Aparência
Noite e Dia do Ser
Na escuridão oculta, meus segredos dançam,
Defeitos sussurram, sob a sombra densa.
Mas à luz do dia, ergo-me, aparentemente forte,
Como um herói num palco, que minha máscara suporte.
Nas trevas, sou frágil, humano em desalento,
Meus erros e falhas, um manto envolvente.
Mas na luz que irradia, escondo a tristeza,
Ergo a cabeça, exibindo a aparente firmeza.
Entre a sombra e a luz, vagueio em dualidade,
Entre a máscara e a verdade, na busca da claridade.
Na escuridão escondo meus defeitos, é verdade,
Mas na luz do dia, sorrio, sereno na falsidade.
É tranquilo expormos nossa figura pública, retocada pelos privilégios de uma boa roupa, uma maquiagem que disfarce as nossas imperfeições..., onde não nos avaliem mais que pela aparência e por umas poucas e belas palavras, mas é no convívio com a família que expomos nossas fragilidades e imperfeições nuas e cruas, desgastadas pelo medo e cansaço. Na família podemos amar e ser amados por sermos transparentes, porém, nem sempre optamos pelo amor! É triste dizer, mas há pessoas que se desprezam dentro de sua própria casa! E, se não temos paz, amor e aceitação dentro de casa, onde iremos ter? Deve ser por isso que existem muitas pessoas tristes e perdidas por aí! Mas a responsabilidade de mudar essa situação é de cada um e de todos!
O ser humano não conseguirá enxergar o mundo ao seu redor como de fato ele é, a não ser que procure por ele mesmo enxergar além das aparências.
Clarividência é a habilidade de ver com clareza no escuro, não apenas no sentido literal, mas também de enxergar além das aparências e perceber o que está oculto. É a capacidade de acessar verdades profundas, onde a maioria vê apenas sombras e incertezas.
Alcançar a coerência é libertador: ao alinhar nossos pensamentos e ações, eliminamos o fardo de sustentar uma persona falsa e economizamos a energia desperdiçada em jogos de aparências.
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É preciso um intercambio interior para ampliar as linguagens e sentidos.
Sair das ondas das aparências e velejar nos mares profundos da identidade.
"Olhe sempre os dois lados da vida,
como quem examina uma nota de cem,
buscando a verdade além das aparências."
A vida não é um salão de beleza, onde se entra feio e sai bonito. É um espelho sincero: reflete exatamente o que você acredita sobre si mesmo. Viva além das aparências.
Ser sábio, não é quando adquiro muitas riquezas para ter uma vida prospera, é quando fujo da aparência do mal.
Espelhos e cabeleireiros são os melhores terapeutas informais que conheço, pois oferecem um momento de reflexão e renovação tanto para o espírito quanto para a aparência.
feitos de contornos ilusórios
olhei de muito perto e vi átomos,
olhei de mais perto ainda e vi um oceano universal
feito de pequenas ondas vibrantes fundamentais
olhei de muito longe e vi galáxias com suas bilhões de estrelas
olhei de mais longe ainda e vi aglomerados de aglomerados de galáxias
mas só agora parei pra olhar a olho nu,
e então vejo mãos, seres, palavras, números, objetos, formas,
muitas muitas formas, uma quantidade inumerável de formas,
porém todas feitas de falsas divisões e contornos ilusórios, que ocultam a
unidade do todo, de tudo o que somos, tudo o que é
agora basta uma pausa, um respiro no meio o dia,
ou a paz dos cômodos antes de dormir, pra nos vir um vislumbre da verdade,
um lampejo de consciência e sermos novamente impressionados por uma
percepção humana que apresenta uma realidade de aparência inacreditável
Em organizações do "saber",
Um intercâmbio comercial se vê,
Como em artes marciais, começa-se,
Com o cinto branco a aparecer.
Mas logo, sem treino ou suor,
Vai-se à loja, cintos comprar,
Do branco ao negro, sem temor,
Sem a essência de aprender.
Um cinturão negro se ostenta,
Sem ter noção ou saber,
Só valida o ego que alimenta,
O ser sem verdade, só parecer.
Assim, nessa busca incessante,
De subir sem mérito, só poder,
Vê-se com títulos, sem a constante
Compreensão do ser, do viver.
O que deveria ser jornada,
De crescimento e de aprender,
Torna-se vaidade disfarçada,
Para ostentar sem merecer.
A invisibilidade não é uma limitação do olho. É uma qualidade da alma que nos permite ver além das aparências, capturando a essência imaterial do ser.
Na vida, o valor de um ser humano não está nos trajes ou posses. O tesouro real reside no caráter íntegro, nas ideias cultivadas com esmero e na nobreza que se insinua sutilmente. São nuances invisíveis que revelam a riqueza de um ser, transcendo as aparências efêmeras.
Às vezes, a familiaridade que sentimos com um desconhecido é um lembrete de que as almas têm uma maneira especial de se reconhecerem além das aparências."
Sobre o risco de não ser
Há quem passe a vida
a desejar outro lugar,
outra pele,
outro nome.
Acredita que será mais inteiro
se for como os outros,
se parecer com os que brilham,
se for aceite
nos salões onde se aplaude o vazio
como se fosse grandeza.
Mas o que brilha
nem sempre ilumina.
E o que parece
quase nunca é.
O esforço de parecer
rouba a paz de ser.
E quando se apaga a chama
do que nos tornava únicos,
fica apenas o eco
de quem já não sabe quem é,
nem para onde voltar.
Não há perda maior
do que perder-se de si mesmo.
Não há engano mais cruel
do que acreditar
que a dignidade depende do olhar dos outros.
Ser quem se é
— com verdade, com firmeza, com simplicidade —
é tarefa para os que recusam dobrar-se
à mentira do mundo.
É caminho sem prémios,
mas com sentido.
E só o sentido,
mesmo que nos isole,
nos salva do nada.
Quem rejeita a sua natureza
para caber onde não pertence,
corre o risco de não pertencer a parte nenhuma.
Nem aos outros,
nem a si.
Cuidado com a ilusão dos que se dizem grandes,
mas vivem de fingimento e vaidade.
Ser visto não é o mesmo que ser verdadeiro.
Ser aplaudido não é o mesmo que ser digno.
Acredito que não nascemos para caber em moldes.
Nascemos para ser inteiros.
A dignidade,
se é que tem morada,
não vive nos olhos dos outros.
Vive, talvez,
na coerência secreta
entre o que se sente
e o que se é.
E há uma solidão peculiar
em já não pertencer
nem ao mundo que se tentou imitar,
nem ao que se abandonou.
O que assusta não é falhar —
é perder-se no caminho
por ter querido ser outro,
sem nunca ter sido inteiro.
A forma como te olham nas redes sociais é como te julgam. Mostre o que elas querem ver e viva em outra sintonia — vão te julgar, mas nunca saberão quem você é de verdade.
