Apenas um Menino Diferente
Quando caetanei praquele menino
que a realidade é o avesso do avesso
do avesso do avesso.
- Qual realidade?- foi adverso,
e fez-se travesso
num meu novo inverso.
Saudade do moço
De rosto sem face
Saudade da fala
Daquela imagem
Menino dengoso de porte brilhoso
Moço bondoso te gosto seu bobo
Ah, meu lindo menino,
só você percebe as minhas cores,
você é meu arco íris,
já pedi tudo que é divino,
pra te encontrar nos teus horizontes,
e ouvir os teus seletos midis,
e sair colhendo flores
pra alegrar o teu dia
enquanto escreve tuas poesias...
***
Este menino é tão doce
e versátil...
Sai a escrever e distribuir versos,
encantados, ele é tão gentil...
Deixa seus leitores em castelos,
mesmo sendo plebeus
ele os transformam príncipes
e princesas...🏰🤴👸
***
Quando o coração aperta
E força o sentimento de menino
Sei que tomei a decisão correta
Soltando as rédeas do destino
O sentimento é maior
Trazendo tudo em derredor
Na Santa Paz da Alvorada
Alívio para a mente cansada
É o bom conselho que vem
Palavra alicerçada
Que levanta e enobrece para o bem
Orientando-me na difícil caminhada
Salve a Luz da Alvorada
Fonte pura,mãe sagrada
Vivendo a vossa verdade
Encontro minha felicidade!
Estou andando na estrada
Seguindo este destino
Andando devagar na jornada
O sonho do nobre menino
Os tempos de outrora
Conhecendo a terra sagrada
O brilho da aurora
Clareando a Pátria Amada
É tempo de pensar
No futuro de nossa gente
A capacidade de organizar
Com tudo claro e transparente
Termino esta poesia
Com toda clareza
Nesta luz que me alumia
Dentro do amor e da beleza!
Me extirparam o filósofo romântico de mim
Ainda ontem, menino, eu era porreta.
Questionava tudo!
Arremessava pedra contra o infinito, certo de que acertaria o impossível.
Apaixonava-me por qualquer menina que cruzasse meu olhar.
Tocava a campainha e voava, sem jamais olhar para trás.
Rasgava o dedão ao chutar bola descalço,
chorava o desprezo do dia,
perdia o sono por causa do “não” da menina que eu gostava.
Hoje, me cobro por não ser (e por não poder mais ser) aquele menino que outrora fui.
Como se tivessem extraído de mim
o filósofo romântico que acreditava no eterno,
na poesia ingênua das pequenas coisas
e na possibilidade de mudar o mundo com um gesto.
Eu ainda acredito que o menino que vende bala no sinal hoje, amanhã, com oportunidade de estudar, pode ser um juiz que vai decidir sobre seus direitos, ainda existe esperança.
O eco do choro do Deus Menino já se agudeza na minha mente, sobre o sorrir encantado dos meus filhos, prometo o amor incondicional por tudo de belo que a vida me tem proporcionado, para me solidarizar com os corações de todos os que amam viver em alegria juntos seus entes.
As Eólicas Aventuras do Menino-Cata-Vento
tuas vulnerabilidades
expostas.
reflexões excepcionais
sobre viver e perecer,
sobre definir e construir
significados para a existência.
suas criações exprimiam
o verdadeiro sentido da arte,
na inquestionável
arte dos sentidos.
sobrepondo-se a si.
o mais sincero e decisivo
compromisso,
que o artista se impõe.
expondo-se ao
questionamento
da realidade,
para enfim,
e de maneira titânica,
transformá-la.
bravíssimo.
É na infantilidade do meu pensar, que eu reconheço que ainda não perdi a alma de menino, a verdadeira.
PRAGAS E MAUS OLHADOS
Rude destino
Este que só me deixou
Desde menino
Ser o que sou
Sem ser o que queria:
Ator de ganha pão,
Cantor,
Escritor,
Poeta maldito,
Sonhador proscrito,
Padre,
Frade,
Na madre
Mãe do meu grito.
Maldito destino,
Espírito atroz,
Sem letra nem hino,
Demoníaco,
Algoz,
Cardíaco!
Maldita praga
Aziaga,
Me rogaram!
Aterrador olhar me deitaram
Logo à nascença,
Ou talvez até quando espreitaram
A barriga de minha mãe,
Quando como uma prensa
Começou a inchar
A crescer,
A medrar...
(Carlos De Castro, in Poesia num País Sem Censura, em 28-07-2022)
MÃE CANTA PARA MIM
Canta:
As tuas ladainhas de embalar,
Nas noites de menino a arfar
À procura de um sono imenso
Com cheiro a fumo de incenso
Para quebrar o quebranto
No desencanto
Do mau-olhado
Rezado e talhado
Na cruz de Cristo
Ensebada
Por mãos de outros usada
Na renegação do malquisto
Que vem pela calada
Na inocência
Até à velhice da demência
Sem nunca parar o maldito
Do proscrito.
Mãe:
Vem.
Canta para mim.
(Carlos De Castro, in Há Um Livro Por Escrever, em 04-10-2022)
O MENINO E A BOLA
Ele ia atrás da bola.
Que belo, ele a correr
O menino de sua mãe,
Que Deus a conserve e tem
No enlace com seu pai,
Em risonho amor de viver.
Chuta, vá meu pequenino,
Afaga os teus pezitos na bola,
Com o esquerdo ou o direito
O teu chutar é perfeito,
Rumo ao verdadeiro destino
Traçado na camisola.
E no passar do sol pela lua,
Pelo fogo, pelo ar, pela água
Sem mágoa
E pela terra,
Um dia, nunca te esqueças
Peço-te, não esmoreças,
Pois a vida será sempre tua
Nua e crua,
Pela verdade que encerra.
(Carlos De Castro, in Há Um Livro Por Escrever, em 01-04-2023)
Tudo eu posso amanha.
Tudo eu quero e posso amanha.
Amanha posso ser o menino que sou,
Tudo eu posso amanha.
Vou ser o amante que te apaixona.
Vou ser o ciume que te machuca.
Tudo eu posso amanha,
vou ser o beijo de língua que te sufoca,
Tudo eu posso. Mas só posso amanha...(Patife)
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