Arrancar do meu Peito

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Vida eterna

Que na terra onde vivo em meu pequeno mundo, um amor veio em meu ser, ser que na terra meramente mortal, onde você o encontrou, acaso? Mera distração talvez, a terra onde viva nada sou nada sei, sabe que o amor que sinto por ti possa acabar mais quando na terra eu jamais estiver perto de ti por que não viver e nem ter a vida, virar uma mera alma a espera de ti para a eternidade!

No fado eu invento
Tento sonhos em rima
As trovas meu alento
O leitor minha estima
É desafio é energia
Motivação esgrima
Espelhado na poesia

Luciano Spagnol

Tudo o que ele fazia era sedutor é possivelmente perigoso para o meu coração. ❤

Coração no Varal

Meu coração
Está pendurado no quintal
No varal, secando as lágrimas de aflição
Pingando agrura funeral
No sol, na chuva ao relento
Com a emoção amachucada
Frágil ao vento
Rangendo no peito de um jeito cinzento.

Luciano Spagnol

Paixão

Abrase-me, paixão, no seu poente
que o meu fado seja tal que me flama
integralmente... de coração ardente
E o infinito amor há quem ama...
...e aos amantes, afeto, eternamente!

© Luciano Spagnol
Poeta do cerrado
2017, março, 06'30"
Cerrado goiano

Dou tanto valor à saúde do meu coração que o fiz inimigo do ódio!

Não importa o que ouço sobre as pessoas. O meu conceito sobre elas é sempre baseado no que vejo!

⁠Sorriso

Hoje acordei e olhei para a fresta da janela do meu quarto
E vir um feixe de luz lindo entrando
Corri para ver pensando ser o sol
Me enganei, era seu sorriso!

Como queria, rasgar o peito e arrancar, toda tristeza, todo sentimento de pesar, todas as lembranças tristes, que insistem em ficar.
Como queria, deitar e acordar, livre das desilusões, das fadigas também.
Dor na alma, quem não tem? Muitos dissimulam e fingem ser fortes, conseguem ocultar.
Dor na alma, como proceder? Não há remédio humano capaz de curar.
Quando a alma chora ninguém pode ver Porquê água dos olhos não escorrem, um sorriso oculta a face triste do ser.
Muito se fala sobre ter empatia, solidariedade, e o que mais vemos é o mal prevalecer. Até mesmo os doutores, destilam horrores contra seres humanos que a alma implora o socorro ao ser.
Quando a alma dói não tem como explicar, se compreensão não existe, dobrado é o sofrer.

Doeu um tanto você não ter voltado,
Doeu pra arrancar lágrima, pra pesar o peito.
Doeu retrógrado a todos os passos que dei em sua direção,
As gotas de água que no banho caíram sobre meu corpo,
Todo pensamento que tive e acabou em sorriso,
Cada pequeno sacrifício que fiz, doeram.
Tudo por pensar que você também me queria
Por onde quer que seu caminho fosse levar.

Inserida por emiliano_lima_araujo

Arrancar do peito o indizível,
e deixá-lo exposto em minha cara,
pode ser um ato de extremo egoísmo,
mas é no fundo do abismo
que nascem as flores mais raras.

Inserida por joao_andrade_2

Era para arrancar o amor do peito e ver o coração sangrar,
mas a saudade em súplica pediu para ele morrer amando.

Inserida por Leticia3Cordeiro

Exerço

Exerço de todas as maneiras, um jeito de
arrancar do peito as saudades que teimam
em ali morar.

Trabalhoso é viver, tendo alguem que de dentro
de nós não sai, a impressão que tenho é a de
conviver com ela.
Busco então sondar o por que de tudo ser do
jeito que é.

Enquanto tento, procuro me ocupar.
Na escrita uma fuga há, mas como só poderia vir
a acontecer, uma linha traçada, e começas a
aparecer, deixando com que essa fuga não seja
o caminho.

Tentar é a única solução.
Mas ao mesmo tempo, como explicar que tentamos
esquecer a quem na realidade nos faz de todas
as formas, querer mais viver.

Roldão Aires

Membro Honorário da Academia Cabista de Letras Artes e Ciências
Membro Honorário da Academia de Letras do Brasil
Membro da U.B.E

Inserida por RoldaoAires

Só queria arrancar o coração do peito e colocar em uma bolsa de gelo. Quem sabe assim ele parasse de doer.

Inserida por velhopoema

⁠Não é fácil arrancar uma saudade do peito, ela tem raízes profundas.

