Arnaldo Jabor Politica
Meu pensamento é um ato de resistência estética, filosófica e política. Portanto, não seria natural esperar aplausos imediatos. Ou buscá-los num tempo vindouro que repetisse o passado.
Na política não deveria haver inimigos ou inimizades. Adversário político não deve jamais ser confundido como inimigo em uma guerra fria. Nos limites da democracia é salutar a alternância de poder, ou alternância de direção dentro de um mesmo poder. Os conflitos estimulam ao crescimento, mas os extremos caracterizam sempre o não entendimento da ordem.
"Perder a si mesmo por causa de política é como trocar a própria identidade por uma batalha que, no final das contas, não traz mudanças reais."
"A política pode causar divisões e afastar pessoas, mas nunca devemos perder nossa essência e valores próprios por causa dela."
Saiba jogar com o desprezo. É a vingança mais política que existe. Pois há muita gente cuja existência nem saberíamos se os seus distintos adversários as tivessem ignorado. A melhor vingança é o esquecimento, pois é o sepultamento do desprezível na poeira da sua própria insignificância.
Enquanto as elites se preocupam em ampliar a participação das famílias na política; os pobres estão preocupados em ampliar a participação das comunidades na taça das favelas.
Trata-se de uma lei natural: seja no âmbito da vida política ou na pessoal, a oposição exerce um papel primordial no equilíbrio de forças que se opõem. Na ausência desta a situação assume todas as prerrogativas da autocracia que a ausência de resistência lhe franqueia, cobrando a ingerência de forças externas para o resgate da sensatez e da ponderação. O problema é o desgaste levado à rotina de quem se propõe a cumprir o papel do interventor, levando-o a questionar se deve comprar uma briga a que não deu causa mesmo sabendo que, direta ou indiretamente, acabará afetado por ela.
Se existe algo que contribuiu substancialmente para meu entendimento do mundo é que em política as notícias não são como as coisas são, mas como se quer que elas sejam.
É senso comum que a razão da política é a de introduzir melhorias e levar qualidade de vida ao cidadão, que a remunera com seus impostos. Incompreensível, portanto, que a legislação não contemple um mecanismo para cassar os direitos políticos de qualquer mandatário público que tenha deixado seu território eleitoral pior do que quando assumiu. E não seria por falta de indicadores não termos ainda essa regra como cláusula pétrea nas três esferas de governo, deixando claro que, por serem os próprios políticos a criarem as leis, não hão de querer abrir mão das benesses do estado "apenas" por se mostrarem incompetentes.
São cinco os princípios que norteiam a ocorrência de improbidade administrativa na política: legalidade, impessoalidade, moralidade, publicidade e eficiência. No entanto, apenas os quatro primeiros são tomados como razão para retirar um político de suas funções apesar de se ter na eficiência o mais importante de todos, já que é eleito para melhorar as condições de vida da população, e não omitir-se ou piorá-las. Prova-se assim que não é a ausência do mecanismo legal que impede o avanço da incompetência, mas seu desrespeito.
