Apesar da Magoa Sinto sua falta

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O silêncio não é constrangedor; só é constrangedor quando a sua sintonia não vibra na mesma frequência que o outro.

Se você não entender a sua mente, a mídia vai entender e fazer o que quiser com você.

O medo é a sua segurança e a sua prisão.

Sua essência não muda; o que muda é aquilo que você finge ser para agradar os outros.

Não guarde, jogue pra fora, mesmo que seja tóxico.

Se não quer afetar ninguém com sua sujeira, escreva em uma folha de caderno todo seu ódio, tristeza, angústia, mágoa, negatividade. Depois, amassa o papel e joga fora. O importante é limpar, lavar, pôr pra fora do pensamento, pôr pra fora do sentimento. A única forma de tirar o que tá dentro de você, pra fora de você, é jogando em alguma matéria: seja uma folha de caderno, desenhando, falando ou gritando sozinho, cantando, ou até em alguém. O importante é pôr pra fora, pra limpar, lavar a alma.

E o que for bom, compartilha com os outros.

Nosso sentido aqui nesse mundo da matéria é colocar em prática, na matéria, tudo aquilo que a gente pensa e sente.

Você se depara com uma situação e, em vez de apenas observar, sua mente começa a interpretá-la como um problema. Ao fazer isso, você passa a sentir esse "problema" emocionalmente, e, no final, ele se torna real para você – mesmo que seja algo que você mesmo criou na sua mente. Assim, um simples acontecimento se transforma em um problema apenas pela forma como você o vê e reage a ele.

Crença é acreditar profundamente em algo que está além do controle da sua mente racional, mas que está totalmente conectado com o seu corpo e com a sua vida.

Se você acredita, de forma profunda e verdadeira, que é infeliz, essa é a sua crença, e, portanto, você se sentirá infeliz.
Se você acredita que é normal, essa é sua crença, e, por consequência, você se verá como alguém normal.
Se você acredita que é feliz, essa é sua crença, e você se sentirá feliz.

Evoluir a consciência é um processo de libertação, de soltar, de deixar para trás as crenças negativas, pesadas e antigas que já não fazem sentido, e abrir espaço para novas crenças, mais positivas, leves e com mais propósito. É preciso deixar essas novas crenças fluírem naturalmente, sem resistir ou forçar, permitindo que elas se encaixem no momento presente, com lógica e sentido, de acordo com o que você realmente precisa viver.

Quando você se olha no espelho e se vê bonito(a), mesmo desarrumado(a), está vendo sua alma, quem você é por dentro.

Quando você se olha no espelho e se vê feio(a), mesmo arrumado(a), está vendo a aparência, quem você tenta ser para agradar os outros.

A melhor forma de analisar se sua sintonia realmente combina com quem você está ao lado é no silêncio. Se o silêncio incomodar, é porque sua presença ou a da pessoa, no fundo, não combina.

Se você não vive como sente vontade, vai viver como sua família quer, como seus amigos querem, como seu patrão quer, como a sociedade quer, como o mundo quer. Vai seguir expectativas, cumprir papéis, se encaixar no que esperam de você. Mas, no fim, vai esquecer de viver como realmente quer.

Só existem três caminhos para eliminar todas as angústias e problemas da sua vida. Mas qualquer um que você escolher, precisa ser seguido até o fim. O fim desses caminhos é o paraíso, ou seja, a sua cura.

1 – Mudar de vida.
2 – Afetos.
3 – Aceitar tudo.

Escolha um e vá até o final. Mas lembre-se: não é fácil. Nenhum desses caminhos permite que você pare no meio, porque o meio do caminho ainda é escuro. A luz só existe no fim. E mesmo quando chegar lá, precisará continuar caminhando, porque se parar, tudo volta a escurecer.

Ou seja:

Se escolher mudar de vida, terá que mudar tudo que te incomoda. Mudar pensamentos, mudar de pessoas, mudar de lugares, mudar de ambiente, mudar percepções, mudar comportamentos, mudar ideias, mudar atitudes, mudar rotinas, mudar valores, mudar a forma de viver. Ir mudando, e mudando, até o final da sua vida.

Se escolher afetos, terá que viver totalmente para o afeto. Buscar conexões, presenças, atenções, carinho, cuidado, solidariedade, confiança. Cercar-se de pessoas que te fazem bem, que combinam com você. Ter um amor, amizades verdadeiras, conviver com animais, dedicar-se à vida ao seu redor de coração e alma.