Inserida por ednafrigato

⁠Caravelas

Origem profunda tem aquelas dores de saudade,
que do peito não se consegue arrancar,
que viajam aglomeradas em formas de angústias
através de dezenas de caravelas por um mar
de águas obstinadas de memórias em liberdade.
Memórias são como as águas barulhentas de uma cachoeira,
que desce encostas pedregosas a chorar,
porque memórias tem vida própria e tem lágrimas,
que ninguém consegue fazer calar.
Um dia um cavaleiro selou o seu cavalo e foi embora,
com a sua bagagem transbordante de ilusão,
e os olhos tristonhos de uma peregrina,
ficaram na longa estrada a esperar por ele em vão.
Ela começou a seguir persistente os rastros deixados pelo cavaleiro,
mas a pressa dele fez crescer asas no dorso de seu cavalo,
e o cavaleiro começou a voar no seu cavalo alado,
vencendo as barreiras invisíveis do tempo
para então alcançar novos tempos,
além das esferas inimagináveis de sua existência.
Pobre peregrina que exausta perambula com sua bagagem de esperança,
peregrinando vai noite e dia na tentativa de o cavaleiro encontrar.
Caos no peito, caos na alma, um assombro de medo faz seu coração palpitar,
medo de nunca mais poder o seu cavaleiro encontrar,
porque rumo às estrelas ele está velozmente a cavalgar.
Ainda existem os campos floridos daquele lugar?
E onde estão as vinhas com seus rebentos a prosperar?
Ela se pergunta repetidamente, sem cessar,
pois está perdida tentando o cavaleiro encontrar.
Oh Paraiso, dê depressa o teu endereço,
esse deserto é incomplacente para quem vai ele atravessar!
A peregrina jura, que se o deserto em seus próximos pensamentos não findar,
embarcará no primeiro trem da vida que corre nos trilhos da alvorada,
rumo a outros cenários menos devastadores.
Já sentistes o badalar do relógio das horas da angústia?
Essa angústia devora uma mente cheia de pensamentos de solidão.
Acaso será mesmo tudo em vão?
Será em vão todas as esperas ancoradas,
adormecidas naquele porto sem compaixão?
Nuvens fugitivas ao soprar dos ventos primaveris alertam,
que logo o cavaleiro a peregrina vai encontrar,
Mas será? Será mesmo verdade?!
Até a primavera chora e se compadece por ela,
as flores percebem seus olhos cansados,
escondidos debaixo de suas pálpebras,
tanto exaustos que não conseguem mais se levantar.
Os seus pés decidiram que é hora de parar,
porque já não conseguem mais seus rastros pelos caminhos deixar.
O insistente balançar das árvores na floresta encantada
anunciam o tempo oportuno da viagem astral,
um túnel se abre através das infinitas vias do universo.
E quem foi que disse que aquelas caravelas da saudade
não navegam o mar encantado acima da terra?
Quem foi que disse que isso é assim, e só pode ser assim,
porque a lógica diz que assim o é?
A lógica também se engana e as vezes até se contradiz,
assim também o que está entrelaçado a um contratempo,
o próprio tempo se equivoca, se contradiz.
Há um cânion além das planícies quietas da serenidade,
suas paisagens convidam para um voo fantástico,
entre os paredões misteriosos e secretos que o ladeiam.
E como a cegonha faz quando está no pico mais alto do seu voo migratório,
assim voa também a alma que procura novas terras.
Caravelas ligeiras são os suspiros de uma saudade apressada,
Caravelas também são aqueles pensamentos,
que navegam obstinados num mar violento,
cujas velas são os desejos do coração humano.

Rozilda Euzebio Costa

Inserida por bellamagnolia

Não há dor maior do que arrancar na marra um amor do peito, um amor que só está ali para machucar e nada mais.

Inserida por AlessandraBenete

Não dá para cuidar do jardim sem arrancar umas ervas daninhas.

Inserida por pensador

CICATRIZ (soneto)

Vou tirar você da minha história
Arrancar-ti do meu olhar infeliz
Se ainda insepulto tenho a raiz
Porque vivo estava na memória

Mas agora, te poetarei com giz
E na trilha outrora contraditória
Desta dor não terei escapatória
Se não sair, pois pouco me quis

E não ouse ter alguma rogatória
Te doei muito, e muito por nós fiz
Nesta toda tão pugnada trajetória

Tenhas sorte na sua nova diretriz
Pois eu terei, e não é só vanglória
É a certeza da cura desta cicatriz

Luciano Spagnol
13 de agosto, 2016
Cerrado goiano

Inserida por LucianoSpagnol

"Tu te tornas eternamente responsável por aquilo que cativas." – Antoine de Saint-Exupéry

Espero que você não encha o saco de ser eternamente responsável por mim.