Apesar da Magoa Sinto sua falta

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Nenhuma certeza humana deveria ser tão poderosa a ponto de dispensar sua própria prova.

Nenhuma maioria possui o direito de transformar sua convicção em verdade obrigatória para a consciência alheia.

Nenhuma lei é verdade apenas porque foi escrita; sua legitimidade começa quando pode sobreviver ao tribunal da razão.

O homem que não pode mudar de opinião já entregou parte de sua liberdade à própria ignorância.

O intelecto não inventa sozinho aquilo que conhece; grande parte de sua matéria-prima chega através da experiência.

O Estado encontra sua razão de existir na proteção da vida, da liberdade e dos bens, e não na transformação do cidadão em objeto de sua autoridade.

A lei não encontra sua dignidade na capacidade de constranger, mas na função de limitar a arbitrariedade e tornar previsível o exercício da liberdade.

A lei alcança sua legitimidade quando deixa de ser apenas comando do governante e passa a expressar uma vontade política que também vincula aqueles que a produziram.

As circunstâncias mudam, e a inteligência política pertence àquele que consegue transformar sua conduta sem abandonar o propósito que orienta sua ação.

Um Estado que entrega sua segurança fundamental à força de terceiros transforma sua soberania em uma dependência que pode ser cobrada justamente quando mais necessita de autonomia.

Toda nova ordem enfrenta aqueles que perderão com sua existência e recebe apoio daqueles que esperam ganhar com ela; por isso, transformar uma estrutura política exige mais do que boas intenções.

Entre a razão do Iluminismo e a complexidade do comportamento humano, o Direito encontra sua maior missão: proteger a liberdade de pensar, duvidar e escolher.

Se algum dia estas palavras parecerem antigas, talvez tenham cumprido sua finalidade: pertencer ao tempo sem pertencer inteiramente a ele.

O conhecimento que permanece apenas como ornamentação intelectual possui valor limitado; sua força aparece quando amplia a capacidade de compreender e agir sobre a realidade.

Ninguém desenvolve sua identidade inteiramente sozinho, porque a personalidade também se forma em relações sociais juridicamente protegidas.

E se grande parte da sua vida estiver sendo conduzida por padrões que você nem percebe que repete?


Tu acorda, trabalha, paga contas, resolve problemas, se relaciona, se preocupa, dorme… e no dia seguinte, tudo começa novamente.


Mas existe uma pergunta que quase ninguém se faz:


“Estou realmente escolhendo a minha vida ou apenas repetindo aquilo que meu cérebro aprendeu?”


Nosso cérebro busca eficiência. Ele cria atalhos, hábitos e respostas automáticas para economizar energia. Aquilo que repetimos muitas vezes tende a se tornar familiar e o familiar pode parecer seguro, mesmo quando não nos faz bem.


É assim que podemos permanecer presos durante anos aos mesmos pensamentos, comportamentos, relacionamentos, medos e decisões.


Não necessariamente porque queremos.


Mas porque não percebemos.


Tu pode dizer que quer prosperar, mas continuar alimentando pensamentos de escassez.


Pode desejar uma vida diferente, mas continuar tomando as mesmas decisões.


Pode querer mudar, mas continuar frequentando os mesmos ambientes, alimentando os mesmos hábitos e contando para si mesmo as mesmas histórias.


E existe algo ainda mais profundo:


o cérebro pode confundir familiaridade com segurança.


Por isso, muitas vezes, aquilo que precisa ser transformado é justamente aquilo que mais resistimos em questionar.


O problema não é apenas repetir um padrão.


O problema é repeti-lo sem consciência.


Porque aquilo que não percebemos, dificilmente conseguimos transformar.


Talvez tu não esteja cansado da vida.


Talvez esteja cansado de viver a mesma versão de si mesmo.


E prosperar não significa apenas ganhar mais dinheiro.


Prosperar também é ampliar consciência.


É aprender.


É desenvolver novas habilidades.


É melhorar seus relacionamentos.


É cuidar de si.


É construir algo que tenha significado.


É deixar de sobreviver no automático e começar a participar conscientemente da própria existência.


A mudança começa quando tu interrompe o piloto automático e cria um espaço entre o estímulo e a resposta.


Nesse espaço existe uma possibilidade poderosa: a escolha.


Tu começa a observar seus pensamentos sem acreditar automaticamente neles.


Começa a questionar suas crenças.


Percebe seus gatilhos.


Reconhece os comportamentos que se repetem.


E então surge uma pergunta que pode mudar o rumo da sua vida:


“Se eu continuar vivendo exatamente como estou vivendo hoje, onde estarei daqui a 1, 5 ou 10 anos?”


Não responda rapidamente.


Sinta a pergunta.


Porque consciência nem sempre é confortável.


Às vezes, ela revela que estamos esperando uma vida diferente enquanto continuamos fazendo exatamente as mesmas coisas.


E talvez esse seja um dos maiores despertares:
ninguém transforma aquilo que não está disposto a enxergar.


Tu não precisa mudar tudo hoje.


Precisa começar a perceber.


Perceber o que pensa.


Perceber o que sente.


Perceber o que repete.


Perceber aquilo que evita.


Perceber aquilo que deseja.


E, principalmente, perceber quem tu está se tornando através das pequenas escolhas que repete todos os dias.


Porque sua vida não é construída apenas pelos grandes momentos.


Ela é construída pela repetição das pequenas decisões.


O padrão cria o hábito.
O hábito influencia o comportamento.
O comportamento produz resultados.
E os resultados, quando não questionados, podem virar a história que tu acredita ser a sua identidade.


Mas existe uma boa notícia:
um padrão percebido deixa de ser completamente invisível.


E quando tu começa a enxergá-lo, começa também a criar a possibilidade de escolher diferente.


Talvez o verdadeiro despertar não seja descobrir alguma verdade escondida no mundo.


Talvez seja finalmente perceber aquilo que estava acontecendo dentro de ti o tempo inteiro.


Pare. Observe. Questione. Escolha.


Porque viver não deveria ser apenas passar pelos dias.


Viver é participar conscientemente da própria transformação.


E talvez hoje seja o dia de parar de repetir a vida que tu aprendeu…
e começar a construir a vida que tu escolhe.

Que o inferno te pertença;
Que as chamas te encubram em sentença;
Distorçam sua face, e faça as derreter,
Grite o sangue que vamos entender.


Que devorem sua carne e torções;
Rasguem as tripas e decorem as cortinas;
Esvaziar o ar de seu pulmão para encher os balões;
Arrancar sua visão para cegar a chacina.




Um ego tão frágil, e tão lamentável;
Necessitados para a festa do diabo, amigo.
Uma comemoração formidável;
Queime no inferno junto comigo.

A maneira como uma sociedade define normalidade também revela sua estrutura de poder e seus mecanismos de controle jurídico.

"Não me de flores, elas murcham na sua ausência."

​"Não meça a sua força pelo quanto você domina, mas pelo quanto você transforma. Abrir caminhos e ver os seus multiplicarem a vitória é a maior prova de um propósito cumprido. A sua grandeza reside no tamanho da sua capacidade de somar."
— Ginho Peralta