Se escolher aceitar tudo, terá que aceitar quem você é. Aceitar a vida como ela é. Aceitar as pessoas como elas são. Aceitar a existência, aceitar o universo, aceitar o amor dentro de si. Aceitar os problemas, aceitar o bem e o mal, aceitar tudo.

E se um dia você escolher viver os três caminhos ao mesmo tempo, certamente encontrará o sentido da sua vida.

A maior ilusão que você abraça nesta sociedade é a de acreditar que deve gastar toda a sua vida trabalhando como um escravo, até os 60 anos, fazendo o que não gosta, em troca de uma aposentadoria modesta e uma estabilidade financeira que, muitas vezes, mal atende às suas necessidades. Enquanto isso, aqueles que exploram o seu esforço, roubam seus direitos e controlam as regras do jogo se aposentam muito antes de você, por meio da sua própria escravidão diária. Eles conquistam sua liberdade financeira com a sua dedicação e sacrifício, enquanto você continua preso a um sistema que, muitas vezes, parece mais uma armadilha do que uma verdadeira oportunidade de crescimento.

O medo de mudar é principalmente o medo do que vão achar da sua mudança.

FINJA!

Finja que não está vendo o que acontece na sua sociedade!

Acredite que ver as pessoas jogadas como lixo nas ruas é algo comum...

Ache normal você escravizar sua vida trabalhando até os 60 anos enquanto seus direitos básicos de sobrevivência são roubados!

Agrade sua família, seus amigos, a sociedade e o mundo, menos você! Vista uma capa, uma aparência, uma vaidade, mantenha sua máscara para o mundo, enquanto você mesmo é deixado de lado.

Se importe com o que os outros acham ou pensam de você, não faça nada, não se mova, fique parado, quieto, calado, não seja ninguém, seja normal, indiferente, não viva!

Tenha medo de ser taxado de "louco(a)", tenha medo de ser você mesmo, seja "louco(a)" apenas dentro da sua cabeça, enquanto você finge ser "normal" para as pessoas à sua volta.

Deixe o tempo passar, viva apenas finais de semana, férias, viva de esmolas do tempo, camufle as angústias, o tédio, a falta de sentido na porta do boteco, do bar, em baladas, bebendo para disfarçar aquele pensamento de mudar, não procure trabalhar no que você ama, seja escravo de qualquer coisa, viva atrás de dinheiro, de conforto, de riqueza material.

Seja orgulhoso(a), teimoso(a), não enxergue isso também, finja que também não entendeu, que não está vendo, mantenha-se dia após dia fingindo, até envelhecer, e a morte se aproximar, finja que vive!

Quando você era criança, os adultos encheram sua mente de "não pode". Algumas dessas restrições faziam sentido na época — eram necessárias para sua segurança e sobrevivência. Mas agora você é adulto. E sabe o que isso significa?

Que você não precisa mais desses "não pode".

Pode conversar com estranhos.
Pode tocar nas coisas.
Pode se divertir sem motivo.
Pode brincar todos os dias.
Pode errar sem medo.
Pode chorar à vontade.
Pode fazer barulho.
Pode esquecer o relógio.
Pode fugir das punições inventadas.
Pode sair sem destino.
Pode andar por aí sem propósito.
Pode ouvir o que sente.
Pode viver!

O que antes era proibição, agora é escolha. A vida não precisa ser um eterno cumprimento de regras criadas para te limitar. Você pode. Você sempre pôde. Só esqueceram de te contar.

Às vezes, quem mais te odeia é quem mais precisa da sua ajuda.

Se apenas a sua presença e silêncio não são suficientes para alguém, nenhum esforço a mais será...

Se você quer enxergar a realidade, deve tirar sua vontade da frente.

Tudo que muda em si mesmo, muda a sua volta.

De qualquer forma, sua vida acaba e você morre.

A verdadeira questão é: você vai morrer fazendo a vontade dos outros, seja da família, dos amigos ou da sociedade em geral, ou vai morrer vivendo as suas próprias vontades, seguindo o que realmente sente em seu coração, o que realmente deseja fazer e viver?

A vida é uma única oportunidade de viver de acordo com a sua essência, e muitas vezes nos perdemos tentando atender às expectativas externas, esquecendo-nos de que o tempo não volta. Viver de acordo com os próprios desejos e escolhas, com espontaneidade, é o que verdadeiramente nos conecta ao sentido mais profundo da nossa existência. No fim, o que importa é saber que, ao olhar para trás, você fez as escolhas que realmente sentia vontade, não as que os outros esperavam de você.