Apagar a minha Estrela
Não me esqueço de que
o Menino Jesus nasceu em Belém,
A minha poesia e o meu
dom de fazer o bem sempre
ofereço sem ver a quem,
É Natal e o importante não
desistir e sempre seguir além.
Um lugar que não valoriza a minha presença simplesmente retribuo com indiferença. O principal lugar sou eu. É perigoso alimentar a eterna busca por reconhecimento.
Poesias para Rodeio
Cubro a minha cidade
de Rodeio de poesias
porque desejo tornar
a minha vida interessante,
tornar tudo ao meu
redor ainda mais fascinante
e lembrar que é possível
viver como quem escreve
um bonito romance
mesmo que insistam
a fé da gente nos tomar
e com a nossa inspiração findar.
Poesia em Rodeio
Todos os sons da minha
cidade de Rodeio formam
a poesia em explícita
sonoridade que põem
a inspiração para dançar
e escrever versos que
encorajem a continuar a viver.
Poesia para Rodeio todo o dia
Poetizando a minha caminhada
vou escrevendo uma poesia
todo o dia para a nossa Rodeio
porque tenho fé na vida
e coloco um louvor sereno
em tudo para colocar o melhor
sempre dentro do meu peito.
A minha poesia é
o último frasco
do perfume da Rosa de Ahal
que foi perdido durante
a viagem da caravana
A minha fisionomia
pertence a um
povo pouco conhecido,
Nos meus cabelos
podem ser encontradas
maçãs negras e fadas agitadas
Eu me conheço profundamente,
sei o quê quero,
sei tudo aquilo o que não quero
e a minha intuição não falha.
Jogo de Manipulação
Quando você plantou
a insatisfação com
a minha aparência,
por amor busquei dar razão.
Depois de um tempo pude
perceber que você através
do silêncio e da ofensa
queria devorar o meu juízo.
A boa educação, o gênio
doce e a minha boa-
foram subestimados por
você que implodiu todas
as pontes de diálogo comigo.
O quê vivi com você não
foi um relacionamento,
foi um pesadelo e puro
jogo de manipulação.
Não há mais milagre
que cure em mim o quê
você fez comigo,
Você nasceu para ser
o seu próprio castigo.
Cada péssima lembrança
tua e sempre que tentar
se reaproximar só penso
em dar passos em direção a Lua.
E se a Lua eu não conseguir alcançar,
ao menos moro num lugar
que dá para correr para as montanhas
sempre que tentar se reaproximar.
Quem perde minha confiança perde o que de melhor eu posso oferecer a alguém. Minha confiança é infinitamente mais leve que meu amor!
O problema foi você ter entendido a minha exigência em ser respeitada como uma negociação da minha permanência. Não era. Nunca foi. Eu nunca mostrei a alguém como eu devo ser tratada sem ter fechado as minhas malas antes.
Da onde a minha ancestralidade
veio e por onde teve que caminhar,
não troco o meu Brasil Brasileiro
serenamente nenhum outro lugar.
Parte de mim também é indígena
e convicta sob a Timbaúba florida
tenho razões para me inspirar
seja na terra, na água ou no ar.
Não adianta insistir porque
a minha mente não vai mudar,
e o seu tempo comigo irá gastar.
Sei que tudo e todos passam,
e escolhi não deixar me perturbar
porque tudo e todos vão passar.
Floresce a Bunga Raya
na minha direção,
A cada vez que com amor
leio e aprendo a Constituição,
Trago a Rukun Negara
em floração no coração,
Quem ama, respeita e preserva,
procurando sempre servir
ao Deus Misericordioso na Terra.
As Plêiades e a Lua
juntas irão dançar,
É um bonito prelúdio
que os teus beijos
pela minha boca
de Morango-silvestre
haverão de gamar.
Não vejo a hora
do nosso dia chegar,
Com toda devoção
iremos nos achegar
para o amor fazer
ninho e conosco ficar.
