Aprendi que Nao Importa
O Cego que Enxergava Demais e os "Doutores" que Não Viam Nada.
João 9
A cena já começa com uma pergunta que é pura presepada religiosa: "Mestre, quem pecou para este homem nascer cego? Ele ou os pais dele?". Olha a mentalidade! Eles queriam um culpado, um rótulo, uma fofoca espiritual. E pior... essa pergunta vem dos discípulos que andavam com Jesus. E Jesus, com aquela calma de quem é o dono da verdade, solta:
"Nem ele, nem os pais. Isso é pra que a obra de Deus apareça".
Aí Jesus faz o impensável: cospe no chão, faz uma lama, passa nos olhos do homem e diz: "Vai lá se lavar". O cara volta enxergando tudo! Era pra ser uma festa, certo? Vixi, que nada! Começou o interrogatório.
Os "santos" da época, em vez de celebrarem o milagre, ficaram bravos porque Jesus "trabalhou" no sábado. Eles chamam o ex-cego e perguntam: "Como você está vendo?". O cara, simples e direto, conta a verdade. Mas eles não aceitam! Chamam os pais do homem, tentam intimidar, tentam achar uma mentira... mas não tem como esconder o fato: o cara que mendigava agora estava olhando nos olhos deles.
Aí vem o ápice da ironia. Eles tentam forçar o homem a dizer que Jesus é um pecador. E a resposta do ex-cego é de engolir a manga guela abaixo: "Se ele é pecador, eu não sei. Só sei de uma coisa: eu era cego e agora vejo!".
Jesus sondava o coração daqueles fariseus e viu que o problema não era a vista, era a alma. Eles tinham a Bíblia na mão, a Lei na ponta da língua e o "Deus" em pessoa na frente deles, mas estavam tão ocupados sendo "perfeitos" que não viram o milagre.
No final, Jesus dá o xeque-mate: "Se vocês fossem cegos, não teriam pecado; mas como dizem 'nós vemos', o pecado de vocês permanece". Ou seja: a pior cegueira é a de quem acha que é santo e não precisa de cura.
Eles ficaram ali, com as leis deles debaixo do braço, enquanto o homem que não sabia nada de teologia saiu de lá vendo o mundo e, principalmente, vendo a Deus. O Perfeito estava ali, e eles, mais uma vez, ficaram "mal na fita".
A mudança real não nasce nos livros. Ela nasce na carne, no convívio, no confronto silencioso consigo mesmo.
A felicidade não é uma dívida que os outros têm com você. Ninguém é obrigado a preencher suas lacunas. A chave é valorizar o que já se tem e, acima de tudo, construir sua própria felicidade.
Gratidão e autossuficiência são o caminho.
Rosinei Nascimento Alves
Ótimo dia!
Deus abençoe sempre 🙏🏾
Tenhamos fé!
Não é sobre correr mais rápido que os outros, é sobre não parar de correr por mim ♥️
Insta: @elidajeronimo
Pois o guarda não empunha a espada apenas para o combate, mas para que o justo repouse em paz sob a sombra de sua vigília; serei a sentinela que não dorme enquanto a cidade descansa.
Pâmela nunca foi metade.
Era decisão, intensidade, excesso.
Cabeça dura, dessas que não recuam,
dessas que ensinam sem pedir licença
onde a gente precisa mudar.
Você sonhava alto demais…
e eu sempre com os pés presos no chão,
vendo o copo meio vazio
enquanto você insistia em transbordar.
Eu via maldade em tudo,
você via beleza onde eu já tinha desistido de procurar.
E talvez por isso a gente tenha se perdido.
Porque você também era fogo
e fogo não sabe ficar parado.
Gostava de flertar com o mundo,
de viver no limite,
de sentir tudo no máximo…
até quebrar o que não podia.
Você quebrou.
Sem grito, sem aviso.
Só quebrou.
Mesmo assim, tem coisa que fica.
A gente na estrada,
Formosa passando pela janela,
e o Salto do Itiquira despencando
como se tudo fosse eterno naquele instante.
