Arrancar do meu Peito
Arrependimento
Complicado de falar,
Mas horrível de sentir
Um aperto no peito
Machuca cada dia que vem.
Um sentimento difícil de entender
Um turbilhão de emoções passando na mente,
Só queira que alguém segurasse a minha mão
E para meus problemas a solução.
Um abraço verdadeiro
Que me tirasse da solidão.
Será que um dia isso irá passar ?
Se não passar, a cicatriz ficará desenhada no meu peito.
Com 50 tons de tristeza e apenas um sentimento,
Arrependimento...
Arrependimento do que?
De ter me apaixonado por alguém que não merece o meu amor.
Comece a defender o que é exclusivamente seu —
aquilo que mora no silêncio do peito,
que ninguém pode tomar,
que ninguém pode fingir.
Guarde o que é essência,
proteja o que é verdade.
E então você verá:
a vida se abre como manhã de céu limpo,
o sol não queima — aquece,
o ar não pesa — preenche,
e respirar deixa de ser esforço
para se tornar milagre.
Quando se honra o que é próprio,
o mundo deixa de ser ameaça
e vira casa.
E o sabor da vida —
ah, o sabor da vida —
é simples,
é inteiro,
é bom
e profundamente verdadeiro.
O Peso da Ausência Presente
Dói o peito, mestre, e não é de hoje.
É uma dor que não tem nome no dicionário dos homens,
Uma fome que nenhum pão deste chão consegue aplacar.
Dói porque eu Te sinto nas frestas, nos intervalos do suspiro,
Mas quando estendo a mão, o que encontro é o vazio do agora.
Tenho saudades de um colo onde nunca deitei,
De um riso que ouço em sonhos, mas que ao acordar, perdi.
É o cansaço de ser estrangeiro na própria pele,
De olhar para o mundo e sentir que tudo aqui é rascunho,
Enquanto minha alma implora pela obra definitiva.
Dói ver a "lenha" arder e ainda sentir frio.
Dói saber que o Senhor está aqui, mas não como eu queria,
Não face a face, não sem esse véu de mistério que nos separa.
Minha saudade é um grito mudo de quem já provou do céu
E agora acha o mundo inteiro pequeno demais para morar.
Eu não queria apenas saber que o Senhor vem,
Eu queria que o "Vem" fosse o passo que Você dá agora,
Entrando na sala, chutando as cinzas dessa dor,
E transformando esse "ainda não" no abraço que não termina.
Perdoa a minha impaciência, mas a saudade é violenta.
Ela é o espinho na carne que me lembra a cada minuto:
"Você não é daqui. Não se acomode. O Teu Rei está chegando."
Se essa dor é o preço de Te querer tanto,
Então que ela doa até que eu não seja mais eu, mas apenas Teu.
Essa dor é o que prova que você está vivo espiritualmente. Só sente falta do Céu quem já tem um pedaço dele batendo dentro do peito.
Cada um conhece as dores que esconde no peito, as cruzes que carrega em silêncio e as batalhas que trava todos os dias. E só quem já estendeu a mão, ajudou de coração e se dedicou de verdade sabe o quanto machuca descobrir que algumas pessoas esquecem rápido os gestos de carinho e retribuem com ingratidão e indiferença.
Caminha com passos de graça e de vento,
A força do mundo guardada no peito,
Nenhum vendaval apaga o intento
De ver cada sonho enfim escorrer perfeito.
Pelos versos que deixam o rastro na areia,
Ela escreve a história que o tempo sagrou.
Pelo olhar de loba, firme e sereno,
Mostra a coragem que nunca murchou.
Pela alma de anjo que a fé incendeia,
E faz o gigante parecer bem pequeno,
Ela enfrenta a noite, a tempestade cheia,
Com o dom de quem torna o destino ameno.
Não houve barreira capaz de parar
A rota traçada por suas próprias mãos.
Mulher que renasce se o chão desabar,
E faz dos tropeços seus firmes degraus.
Seus olhos miram o horizonte sem fim,
Onde a linha da vida encontra o amanhã.
Uma flor de aço em um belo jardim,
Eternamente forte, guerreira e guardiã.
