Aproximação
"Saudade não é ausência, não é afastamento, ao contrário, é presença, aproximação; quem sente saudade, ainda traz dentro de si a pessoa e os momentos. É um sentimento que dá a mão para a esperança, é uma espera que acalenta os dias porque em algum momento vai findar".
“Diante da inexorável aproximação da travessia para a eternidade, cresce em mim o sereno desejo de deixar sementes ao longo do caminho. Sigo o exemplo da velha semeadora que, em sua silenciosa sabedoria, confiava as sementes à terra sem exigir do tempo a promessa da colheita. Há gestos cuja verdadeira grandeza não reside em contemplar os frutos, mas em acreditar que florescerão muito além dos limites da própria existência. Porque viver plenamente talvez seja isso: transformar a brevidade da passagem humana em permanência de sentido, fazendo da própria vida um campo fecundo para as gerações que ainda virão.”
"Diante da inexorável aproximação da travessia para a eternidade, cresce em mim o sereno desejo de deixar sementes ao longo do caminho. Sigo o exemplo da velha semeadora que, em sua silenciosa sabedoria, confiava as sementes à terra sem cobrar do tempo a promessa da colheita. A grandeza de certos gestos não está em contemplar os frutos, mas na esperança de que floresçam muito além de nossa própria existência."
Aproximação que vira amizade trazendo confiança até que haja confidencialidade; Logo após, tais segredos se tornam pensamentos latentes ao ouvinte, convertendo-se em flash de fantasias, evoluindo para episódios de sonhos, que trás insônia e pensamentos fixados. Virou desejo, que trás dependência, que mexe com a líbido e nós leva a decisões... então começa a culpa, e entre culpados, não há inocentes.
Dificuldades aproximam ou afastam as pessoas. No caso de aproximação, seja sempre grato (a) à Deus, à vida, à família, aos amigos e aos que se aproximaram. Em caso de afastamentos, agradeça muito mais!
No Brasil, ocorre uma aproximação e apropriação do evangelho como nunca visto e, na mesma proporção, abandono e distanciamento de Cristo!
Comerciante, não aceite cartão por aproximação e torne mais difícil o uso indevido do cartão por criminosos.
Benê Morais
O beijo inesquecível
Uma noite num salão de festas qualquer,
A aproximação dos olhares foram a revelação dos corpos antecipados,
Na dança colados o inesquecível beijo mais demorado de uma vida,
No ultimo abraço antes de seguirmos em destinos separados aquela madrugada, mal sabíamos que ali era selado o nosso grande amor singelo e desvairado.
Sou pele em alerta,
respiração aberta,
fome que aprende teu nome no escuro.
Cada aproximação tua me rasga por dentro,
sem ferir — só abrindo.
A ANTECÂMARA INVISÍVEL DOS ENCONTROS.
Autor: Marcelo Caetano Monteiro .
A aproximação entre as pessoas jamais principia no gesto, nem no toque, nem mesmo na palavra pronunciada. Ela nasce antes, em uma região silenciosa e quase sagrada do espírito humano, onde o pensamento se estrutura como causa primeira de todo vínculo. ( 621 L.E. ) Pensar é já iniciar um movimento em direção ao outro. É traçar, ainda que de modo invisível, a linha sutil que poderá tornar-se presença.
No campo da consciência, o pensamento funciona como arquitetura antecipada da relação. Antes de qualquer encontro, já houve uma interpretação, uma expectativa, um juízo ou uma inclinação. Nada se aproxima do que não foi, de algum modo, pensado. Assim, a convivência humana não é apenas um fenômeno social, mas sobretudo uma manifestação psíquica que se organiza no íntimo.
( Questão 787 comentada
CAPÍTULO 22.
( 787 L.E. )
Existem raças rebeldes ao progresso, isso está à vista para o bom observador. No entanto, torna-se fácil de explicarmos essas anomalias encontradas na raça humana. Bem sabemos que a lei de afinidade espiritual é muito clara em tudo o que existe. É bom notar que a essas raças se reúnem homens iguais, mesmo vindo de outros países. Eles são atraídos para onde encontram ambiente com o qual se afinam.
