Apagar a minha Estrela
“E se a resposta dela fosse sim?
A cara tudo mudaria meu dia , minha noite , minha vida .
E um sim tem todo poder assim?
A tudo dela tem meu amigo, seria eu e ela contra o mundo e eu ela com a força toda desse amor …”
Da minha janela do último andar
eu via relâmpagos
raios caindo no mar
e crianças a brincar na rua
como se a vida fosse
correr atrás daquela bola;
Minha cabeça só pensa em você. Meu corpo só quer você.
Nada mais importa quando estou com você.
Você é tudo, é meu mundo.
No painel da minha vida não cabe cenas de reencontros, de promessas tipo:" Agora será diferente"
Desprovida sou... da marcha ré.
Resolvi partir. Creio que minha partida causará dor em algumas pessoas. Mas todo sofrimento, não é? Tenho certeza que esse passará com o tempo e, então, eu serei apenas uma lembrança triste. Vocês superarão. O tempo ajudará. Eu não hei de passar de lembranças... Tenho certeza que vocês serão mais fortes que eu. Espero que perdoem meu egoísmo.
Durante a semana minha vida não tem sentido. Eu vivo uma rotina estressante e sombria. Nos fins de semana, às vezes, eu saio com uns amigos para beber. Isso não deixa minha vida mais feliz. Apenas diminui minha triste lucidez. E minha lucidez insiste no fim.
Marley diria posite,
Minha energia radioactive,
Da morte nasce aquilo que vive,
O sonho é ter aquilo que nunca tive.
Guarulhos, minha cidade.
Aqui cresci, nas ruas empoeiradas,
Ou em tempestuosas chuvadas e ruas enlameadas,
Em brincadeiras despreocupadas,
E nos sonhos de menino, construí o meu destino.
Vislumbro com o cair da noite, as pessoas e as andanças,
O ar que ainda exala o perfume da esperança.
E às árvores recurvadas na Serra da Cantareira,
Em visitas com os amigos,
Apreciei tanta beleza,
Que jamais caberia na imaginação de um antigo.
Em 8 de dezembro de 1560, Guaru "indivíduo que come",
índios barrigudos, segundo a língua tupi, pelo Padre Jesuíta Manuel de Paiva.
Nascestes Guarulhos, de Nossa Senhora da Conceição.
Da minha cidade nasce o norte ladeirento,
indócil e o sol, quando chega, penetra-a delicadamente,
carinhosamente, depois de vencido o nevoeiro...
Ao sul do Tietê, a oeste o Cabuçu...
Sua riqueza primeira, de ouro e mineração.
As minas foram descobertas,
segundo Afonso Sardinha, a denominação ,
o progresso então chegou e a Maria Fumaça, que passa com a produção...
Em 1915, os atos da Câmara já diziam,
contra o desmatamento,
a implementação do esgoto,
a poluição da água,
o abastecimento.
Três autoestradas chegaram, a população superou 1 milhão,
Quanta magnitude, mais educação, mais emprego e mais saúde;
o aeroporto, o progresso agregou-se, quem preocupou-se?
E a questão ambiental, mercantilizou-se?
Tornou-se uma cidade importante,
onde a paisagem verticalizou-se em torres de concreto, tão de perto.
E ainda temos o viaduto “Cidade de Guarulhos”,
refletindo por um momento, tornou-se um importante monumento.
Minha cidade é linda...
Tem suaves montanhas.
O amanhecer é sorridente,
qualquer alma doente se cura com as nascentes.
No passado bastaria lançar os olhos ao horizonte...
E com familiaridade e doce intimidade,
a natureza de pertinho nos blindava a mocidade.
Ter olhos sagazes no presente, ao ser...
Para ir reconstruindo todas as belezas,
É preciso ter visto antes, para reconhecer.
Crescidos, estamos eu e essa grande metrópole,
Hoje ainda observo o espetáculo do por-do-sol,
Que brilha no céu, tornando-o mais azul, mas não vejo o horizonte,
Do clima a transformação, avisto a poluição.
Essa cidade de todos,
os direitos e os deveres,
os versos e adversos,
te amo minha metrópole,
Guarulhos cidade progresso.