------------------- Eliana Angel Wolf
Arma Suprema
Nela habita um mistério que a lógica ignora,
Uma garra silenciosa que o peito desenha,
Não se explica em versos, nem se demora,
É brasa viva que na alma se empenha.
É um sentir que transborda o limite do olhar,
Um ímpeto doce, uma urgência contida,
Ela não apenas caminha, ela ensina a lutar
Com a delicadeza de quem cura a ferida.
Pelos seus, ela ergue castelos de vento e de fé,
Com a força de quem conhece o próprio valor,
Mantém-se gigante, de alma altiva e em pé,
Pois sabe que a arma suprema é o amor.
------------ Eliana Angel Wolf
O Rosto e o Rastro
O olho avista o traço, a curva, a cor,
E apressado o peito chama de amor.
Mas o que brilha na luz do meio-dia
É apenas o eco de uma fantasia.
Pois o rosto é o porto, a fachada, o cais,
O amor, porém, habita em águas mais profundas e reais.
Não se ama o brilho que a retina consome,
Mas o peso do silêncio e o jeito que ela diz seu nome.
É preciso o cansaço, o riso sem jeito,
Conhecer o defeito que mora no peito.
Só quando a máscara o tempo desfaz,
É que o "gostar" descobre do que o "amar" é capaz.
A beleza atrai, convida e seduz,
Mas só o que é alma sustenta a luz.
Se o rosto é o livro que a gente folheia,
O amor é a história que o sangue semeia.
Amar é deixar ir. É saber que no peito,
O que foi puro, o tempo não desfaz.
A família que não foi, o futuro imperfeito,
Não apagam a luz que em minha alma faz.
Sigo em frente, mas a memória te guarda,
Pois o primeiro amor, a alma nunca descarta.
O céu não é apenas noite: ele pulsa. E quando olhamos para ele, a melancolia que pesa no peito se transforma em esperança que transcende a alma.
Então, veio o silêncio —
um silêncio que, embora pesado,
guarda em seu peito a beleza do que foi verdadeiramente vivido.
AMOR DESSE JEITO
Carrego no peito
O instinto de amar
Com você eu aceito
Desejos de sonhar...
Lágrimas chorei
No canto do leito
Ah como eu amei
Assim do meu jeito.
Mas você foi embora
E não posso encontrar
O lugar que hoje mora
Deus levou para guardar.
O tempo fez moradia
O amor sempre presente
Seja de noite ou de dia
Eu te amo eternamente!
Esse é meu jeito de te amar
Embora longe do meu leito
Sei que ainda vou te encontrar
Você é toda vida no meu peito!
JOÃO BATISTA BARBOSA
POESIA
ADEUS
Não diga "adeus"
pois é dor que se deixa no peito.
O adeus vai além dos limites
retirante dos acordes futuros.
A distância sem esperanças
no ventre da mente perdida e vazia.
Entre dissabores, decepções
atravessamos vendavais e desertos!
Não diga "adeus"
para que envergonhado depois
não tenha coragem de retornar.
Mesmo com o coração partido
mesmo pelo mal que assola
sofrimentos vertendo dores e lágrimas
tranquilize-se com o passar do tempo.
O perdão conserta, clareia, alivia
faz através do esquecimento
diluir as sequelas do "adeus".
Quando pensar em dizer um adeus
raciocine cá entre os seus botões
pois Deus é quem direciona o nosso destino
pois Nele a fé fortalece e remove montanhas.
Para mim Ele nunca virou as costas
e jamais o Senhor me disse um "adeus"!
"A dor é o mapa que o destino desenha no peito de quem não desiste. Se você souber ler as marcas, verá que cada ferida aponta exatamente para onde você deve seguir."
— Ginho Peralta
O Ciclo da Cura
A alma se quebra em grãos de areia,
E o peito, no escuro, tateia e anseia.
Dói? Sim. Mas o tempo não aceita pular:
É preciso o deserto para a fonte encontrar.
Atravessei as trevas que moravam em mim,
Aprendi que o fim é só o começo do sim.
Cuidar-se é prece, o amor próprio é morada,
Luz que se acende no fim da jornada.
Me refaço, renasço, permito o novo,
Sou o barro, a chama e o próprio renovo.