O progresso, força espiritual de Deus, não respeita barreiras que o possam impedir e faz aniquilar essas raças, formando-as para melhor entendimento, dado ser essa a vontade de Deus. Elas mudarão, como todas as outras raças obedientes à Luz, pelos processos de reencarnação, e as suas idéias vão se firmando ao alcance dos elevados conceitos que as libertarão. Compete ao tempo a sua transformação.
Junto a essas raças, podemos sentir a soma de idéias conservadoras, até mesmo de antigas religiões, entretanto, as que não obedecem ao carro do progresso, ficarão para trás, perdendo o caminho para Cristo; as mais inteligentes mudarão para não desaparecerem. Toda a rebeldia é ignorância, e a ignorância somente dura enquanto não chega o saber, que com o tempo afinizar-se-á com o amor, completando a vida e nos mostrando a grande esperança.
Deus nos pede tolerância com os mais atrasados seres que estagiam na Terra, porque Ele pode nos mostrar o que fomos no passado. Passamos pelos mesmos caminhos, fazendo as mesmas coisas, caindo e levantando em processos de despertamento espiritual. Por que não ajudá-los nos mesmos processos por que já passamos? Onde estão o amor e a justiça?
Nós também já fizemos parte de raças rebeldes em outras épocas. Já matamos e morremos muitas vezes, impulsionados pela ignorância. Depois que conhecemos a verdade, tornamo-nos livres, mas os que estão na retaguarda precisam, assim como precisamos, de mãos amigas e tolerantes para crescerem. Onde estão elas? Elas se encontram espalhadas em toda parte, e os livros estão por todos os cantos, representando o Evangelho de Jesus, para nos indicar o caminho, a verdade e a vida.
É bom que consultemos a Lucas, no capítulo seis, versículo quarenta e sete, que nos anima no impulso de vida:
Todo aquele que vem a mim e ouve as minhas palavras e as pratica, eu vos mostrarei a quem é semelhante.
Se nos reunimos por semelhança, mas atendemos o chamado de Jesus, podemos compreender como nos reunimos por afinidade, porém haveremos de ouvir as palavras do Senhor e praticar Seus conceitos de luz.
Vejamos bem: Allan Kardec, um Espírito de escol, o codificador da Doutrina Espírita, ouve do Espírito comunicante essas palavras, quando ele pergunta indiretamente se já teria sido antropófago:
- "Tu mesmo o foste mais de uma vez, antes de seres o que és."
Isso é maravilhoso, porque podemos notar que todos passam pelos mesmos caminhos para alcançar a perfeição. Deus não tem predileção por nenhum dos Seus filhos e dá a todos as mesmas oportunidades de crescer, de despertar seus próprios valores espirituais. Como não ter paciência para com os que se encontram na retaguarda? Eles são crianças.
Quem dirige o progresso dos Espíritos encarnados e desencarnados é Deus e somente Ele. Aos homens, não é dado impedir as leis; quem o tentar, pagará caro, por processos que ele mesmo não desconfia.
O Espiritismo é luz que nos mostra o caminho, mesmo que vivamos na escuridão e, nesta certeza, reunimos esforços para vencer as nossas imperfeições aparentes, alcançando a verdade. )
Sob uma ótica mais profunda, essa anterioridade do pensamento revela um princípio ético. Aquilo que nutrimos interiormente condiciona a qualidade dos vínculos que estabelecemos. Um pensamento benevolente prepara uma aproximação serena. Um pensamento hostil, ainda que oculto, contamina a relação antes mesmo que ela se concretize. O encontro, portanto, já chega impregnado de sua origem invisível.
No horizonte espiritual, essa ideia ganha ainda maior densidade. O pensamento não apenas antecede, mas também atrai, modela e seleciona as aproximações. Afinidades não são meramente acidentais. Elas obedecem a uma sintonia íntima, onde cada consciência gravita em torno daquilo que cultiva. Aproximar-se é, nesse sentido, reconhecer no outro uma ressonância previamente construída dentro de si.
