Apego
Realmente quando você perde o apego emocional por alguém, você percebe o quão comum a pessoa é. Quem fazia a pessoa ser extraordinária era a sua própria mente.
Entre ser ou não ser, eu prefiro ser eu mesmo. Tantas futilidades, tanta vaidade, tanto apego, para no final dessa passagem, tudo ser resolvido com o corpo apodrecendo.
Todo esse apego do homem ao cachorro é porque o cachorro considera o seu dono o primeiro homem do mundo...
Buraco negro
Seu buraco é negro, vorazmente profundo.
Seu apego gravitacional curva o tempo
e todo o espaço a minha volta.
Mesmo distante milhões de anos-luz
meu corpo cósmico é atraído voluptuosamente
por sua singularidade densamente infinita.
No seu horizonte de eventos me perco,
é a partir de onde não regresso
e as leis da física não mais existem,
nada mais faz sentido algum
e nada escapa do seu centro-coração
denso, gélido e sombrio.
No seu vácuo turvo e absoluto
é onde você guarda os segredos de tudo,
é onde se esconde multiversos
que se revelam em múltiplos versos.
Eu não me apego a distância, pois isso me impedirá de conhecer as melhores coisas da vida.
Afinal de contas, belas paisagens e melhores oportunidades, geralmente estão longe de nós.
O apego está mais relacionado a bons momentos que pessoas. E bons momentos você pode ter a qualquer hora, em sua companhia.
"Por seu apego particular ao som morre o cervo, ao tato o elefante, ao olfato a abelha negra, ao paladar o peixe e a cor da chama a mariposa. Podes imaginar o que espera ao homem que está apegado aos cinco sentidos."
Sob a influência do apego, amor se transforma numa obsessão, cujo único fim é "viver para o companheiro". // Livro: Amores de Alto Risco.
Se sou livre, não me apego, se por conta da minha liberdade isso lhe fere, afaste-se; pois melhor é você em seu canto em paz do que livre e apegado à mim.
Filósofo Nilo Deyson Monteiro Pessanha
“Viver uma vida sem amor e prazer - por medo ou egoísmo - é se apegar à dor. O apego à dor mantém vivo tudo o que já não existe mais. É viver infeliz, numa zona de conforto que se criou.”
Eu não sinto amor.
Eu não sinto apego, ou pena.
Não sinto vontade, ou repulsa.
Não sinto frio, ou calor.
Eu sinto ódio.
Eu sinto muito ódio.
Fora isso, tudo é muito indiferente.
Indiferente demais, na minha opinião.
Como se não houvesse outro abraço, outros sorrisos e palavras de consolo, o apego ao passado às vezes nos impede de enxergar que o amanhã é uma página sem palavras más.
Me apego ao Rosário, e rezo, não religiosa, mas diversa, para que as Infelicidades sejam apenas uma piada de mau gosto.
