Aprendi que Nao Importa
“Quero que você entenda uma coisa: gostar de alguém não te dá o direito de brincar com os sentimentos dela. Se arrepender depois não conserta o que você fez nem apaga a confusão que causou. Respeitar os outros e assumir suas escolhas é muito mais importante do que fama, impulsos ou tentar ‘corrigir’ erros depois. Antes de querer algo de alguém, aprende a valorizar o que essa pessoa sente e a ter maturidade pra lidar com suas próprias decisões.”
Cérebro: Mais uma vez você se deixa levar, né? Não lembra das últimas vezes? Das lágrimas, das promessas quebradas, da dor latejando no peito?
Coração: Eu sei… mas não consigo evitar. Cada sorriso dele, cada gesto, me puxa de novo. É como se meu peito tivesse memória própria, e a saudade me queimasse por dentro.
Cérebro: Memória própria? Você chama de memória, eu chamo de ilusão. Amor não deveria doer tanto. Amor não deveria te fazer sentir que está despedaçada toda vez que ele some.
Coração: Mas é que amar é isso… não é só flores e sorrisos. É sentir, mesmo quando machuca. E mesmo sabendo que vai doer, mesmo sabendo que vai me quebrar, eu ainda quero sentir.
Cérebro: Você já sofreu demais, já perdeu noites, já chorou rios de lágrimas. Você precisa se proteger! Quantas vezes você vai repetir o mesmo erro esperando que seja diferente?
Coração: E quantas vezes você vai deixar que eu viva? Que eu sinta? Eu não quero me esconder atrás da lógica, não quero esquecer o que é ter esperança. Mesmo se quebrar, mesmo se sangrar, eu quero tentar.
Cérebro: Mas e se tentar de novo e se machucar? Vai aguentar?
Coração: Eu não sei… mas já aprendi que a dor não me mata, só me fortalece. Cada cicatriz, cada suspiro, cada despedida… me molda. Me lembra que ainda posso sentir. E, no fundo, eu ainda acredito que o amor vale a pena.
Cérebro: Você é insana.
Coração: Talvez. Mas pelo menos estou viva.
Dizem
Dizem por aí que ser livre é cafona, que é coisa de gente brega, de quem não quer seguir os padrões sociais antropologicamente impressos há milhares de anos como os mais coerentes.
Dizem que não aceitar desrespeito é coisa de quem não tem o que fazer.
Dizem que calar é elegante, que fingir demência diante da maldade merece um prêmio diamante.
Dizem que aplaudir os “maus” traz mais resultado do que jogar na Mega da Virada, mas que a virada de chave é perigosa e não deve acontecer.
Dizem que evoluir é coisa de gente careta e que seguir o “gado” é a solução do planeta.
Dizem.
Só falam.
Não calam.
Nildinha Freitas
Casa
Casa não é o teto
sobre quatro colunas e paredes.
Casa é gente
com a alma aquecida de amor.
É onde a gente chega sem medo,
onde a gente pode falar sem dor.
Casa não é só chão
onde a gente pode pisar,
é coração
que pulsa
sem ninguém machucar.
Nildinha Freitas
O poder do silêncio não está na ausência de palavras, mas na presença de consciência. Em um mundo onde todos querem falar ao mesmo tempo, silenciar se torna um ato de força. O silêncio organiza pensamentos, acalma emoções e evita respostas impulsivas que muitas vezes machucam mais do que resolvem. Quem entende o valor do silêncio aprende a observar antes de reagir e percebe que nem toda provocação merece resposta, que nem toda discussão precisa ser vencida. Às vezes, calar é proteger a própria paz, é escolher maturidade em vez de conflito. O silêncio também comunica, ele pode expressar decepção, reflexão, respeito ou até despedida, porque há sentimentos que as palavras não alcançam, mas o silêncio traduz com profundidade. Além disso, é no silêncio que encontramos a nós mesmos, escutamos nossos medos, organizamos sonhos e fortalecemos decisões. Enquanto o barulho externo distrai, o silêncio revela. O verdadeiro poder do silêncio está nisso: ele não grita, mas transforma, não impõe, mas ensina, e muitas vezes a resposta mais forte que alguém pode dar é simplesmente não dizer nada.
Num relacionamento, tem coisas que não precisamos falar;
Mas a outra parte precisa saber!...
Na falta de um comportamento que transmita segurança;
Transforma espaços vazios em solo fértil, para dúvidas e incertezas.
Muitos relacionamentos terminam não pela falta de amor, mas pela falta de entrega.
A dor que não curei
A minha dor, que eu não curei, me fez machucar muita gente, até a mim.
A minha dor, a dor que eu não curei, me matou, e eu matei.
Não usei armas. Usei a dor que não tinha sido curada como espada e como faca.
Não matei literalmente; matei sem usar a força, só com a dor que eu ainda não tinha curado.
A minha dor, que eu ainda não curei, vez por outra grita, mas não ando mais por aí destilando o que dói em mim; sigo buscando a cura o tempo todo, até o fim.
Nildinha Freitas
decidi escutar
e seguir a canção
que tocar
o meu coração.
não sei de onde vim
não sei para onde vou
entretanto, aqui estou
fazendo poesiaseja noite ou dia
foi o ritmo que meu coração tocou,
apenas segui a batida
na volta e na partida,
POESIA: seja-bem-vinda!
Peito que dói na angústia
De um sentimento não correspondido,
Desejando o impossível,
Vivendo dias cinzas,
Bebendo a amargura da tristeza
Que faz a alma agonizar
Por amar... e não ser amado.
Deixar para trás lembranças tortas,
Que já não se endireitam mais.
Lançar no precipício as dores de ontem,
Abraçar o vento com toda a força possível.
Imaginar o céu azul,
As nuvens, o sol,
A tarde em qualquer lugar.
Esquecer de tudo e apenas viver.
Encontrar o sorriso no rosto
E a coragem de seguir,
Rumo ao destino certo:
Felicidade.
Hoje não é dia para sorrir.
A última lembrança que tenho de você
Ainda corta meu coração:
Você partindo,
Deixando um vazio
Repleto de memórias.
Momentos de alegria
Que agora eternizo
Em poesia.
Não sei ficar quieto
Falo além da conta,
Por isso sou poeta
Sigo gastando palavras
Vou contando histórias,
Assim aliviando a alma
Do que pesa dentro de mim...
Tudo fica para o último instante,
Correria desconcertante.
Na pressa, não há perfeição,
Que corrói o coração
Diante da expectativa.
Hoje estou sem vontade de nada.
Não vou sair,
Ficarei esperando a tua volta
Para iluminar o meu dia,
Sentir o teu amor
Abraçar a minha alma
E alegrar o meu ser.
O peso da palavra
Não está no som,
Mas no sentido que ecoa no coração.
Tudo é medida:
O que consola a uns,
Dilacera outros.
Pois a palavra não é o que se diz
É o que se sente.
Na mente, não há nada.
O corpo sente,
O coração vibra.
Em cada verso,
Um gole de amor,
Saciando a sede
Da alma vazia.
O vento,
Brisa leve.
Na calmaria,
Faço poesia:
Atento
E breve,
para que não se espalhe.
Observo cada detalhe
E vejo amor.
Rasgo o verbo
Sobre a mesa,
O verso,
Cada palavra.
E, com tudo isso,
Ainda não sei quem sou.
Serei eu um poeta?
Ou apenas um rabisco perdido
Entre os grãos de areia
Da vida?
Olho a hora:
é agora.
O dia começa,
mente, não me impeça.
Corpo, me ajuda
Saia da cama, desgruda.
Olho o agora:
É hora.
O primeiro passo.