Assim, compreender que o pensamento antecede a aproximação é reconhecer uma responsabilidade silenciosa, porém decisiva. ( 919 L.E. ) Antes de buscarmos o outro, já o estamos criando em nosso interior. Antes de qualquer encontro, já houve uma escolha invisível.
E talvez seja nesse território inaudível, onde o pensamento germina, que se decide o destino de todos os encontros humanos.
Não quero mais fazer parte desse mundo tecnológico que cria uma aproximação superficial e afasta as pessoas do contato real.
Onde foi que nos perdemos?
Nunca tivemos tantas possibilidades de aproximação e, talvez, nunca tenha sido tão difícil encontrar quem realmente esteja disposto a se aproximar. Estamos conectados o tempo inteiro, acompanhando a vida uns dos outros, compartilhando imagens, opiniões, conquistas e fragmentos de intimidade. Mas, entre tantas conexões, alguma coisa parece estar se perdendo: a disposição de olhar para além de nós mesmos.
Tenho pensado sobre os tempos em que vivemos, sobre a maneira como as relações se tornaram frágeis, como a intolerância ganhou espaço e como parece cada vez mais difícil flexibilizar uma opinião, compreender uma ausência, acolher uma limitação ou simplesmente considerar que o outro também tem suas dores, seus dias difíceis e suas próprias batalhas silenciosas.
Parece que estamos sempre prontos para exigir, mas nem sempre dispostos a compreender. Queremos ser aceitos, mas temos dificuldade em acolher o que é diferente de nós. Queremos ser lembrados, mas esquecemos de lembrar. Reivindicamos presença, mas nem sempre sabemos estar presentes. E, nessa conta em que cada um parece preocupado demais com o que recebe, quem ainda se ocupa daquilo que pode oferecer?
As redes sociais talvez não tenham criado essa distância, mas deram a ela uma vitrine. Aprendemos a exibir o que vivemos, a selecionar o que mostramos e a transformar até os sentimentos em pequenas apresentações. Há imagens de felicidade por toda parte, declarações sobre amor, discursos sobre empatia e frases bonitas sobre humanidade. Mas o que acontece quando a vida deixa de ser uma publicação e passa a exigir de nós alguma atitude? Quando alguém precisa de paciência, de escuta, de compreensão ou de uma presença que não rende aplausos nem pode ser exibida?
É nesse momento que conhecemos a distância entre aquilo que se diz e aquilo que se é.
Não acredito que tenhamos vindo ao mundo para dar conta de tudo sozinhos. É verdade que existem caminhos que ninguém pode percorrer por nós. A fé é pessoal, a consciência nos pertence e cada um responderá pelas próprias escolhas. Há travessias que são íntimas, dores que não conseguimos traduzir e despedidas que ninguém pode viver em nosso lugar. Mas uma coisa é reconhecer a individualidade da nossa existência; outra, muito diferente, é transformar isso em justificativa para a indiferença.
Nascemos dependentes de outros braços, crescemos necessitando de afeto e atravessamos a vida procurando, de tantas maneiras, um lugar onde possamos existir sem precisar nos defender o tempo inteiro. Até quem aprendeu a se bastar conhece, em algum momento, o desejo de ser compreendido, de dividir uma descoberta, de encontrar alguém com quem o silêncio não seja ausência, mas companhia.
A vida é individual em sua essência, mas a experiência de viver também é um exercício de encontro. Somos feitos de vínculos, de trocas, de mãos que nos sustentaram, de palavras que nos salvaram de dias difíceis e de pessoas que acrescentaram alguma coisa àquilo que somos. Ninguém se constrói inteiramente sozinho. Há muito de nós que nasceu do cuidado de alguém.
Talvez seja isso que estejamos esquecendo: unidade não significa pensar igual, concordar com tudo ou abrir mão de quem somos. Unidade é compreender que nossas diferenças não precisam nos transformar em adversários. É saber ceder sem se anular, ouvir sem preparar imediatamente uma defesa, dividir sem calcular cada parcela, acrescentar sem precisar ocupar o centro. É ter cumplicidade suficiente para entender que nem toda dificuldade do outro é um problema a ser resolvido; às vezes, é apenas uma dor que precisa ser respeitada.
