou desaparecer, de dizer o que pensávamos ou não,..; apenas havia uma regra, também implícita, o respeito.
No primeiro dia que a Lisboa cheguei chorei agarrada as paredes da rua da escola politécnica, não era meu hábito chorar, muito menos no meio da rua, mas chorei compulsivamente como um bebe, não querendo ficar, não podendo evitar de ficar; fiquei...até hoje.
Tudo é vazio para mim em Lisboa, desde há muito.
Tudo esvaziou gente e gente em Lisboa.
Não são as suas ruas que deram significado a Lisboa, outras terras, outras cidades, são as pessoas. Querem manter o turismo, querem mudar o povo que lhes deu a sua originalidade, estão a despir esta cidade e aos olhos de todos querem vender aos turistas a Lisboa de outra ora; pode durar uns anos, e depois cessa e enquanto isso a cidade já foi vendida; não sendo Lisboa, não sendo uma terra, sendo apenas uma pessoa, se por todos os meios me despojarem de mim própria, deixo de ser quem sou, tal como Lisboa ou outra terra ou pessoa; ao me despojarem de mim, ganharam uns anos para comprar e vender o que querem, depois também cessa, mas já cá não estou mesmo que o meu corpo permaneça, fica aqui o meu testemunho enquanto ainda há algo de mim em mim própria que não me tiraram.
Não me sigam lisboetas, eu não sigo Lisboa!
Conceição, terra que me viu nascer,
no calor das tuas ruas aprendi a viver.
Te carrego no peito, no passo e no sonho,
cidade pequena de coração medonho.
Aqui plantei meus afetos, minha história,
na poeira dos dias, escrevo tua glória.
Do volante ao olhar, respiro teu chão,
sou filho do barro, da fé, da paixão.
Na luta dos bairros, na voz que ecoa,
sou grito que pulsa, justiça que doa.
Por ti, Macabu, já enfrentei correnteza,
enfrentei o silêncio, venci a incerteza.
Com o povo na alma, sigo a caminhar,
pois quem ama sua terra não pode parar.
Te amo, Conceição, com força e ternura,
na brisa da tarde, na infância mais pura.
Sou tua semente, sou tua esperança,
sou o menino que voltou com confiança.
E até que o sol baixe atrás da serra azul,
eu lutarei por ti, minha Conceição de Macabu.
Saudade
Saudade é o nome
daquilo que mora em silêncio no peito,
e faz barulho no olhar.
É ausência que pesa,
lembrança que toca,
tempo que não sabe voltar.
É quando a memória abraça,
mas o corpo sente falta.
Quando o riso vem fácil,
mas o coração falta.
Tem cheiro que chama,
voz que ecoa,
detalhe bobo que emociona à toa.
É querer ver de novo,
mesmo sabendo que não dá.
É conversar com o pensamento,
é esperar sem esperar.
Saudade é o espaço entre dois tempos,
entre o que foi
e o que talvez nunca volte a ser.
Mas mesmo doendo,
ela mostra:
aquilo que existiu valeu viver.
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MARGARIDAS NO PEITO
Fincou raízes na poesia,
dela, somente dela se nutria.
Via beleza na gota perdida em uma folha na calçada,
sorria.
Sentia a tristeza do asfalto cinza,
chorava, se condoia.
Trazia em seu ventre um amargor pelas ausências,
e pelas coisas que nunca seriam,
pelo dia feliz que se perdeu no caminho,
pela dureza do talvez,
pelo botão que secou sem ser flor.
De seu peito brotavam margaridas,
bem nutridas pelo esterco da dor que sentia.
Regadas por lágrimas que teimavam em seu peito chover,
fosse manhã, ou já fosse tarde demais.
Sinta o aroma que exala do peito, esem pressa...
A essência do amor não se vê, e sim se confessa...
Quem aprende a amar, não fere, e nem mente...
Acaricia a alma do amado, e permanece presente...
Confiança é jardim, e o toque, e oração...
Quem ama de verdade, segura a mão, e não fere outro coração...
Nadson - Origem Poética
