Aprendeu
Você foi abduzido por um disco voador em formato de hambúrguer.
Você aprendeu a cozinhar e está inventando uma receita que irá revolucionar o mundo alimentar das pessoas. Você virou budista e está em estado de auto-reflexão. Mas você não me deixou.
A pessoa que chora pelo amor de outra pessoa, é aquela que ainda não aprendeu a sorrir pra si mesma.
Ela anda sempre sorrindo. Porque ela aprendeu que o sorriso liberta todas as tribulações que leva no seu interior.
Agoniada por toda essa decepção, afogando-se nos próprios erros
Desde o incio aprendeu a esconder, com medo de consequências
Tentando sempre agradar a os outros, nunca olhou para si mesma
Talvez agora seja tarde demais, não há ninguém dentro dela
Apenas um vazio avassalador, tetando se preencher com sua própria dor
Fazer os outros sorrirem, tentar compreender, um calmante.
Ela não tem personalidade, é apenas um remédio que age na tristeza
Ela nunca foi alguém, só tentava ser o que faria bem
Como todo remédio, em exagero começa a fazer mal
Como todo remédio, o uso continuo faz com que perca o efeito
Tarde demais para mudar, mas cedo demais para terminar
Está fora da validade, mas o frasco está cheio.
É temporário, e há efeitos colaterais demais para algo tão pouco
É temporário, no final tudo isso irá se corroer e criar um novo problema
É temporário, apenas momentos de estase para voltar a uma realidade pior
Não sou um remédio, sou uma droga e no final se arrependerá
Necessidade, analgésicos, vício, bebidas e no fim tudo isso te mata
Eu não escolhi ser essa droga
Estou cansada da mesma história se repetindo por várias vezes
Cansada de dar esperanças e no final a arrancar de maneira mais cruel
Estou cansada de querer sempre o bem mas fazer sempre o mal
Eu não vou mudar, eu já tentei o quanto pude
Não posso mudar o produto que há dentro do frasco, toda sua composição
Eu sou essa composição, apenas uma composição
Alma vazia, cheia de dores e mentiras
Frasco lotado, cheio de ilusões e veneno
Sou apenas mais um fracasso, um teste
Efeitos colaterais de mais para continuar
Cansada de tudo isso, quebrei meu vidro
Estou morta, espalhada pelo chão.
Uma libelulazinha entrou na sala da minha casa.
Mal aprendeu a voar, ainda treinando o movimento de suas asas.
Fica sobrevoando, cuidadosamente, próximo à janela e portas de entrada.
Pousando no alto das paredes, quase no teto.
Libelulazinha esperta! Nem parece que há pouco ainda era um feto.
Um pouco inquieta voa, mas tranquila pousa.
Confiante de que em breve irá encontrar a saída.
Ou talvez nem queira ir embora e esteja apenas se familiarizando.
E aqui continua ela, de um lado a outro, ziguezagueando.
Dizem que simboliza mudança, prosperidade, amor e felicidade.
Que insensibilidade a minha, querer que ela vá zanzar em outro canto.
Pode ficar quanto quiser e enquanto isso vou te admirando.
Como é bela essa pequena libélula!
Trazendo elegância e esperança para esta Primavera.
Se você cair, trate de levantar mais forte. Levanta dai campeão você consegue. Porque quem aprendeu a andar sabe a importância de ficar em pé.
Só sabe conter-se, aos 30 anos, diante de uma mulher bonita, quem, aos 3, aprendeu a conter-se diante de um bombom.
Ela aprendeu que as vezes é bom abrir mão de certas coisas e deixar ir, na verdade, fazer ir. Não querer perto muitas vezes se faz necessário, para que se evite o desnecessário.
Aprendeu, desde cedo, que o mundo é injusto e que toda grande alegria antecede uma tragédia maior.
Desigualdade sempre existiu. A partir do momento que o homem aprendeu a caçar, existiram aqueles que tinham o que comer, e os que não eram bons na caça. Muito mudou, deixamos de caçar e coletar, e passamos a viver em uma sociedade organizada. Milhares de anos depois, entretanto, a desigualdade social continua a existir. Daqui a milhares de anos ela ainda estará presente. Pouco importa a desigualdade social. O que importa é a pobreza e a impossibilidade de sair dela por conta própria, já que o Estado cria barreiras que impedem o auto-desenvolvimento e o empreendedorismo. Como já disse anteriormente, a concentração de riquezas não é o problema, e sim a concentração de oportunidades. O quanto antes o brasileiro entender isso, melhor para o Brasil.
Menos eu...
Todo mundo pensa que aprendeu! Que são exemplos!
Todo mundo pensa que evoluiu! Não precisando de mais nada!
Todo mundo pensa que cresceu! Que sabem de tudo!
Todo mundo pensa que corrigiu seus erros! Que são donos da verdade!
Todo mundo pensa que venceu! Que é absoluto!
Todo mundo pensa que está numa boa! Com o Rei na barriga!
Todo mundo está sim! Acomodado esperando a morte chegar!
Todo mundo! Menos eu.
Ela, mesmo sendo emoções,
aprendeu a se escutar.
Ela lida com ausências,
cura as decepções
e não deixa de acreditar.
Traça o próprio destino.
E mesmo os mais áridos caminhos,
ela sabe enfeitar.
Os hormônios testam sua harmonia,
mas há uma luz que dela irradia
e abre um sol no olhar.
Ela já chorou por causa de homem, mas hoje ela não chora mais. Aprendeu que é um mulherão da porra para ficar se lamentando por qualquer idiota!
