Apagar a minha Estrela
Quando é que realmente A vida começa? Que vida, a minha?
Talvez algum dia eu saiba a resposta, por enquanto vou sonhando colorido pintando asas frágeis e libertas, de uma mulher borboleta na tentativa de conquistar o tempo.
Tempo esteque traz em seu embornal idades, que poderão tingir de um castanho cansado, as folhas ainda tenras dessa biografia. Porque um dia essa borboleta não voará tão alto como antes, mas certamente deixará mensagens no epílogo de sua velhice.
Olho ao meu redor vejo todos felizes aproveitando o melhor da vida, e parece que apenas a minha vida está triste parada sem rumo.
Parte sofre e insiste fazer-se em pedaço,
O mundo não é capaz de interpretar tal viver,
Estas minhas linhas que o riso ficou escasso,
Minha vida não é perfeita, mas é minha.
É interessante as voltas que o mundo dá, onde o crítico vira criticando e sua ilibada conduta está nos negros, fétidos e enlamaçados porões da sociedade.
Palavras tem poder de construir e de destruir vidas, por isso pensem antes de falar.
Pus minha cabeça no travesseiro,
Esperando o sono que teimosamente demorava,
Entre uma piscadela e outra comecei a ouvir um melodioso companheiro,
Era o rouxinol que cantava,
Minha angústia só pode ser curada através de contato humano, ironicamente, a mesma raça que me põe constantemente neste vórtex.
Preciso transformar minha solidão em solitude...
A solidão dói e é a única coisa a qual mereço...
Porque percebo o quanto eu não sou digna de ter alguém comigo.
Não importa a quantidade de elogios que me façam. Nenhum deles é verdade.
Não há ninguém ao meu lado, dividindo as coisas boas ou os fardos.
Preencho meu vazio com minhas lágrimas
Essa solidão precisa virar minha amiga. Preciso achar conforto em seus braços.
Canta arara,
Canta e cantarola,
Voa e leva minha vontade de rabiscar um céu com asas,
Vontade de pintar as pedras com as cores do arco-íris,
Catadupa!
Minha vida não me pertence,
Pois não fui eu quem a criou e sim, Deus!
Se não me pertenço,
Que seja sempre feita a vontade Dele!
Piedade de mim,
Que meus olhos sejam abertos,
Piedade de mim,
Que minha fome seja matada pela boa comida que sacia a alma,
Tristura inabitável,
A certeza da minha pequenez amplifica meu grito insuportável,
Que ouço amiúde,
Adoeço com minha ausência,
Essência insensível,
A contaminação da minha rudez prolifera este padecimento incurável,
Que anestesio virtude,
Adoeço com minha ausência,
Inércia lastimável,
Prato egoísta da minha mesquinhez que alimenta este gosto intragável,
Que engulho solicitude,
Adoeço com minha ausência,
Eu quero ver os teus pés que afundam na areia da praia,
vindo em minha direção, correndo para um abraço.
Que o vento que bagunça os teus cabelos seja
substituído pelas minhas mãos, mas que eu nunca
tome o lugar desse teu universo particular, pois sei
que é a tua paz.
Quero ser um complemento da tua felicidade, não quero ser tudo.
Que você possa deitar em meu peito e dormir tranquila, como quem deita
sobre a grama olhando o céu limpo ou estrelado e sinta liberdade, mesmo
que por vezes sinta-se aprisionada ao meu amor.
Chega, deita e fica.
Por uma hora, por um dia, pra vida inteira que também pode ser um
instante eternizado em nossa alma.
Minha mente é como um campo minado! Pra Onde ando fica cada vez mais complicado. Sempre a todo vapor ela Funciona, Nunca para.
Quando te conheci minha vida mudou,
de primeira esse coração se apaixonou.
Mas quem diria, que a vida não é mil maravilhas,
e por fim, um relacionamento,
era o que você menos queria.
Porem, eu posso me contentar,
pois nossa amizade é espetacular.
E eu tenho que aproveitar,
porque uma amizade assim, é difícil de encontrar.
Então o melhor, é em segredo eu te amar.