E o amor? Talvez não tenha desaparecido. Talvez esteja apenas perdendo espaço para o orgulho, para a pressa, para o medo de se envolver e para essa necessidade constante de preservar a própria conveniência. Porque amar também exige flexibilidade. Exige sair, por alguns instantes, da posição confortável de quem acredita ter sempre razão. Exige reconhecer que o outro não existe para corresponder perfeitamente às nossas expectativas e que ninguém atravessa a vida sem precisar, em algum momento, da compreensão que hoje se recusa a oferecer.
O amor não se sustenta apenas naquilo que sentimos. Ele também se revela na maneira como tratamos as pessoas quando estamos contrariados, quando elas já não podem nos oferecer nada, quando suas fragilidades interrompem nossos planos ou quando compreender exige mais de nós do que simplesmente julgar.
Talvez a pergunta não seja quando o amor esfriou, mas em que momento começamos a considerar dispensável tudo aquilo que o mantém vivo.
Não precisamos de um mundo em que todos sejam íntimos, amigos ou concordem entre si. Precisamos de um mundo em que a humanidade do outro não dependa da nossa afinidade com ele. Em que a gentileza não seja privilégio de quem amamos, a empatia não seja seletiva e o respeito não desapareça diante da primeira divergência.
Afinal, viemos sozinhos e, de alguma maneira, também partiremos sozinhos. Mas entre uma coisa e outra existe uma vida inteira, e é nela que podemos escolher o que faremos com a presença uns dos outros.
Podemos atravessá-la como ilhas, defendendo nossas margens e desconfiando de qualquer aproximação. Ou podemos compreender que há uma diferença imensa entre ser responsável pela própria caminhada e acreditar que não precisamos de ninguém.
Eu ainda acredito na importância de somar. De ser abrigo sem aprisionar, de oferecer sem humilhar, de compreender sem precisar concordar, de permanecer quando a presença é necessária e de reconhecer que a vida de alguém pode se tornar menos pesada porque, em algum momento, decidimos não ser indiferentes.
Não sei exatamente onde foi que nos perdemos. Mas sei que não será construindo muros cada vez mais altos em torno de nós mesmos que voltaremos a nos encontrar.
Talvez ainda haja tempo de reaprender o essencial: que a nossa passagem é breve demais para desperdiçarmos a humanidade uns dos outros. E que, se não podemos impedir todas as dores, ao menos não façamos da indiferença mais uma delas.
Supernovas termonucleares,
quando houver a aproximação,
Não tenho dúvida que está
escrita a previsão que haverá
além da total fusão a efusão
de tudo o que é de sedução.
[Transbordaremos a deleitação.]
DISTACIA
A distancia sempre foi, e sempre sera
um fator essencial para a aproximaçao
de duas ou mais pessoas, quanto mais longe é,
tambem é a vontade de ver, rir juntos,
fazer palhaçadas...
...É isso que as vezes faz uma pessoa se tornar melhor,
digo isso por mim, porque se nao fosse as minhas amizades
de hoje, eu nao teria me tornado isso que sou.
"Cansei de estudos sobre Deus e, todavia, pouca aproximação Dele. Quero tocar Nele, sentir o Seu cheiro, andar ao Seu lado escutar o som das Suas sandálias. E, quando estiver cansado parar e deitar no Seu colo. Ah! — oferecer o meu colo para Ele também.”
O combustível da decepção é esperar reciprocidade alheia. Por mais que o nível de aproximação seja intenso, jamais devemos cometer o erro de ter esperança na reação de alguém. A única coisa que isso gera em nós é a mutilação de nossos próprios sentimentos.
A sua felicidade depende do rompimento de você com o seu ego e a sua aproximação com o seu Eu interior.
O amor e mais...
Infinitamente a frente...
Integralmente calculado somente por aproximação...
Ele é uma esfera tão fora de nosso controle...porém se houvesse controle não seria amor.
O amor é vento que passa, é brisa gelada que sentimos, é um vazio que nos dá, sentimento de estar só... Mesmo acompanhado de muitas pessoas ao redor...
Quando apenas o que nos falta é nosso
amor.