☾.•°*”˜˜”*°•.✫
Sou humano e minha condição não é diferente a de ninguém.
Sou daqueles que ainda frita os miolos com os problemas diários
tentando solução ao meio do caos particular...
E que saber, mesmo com esses deslizes do cotidiano, ainda não
perdi a fé que habita no meu ser.
✫ . ¸ ¸ . • ´ ¯ ` » Paulo Ursaia
Alma minha,
minha alma,
alma gêmea...
à ti canto um poema,
vem ,me encanta, não desencanta.
donde estas?onde está?
procuro por ti,louco a penar
quero a ti beijar
como se beijasse a mim
vem que esta espera tem que ter fim...
e por fim...
unir-se a mim
e vivermos o nosso grande amor sem fim!
Edyanna
A minha carne é feita de livros...
de histórias da carochinha
vividas no vapor da boca
que no adeus da aurora
cobriam de magia
o tormento do meu travesseiro
Távola de Estrelas - A Minha Carne é Feita de Livros
A minha carne é feita de livros...
encaixados à força da régua e do carimbo
do "tens que aprender a lição!"
enquanto lá fora...
a saia primaveril que vestia os meus sonhos
me inundava de interjeições...
Távola de Estrelas - A Minha crane é Feita de livros
A Minha Carne É Feita De Livros
A minha carne é feita de livros...
de histórias da carochinha
vividas no vapor da boca
que no adeus da aurora
cobriam de magia
o tormento do meu travesseiro
A minha carne é feita de livros...
encaixados à força da régua e do carimbo
do "tens que aprender a lição!"
enquanto lá fora...
a saia primaveril que vestia os meus sonhos
me inundava de interjeições...
A minha carne é feita de livros...
e rogo a quem os abriu
o milagre de jamais os fechar...
Távola de Estrelas
Ajusto meu paletó , enfeito-o !
com as flores tombadas , (ó minha querida avó !)
varridas pela fúria negra dos vendavais
de ti quando me sais pelas queimadas , almas !
na areia dos arrozais estendidos
nos olhos afogados que sufocados são vozes
das lágrimas !
Onde guardo o assobio desafinado
deste tão frágil fio , quebrado !
que é de frio ...
a soluçar pelas noites das bocas amarradas , dormindo !
acordadas ao lado do silêncio , sepultado !
E agora , que mais bela não poderia ser , a lapela !
os gritos que costuraram nela , acendem
acendem ...
uma vela ...
[Távola De Estrelas] Açucenas de Pedra
Pomba branca, que partiste para não mais voltar...
Diz-me pomba querida:
se eu te dei toda a minha vida
por que não me quiseste amar?
Pomba branca, por que procuras o sol do outro lado do mar?
se aqui tão pertinho de mim
as rosas do meu belo jardim
levam a vida por ti a chorar
Pomba branca, tuas asas, longe , longe vão
que procuras tu? Novos rumos? Novos ventos?
Enquanto de profundos lamentos
está morrendo meu coração
Pomba branca, ergueste tuas asas sedentas de paixão
num triste adeus
e meus sonhos
como folhas no outono, suavemente beijamos o chão
Encontro
uma pomba branca quase morta no chão
és tu pomba querida,
a quem eu dei toda minha vida
que pedes a minha mão?
[Távola De Estrelas] Despedida 1973
Abri o teu livro
(Deus sabe muito bem
como é verdadeira
a minha afirmação)
e encontrei-me
nas tuas mãos
par de flores
dum só jardim
aberto
em percepção
certo
tremo...
porque não posso
não quero
fechá-lo
(a ele , o livro)
leio-o devagarinho
temo por tão belo
papel branquinho
por tão sentidas
e dedicadas palavras
é meu ?
o certo é que com o teu livro
tão perto... apertadinho !
o meu coração prisioneiro
é feliz na liberdade
das mãos ...
e nunca antes
a palavra Para
veio desta maneira
em dedicatória
de toda a vida ,
a vida inteira !
[Távola De Estrelas] De Ti Para Mim - O Livro que Tu me Deste - 23 de setembro de 2011, 01:09:59 Eu Canto o Poema Mudo