E olhando o Salto do Itiquira cair,
eu pensei…
talvez eu nunca tenha sabido saltar.
Sempre fui chão,
enquanto você era queda.
E talvez tenha sido isso
que nos quebrou.
E talvez tenha sido.
Porque mesmo depois de tudo,
mesmo depois de você ter sido
tudo o que me construiu
e o que me destruiu…
ainda tem um pedaço de mim
que lembra de você
como se não soubesse
como deixar de lembrar.
O Não do Não
Não é “não”.
E sempre deve ser
Respeitado.
Mas o meu coração insiste
Que deveria existir
Um “não”
E outro “não”.
O “não” que encerra.
E o “não” que resguarda.
Ah, se eu soubesse...
Se o teu não fosse o segundo,
Eu ficaria.
Não contra ele,
Mas dentro
Do tempo
Que o separa
Do sim.
Tristemente, quando olho ao redor, vejo multidões de crentes que têm fé vencedora, porém não tem um desejo veemente de estar com Cristo.
Teologia Arminiana
O verdadeiro desafio do autoconhecimento está em olhar para dentro com honestidade. Não apenas para aquilo que gostamos de ver — nossas virtudes, ideais e intenções —, mas também para os medos, defesas, expectativas e identidades que fomos acumulando ao longo da vida.
Na busca espiritual, muitas vezes imaginamos que o caminho é adquirir mais: mais conhecimento, mais técnicas, mais experiências espirituais. No entanto, o movimento mais profundo é o contrário: deixar cair as camadas que encobrem o que já somos.
Esse processo pode ser dolorido porque toca o ego, nossas histórias e a imagem que criamos de nós mesmos.
Requer silêncio interior, humildade e coragem para permanecer diante da verdade sem fugir dela.
Assim, o autoconhecimento não é uma conquista exterior, mas um desvelar gradual da consciência que sempre esteve presente. E, nesse sentido, o caminho espiritual não nos leva a nos tornarmos algo novo — ele nos convida a reconhecer aquilo que sempre fomos em essência.
Não compares a tua vida com a de outra pessoa.
Cada um tem a sua própria história!
Não é que as histórias não devem ser parecidas,
Mas, não se deve correr o risco de termos histórias plagiadas.
Idoso não é ser-se velho.
Idoso é aquele que tendo sobrevivido a todos os auges e desertos, vive alegremente a sua segunda juventude tendo em si uma criança sem idade.
A minha maior liberdade é conseguir estancar o pensamento, tão simples quanto difícil, isso de não pensar em nada.
Como não haveria de ser eu um lobo da estepe e um mísero eremita em meio a um mundo cujos objetivos não compartilho, cuja alegria não me diz respeito! Não consigo permanecer por muito tempo num teatro ou num cinema. Mal posso ler um jornal, raramente leio um livro moderno. Não sei que prazeres e alegrias levam as pessoas a trens e hotéis superlotados, aos cafés abarrotados, com sua música sufocante e vulgar, aos bares e espetáculos de variedades, às feiras mundiais, aos corsos, aos centros culturais e às grandes praças de esportes. Não entendo nem compartilho dessas alegrias, embora estejam ao meu alcance, pelas quais milhares de outros tanto anseiam. Por outro lado, o que se passa comigo nos meus raros momentos de júbilo, aquilo que para mim é felicidade e vida e êxtase e exaltação, procura-o o mundo em geral nas obras de ficção; na vida parece-lhe absurdo. E, de fato, se o mundo tem razão, se essa música dos cafés, essas diversões em massa e esses tipos americanizados que se satisfazem com tão pouco têm razão, então estou errado, estou louco. Sou, na verdade, o Lobo da Estepe, como me digo tantas vezes — aquele animal extraviado que não encontra abrigo nem ar nem alimento num mundo que lhe é estranho e incompreensível.
É difícil encontrar virtudes no outro quando não conseguimos encontrar em nós. É preciso conhecer para reconhecer...
