Aprendi que não Adianta
Se sorrio com a Alma em prantos é porque aprendi que nem todas as pessoas merecem conhecer o que se passa dentro do meu íntimo
Aprendi em cada passo dado na minha jornada até aqui que, não preciso provar nada a ninguém, muito menos ter medo ou receio do que vivi ou passei na minha vida.
Sei que cada dificuldade, necessidades e algumas vezes falta de algo não me fizeram ser o que muitos esperavam que fosse ou me tornasse.
Tenho meus defeitos, erros e sou falho podendo causar decepções em alguns por não querer agradar ou se sujeitar ao que querem que eu faça. Mas por ter sido ensinado a valorizar o que realmente importa e merece, recusei vários convites para crescer, ganhar dinheiro sujo ou se dar bem nas costas de outros, Hoje não me arrependo de nada porque cheguei aonde nunca pensei em chegar e ainda estou caminhando em busca do que almejo alcançar.
Com dificuldades e lutas diárias; não tendo ânimo muitas das vezes confesso, mas mesmo assim vou prosseguindo porque sei que tudo em nossas vidas são escolhas e ainda que algumas tenham sido precipitadas e erradas são aprendizados que forjaram experiências para algo ainda maior que está por vir.
Então não desista independente das críticas ou pedradas que você recebe na caminhada, você sabe o que é verdadeiro e o que importa ; prossiga olhando além da mais alta montanha porque quando menos se espera já terá ultrapassado sem perceber as dificuldades existentes no caminho.
Ricardo Baeta.
Filha de Anselmo
Aprendi cedo que gentileza não fazia barulho.
Ela morava nas sacolas da feira, quando minha mãe voltava com frutas a mais, porque sempre havia um vizinho que precisava.
Morava no biscoito feito por quem morava sozinho, mas nunca quis ficar só.
Morava na panqueca trocada por um doce, sem nota fiscal, sem contrato, sem fotografia para provar.
Era assim que a gente se reconhecia gente.
Na escola, não havia tecnologia avançada, mas havia mãos estendidas.
Um ajudava o outro porque ninguém chamava isso de favor — chamava de convivência.
A vida nunca foi fácil.
Meu pai trabalhava à noite.
Meu avô acordava às quatro da manhã.
João Figueira, meu avô, foi um dos fundadores do Sindicato da Estiva.
Veio de Portugal, trocou o comércio pelo peso da sacaria, comeu seu peixe ensopado antes do sol nascer e saiu para trabalhar.
Não havia romantização. Havia esforço.
Havia luta.
E havia dignidade.
Hoje dizem que o mundo mudou.
Mudou mesmo.
Agora quase tudo tem preço.
Faz-se trabalho.
Faz-se prova.
Faz-se até aquilo que deveria ser aprendizado — desde que caiba no bolso.
A gentileza virou discurso.
O cuidado virou status.
A educação virou número.
Quando me incomodo, me rotulam.
Já me chamaram de petista.
Mas não sou de partido algum.
Sou filha de Deus.
Sou filha de Abselmo.
E talvez seja isso que incomode.
Porque não falo por ideologia.
Falo por memória.
Por crianças suando em salas quentes enquanto o discurso sobre natureza é feito no ar-condicionado.
Por professoras que aprendem a silenciar para sobreviver.
Por um tempo em que ninguém filmava tudo, mas todo mundo cuidava de alguém.
Não busco palco.
Busco coerência.
Não busco status.
Busco respeito pela infância.
Se isso hoje parece subversivo, talvez seja porque esquecemos demais.
E alguém precisa lembrar.
Mesmo em voz baixa.
Rosana Figueira
Sou feita de cuidado, coragem
e do mundo que aprendi a construir.
Trago comigo quem veio antes de mim.
Aprendi a desconfiar de quem se diz neutro e vive em cima do muro. Quem é amigo de todos, no fim, não é leal a ninguém.
"Aprendi sim a ser dura diante da vida para não permitir que ela fizesse de mim o que quisesse."