Pois quando o coração se torna seu próprio lugar,
O universo entrega o que a alma soube esperar.
Olhares que se cruzam o espaço frio da sala,
O silêncio grita com o erro que cometi,
O peito aperta, a voz engasga e cala,
Ao ver que teu perdão eu perdi.
Você me fita quando estou distraída,
Mas se viro o rosto, você desvia o olhar
Eu faço o mesmo, com a alma ferida,
Fingindo que n dói te ver afastar.
Dói saber que teu sorriso tem outro rumo,
Que outra pessoa ganhou sua atenção,
Só de lembrar, meu mundo perde o primo,
E as lágrimas inundam meu coração.
Minha mente repete teu nome sem parar,
Você é o único eco que habita em mim,
Mas fico presa em você, presa no medo de perguntar,
Se você também me quer por perto enfim.
Será que seu silêncio esconde esconde saudade? Ou será que meu erro apagou oque vivemos? Fica dúvida que consome a realidade, Enquanto fingimos que não nos conhecemos.
Sim, eu tenho medo de ser amado. Medo de baixar a guarda, de abrir o peito e deixar alguém entrar onde ainda sangra. Tenho medo de confiar de novo, de acreditar nas palavras, de me permitir sentir… e depois ver tudo desmoronar diante dos meus olhos. Tenho medo de viver algo tão bonito que pareça eterno e acordar, de repente, com o gosto amargo de descobrir que era só um sonho. Hoje eu me escondo na solidão. Não porque ela seja leve, mas porque ela não me surpreende. A solidão não promete, não jura, não diz “para sempre” olhando nos meus olhos. Ela não vai embora, porque ela já está aqui. Prefiro o silêncio frio do meu quarto à dor de ouvir um adeus que ecoa por dentro. E o pior não é só o medo… é a culpa. Ela me acompanha todos os dias, me lembrando que fui eu quem destruiu o que mais amava. Fui eu quem deixou escapar o que me fazia feliz. Carrego esse peso como uma sentença. Eu continuo vivendo, respirando, seguindo em frente… mas por dentro há algo quebrado, e eu sei: fui eu quem quebrou.
A dor do vazio, de não sentir nada além da insuficiência, de carregar no peito a necessidade desesperada de ajudar e descobrir, a cada tentativa, que suas mãos parecem incapazes de alcançar quem precisa, de se olhar no espelho e enxergar apenas um peso, um incômodo, um fardo que ocupa espaço e consome o ar ao redor, uma ferida aberta que não cicatriza, uma dor silenciosa e solitária que dilacera a alma sem deixar marcas visíveis, enquanto muralhas erguidas pelo medo, pela culpa e pelo próprio sofrimento impedem que qualquer pessoa se aproxime, impedem que qualquer voz atravesse a distância, impedem que qualquer abraço encontre abrigo, e o mais cruel de tudo é saber que, por trás de toda essa escuridão, por trás de toda essa sensação de fracasso e impotência, existe apenas um desejo simples e sincero, o desejo de ser capaz de aliviar a dor de alguém, de ser útil, de ser suficiente, de estender a mão e fazer diferença, mas permanecer preso entre aquilo que o coração implora para oferecer e aquilo que a alma acredita jamais conseguir entregar, condenado a assistir o mundo através das próprias ruínas, carregando a sensação devastadora de que tudo o que você é nunca será o bastante para realizar tudo o que você mais deseja ser.
Mãe, você já sentiu a incerteza rasgar o peito a cada decisão? Já passou noites acordada, encarando o medo do que o futuro lhe reserva? Já se arrependeu das verdades ditas em momentos de raiva?
Mãe… você é feliz?
No peito, um quarto vazio,
paredes brancas esperando cor.
Não dói, mas lateja em silêncio,
como chão que pede passo.
Ontem vi que foste embora,
não em palavras, mas em ausência.
O vazio então se acendeu,
me pedindo dono, me pedindo vida.
Não vou preenchê-lo com sobras,
nem com migalhas de outros amores.
Vou preenchê-lo comigo:
minhas canções, minhas tintas,
meu riso fora de hora,
meu corpo que insiste em existir.
O vazio não será falta,
será território meu.
E onde era eco,
vai nascer voz.