Haredita Angel
13.12.25
O brilho nos olhos mudou, e tudo bem. Aprendi que o desamor não é o fim do mundo, é apenas o convite para eu voltar a habitar em mim.
Desabafo:
A minha vida é uma longa história, e nela eu aprendi que nem sempre vai ser uma história de felicidades, vai ter amor, felicidade, tristeza, dor, medo, inúmeras coisas que vai se passando e construindo grandes histórias em nossas vidas, seja de fracasso ou superação... todos os dias temos novas linhas para serem traçadas em nossas vidas!
Confiar no senhor foi uma experiência enriquecedora ao longo de 2025, e aprendi muito para aplicar em 2026.
Depois de nós, aprendi que o silêncio também faz barulho.
Ele acorda junto, senta à mesa, ocupa o espaço do que não foi dito e insiste em lembrar que algumas ausências não sabem ir embora.
Depois de nós, o mundo seguiu e eu fiquei.
Fiquei recolhendo pedaços de dias, juntando restos de coragem, tentando entender em que momento amar deixou de ser abrigo e virou travessia solitária.
Ninguém avisa que o amor, quando acaba, não vai embora inteiro.
Ele fica espalhado em músicas, horários, cheiros, lugares onde a gente nunca mais volta, mas nunca deixa de estar.
Depois de nós, as manhãs perderam o ritmo.
O café esfria na mesa enquanto o pensamento se alonga onde você ainda existe.
Não há pressa, nem conversa que sustente o calor.
Depois de nós, eu aprendi a disfarçar.
Sorrio em fotos, respondo “tá tudo bem”, faço planos pequenos porque os grandes ainda doem.
Carrego um cansaço que não é do corpo, é da alma tentando ser forte o tempo todo.
É exaustivo aprender a viver sem aquilo que dava sentido aos dias.
Depois de nós, eu ainda te reconheço em estranhos.
Na risada parecida, no jeito de segurar o copo, em frases que quase são suas.
E por um segundo curto demais, meu coração se engana, como se você pudesse voltar apenas por existir em alguém que não é você.
Depois de nós, descobri que seguir não é esquecer.
É aprender a caminhar com a falta, é aceitar que certas histórias não fecham capítulos, apenas mudam de forma.
O amor não morreu, ele apenas ficou sem endereço, sem colo, sem resposta.
E mesmo assim, sigo.
Não inteira, não curada, não ilesa.
Mas sigo.
Com esse amor quieto no peito, que não pede mais nada, só espaço para existir sem machucar.
Porque depois de nós, a vida não recomeçou.
Ela continuou, mais lenta, mais silenciosa, mais profunda.
E talvez amar seja isso no fim:
aceitar que algumas dores não passam…
mas nos ensinam a sentir o mundo de um jeito mais humano.
A coisa mais difícil que aprendi neste ano, a lição mais dolorosa que a vida me deu, foi entender que preciso deixar as coisas serem exatamente como são.
Aprendi a deixar as pessoas irem sem pedir explicações. A aceitar que nem tudo depende de mim e que nem tudo o que vai embora precisa ser entendido. Algumas despedidas não vêm com conversa, nem com fechamento, nem com a justiça que a gente gostaria de receber. E elas simplesmente acontecem, no silêncio dos dias comuns.
Demorei a perceber que segurar dói mais do que soltar. E, aos poucos, aprendi a não implorar por respostas que algumas pessoas não têm ou não querem dar. Existem dores que não se curam e com insistência, elas apenas se aprofundam.
Soltar não é desistir. Soltar é reconhecer os próprios limites. É aceitar que nem tudo está sob o nosso controle e que nem todo final precisa ser bonito para ser necessário.
Existem histórias que terminam no silêncio. E, por mais duro que seja, às vezes o silêncio já é a resposta.
Entendi que a verdadeira força não está em segurar, está em aceitar. Em respeitar o tempo do outro, mesmo quando ele não se alinha com o nosso. Em parar de esperar palavras que não virão.
Porque, no fim, a paz não chega para quem prende. Ela chega para quem solta, mesmo com o coração doendo, e ainda assim escolhe seguir em frente.