A tua existência
sobre a minha
sem resistência
faz residência
no florescimento
dos Garapuvus
de Florianópolis
como residência,
Por isso não há
nada no mundo
que plante a ideia
de desistência,
O meu coração
tem raízes na terra
e no teu peito
com plena consistência,
E da mesma maneira
a utopia elegida,
o romance e a consciência.
Admito sem contorcionismo
que sei o meu lugar de fala,
que na minha idade tenho história,
e não tenho o florescer em primícia;
Transbordo sem a flor retórica,
enraizada e resistente a qualquer
estação com encanto e entusiasmo,
arfagem, pulsação e cheia de orvalho.
Por ti milimetricamente provocado,
intencionalmente tenhocada pingo
espargido para deixá-lo vulnerável,
e cheio de razão todo derramado.
Há tempos tudo tem sido calculado
em nome daquilo que pode ser
incorporado, comemorado e desfrutado
talvez por toda nossa existência.
Tudo ao redor faz o coração
renovado sentindo sem temor,
sem tremor, todo suplicante,
e convictamente insaciável:
da tua existência inteira capaz
de fazer da minha uma obra-prima,
tal como a colheita do Licuri intima.
No final, o que realmente importa,
é estar sob rendição da tua turgidez,
para depois com gratidão repousar
serena contigo em total languidez,
satisfeitos, orgulhosos e entregues
plenos como deuses na vida terrena.
Oceânica, aveludada, carinhosa
e de madrepérola sardanapalesca,
A minha presença edênica nunca
será desfeita dentro do coração,
Libidinosa, lúbrica, voluptuosa -
sei que no teu íntimo tenho
o lugar preservado e intocável,
O concuspiscente e o insaciável
se encontram com o pudendo
em estro diante do teu priápico.
Não há como negar que a nossa
fórmula gera uma combinação
explosiva que nem mesmo o tempo
está a altura de alcançar e imitar,
Não nascemos para outro tipo
de languidez que não seja pós vulpina
por nossa plena vontade faminta.
Luxuriosos acendemos o céu austral
que dentro de nós vívido - ilumina,
Que condor só voa com condor,
somos a inquestionável prova viva.
No infundibuliforme o céu e o inferno
sempre nos unirá em nome da astúcia,
da lascívia e da luxúria - imperiosas,
que reunidas se retroalimentam, testam
e põem mortais à prova em todas horas.
Ínscios não somos - e ainda bem...,
tumescente, ebúrneo e desafiador,
sei muito bem que és e com andor.
O sôfrego nunca me desmobilizou,
e no fundo sei que por isso reino
com absoluto fascínio no teu peito;
Sou o ser angélico, o teu beijo de mel,
o Achachairú maduro e a inspiração
primaveral que fortalece contra o fel.
(O teu primeiro amor verdadeiro).
Você não sabe
e tampouco viu,
A minha poesia
tem asas
capaz de voar
pelo Brasil
onde a noite caiu:
Por ousadia ser
a memória
de milhões de caídos,
A memória
dos desaparecidos,
E ser a voz dos
que não tem voz
na América Latina.
Caiu a noite aqui
em Santa Catarina,
Onde as estrelas
estão próximas,
A pressa é mais
do que urgente
e a Lua sempre
deslumbra
os campos do Sul.
É exatamente lá
no km 36, na BR-470,
em plena Gaspar,
Não preciso nome
e sobrenome
mencionar,
Todos conhecem
quem são muito bem:
Eles querem a todo
o Jequitibá-Rosa
e outras jóias raras
a todo custo derrubar.
Querendo viver
uma vida normal
ouvindo o som
de Miss Anthropocene
na minha sala
ao redor deste
isolamento social,
Parece piada
por aqui eu li
que 'o dilema
é bíblico',
há quem defenda
trabalhar,
há quem defenda
ficar em casa,
e até agora nada
está resolvido;
Apenas o quê
me resta é
ficar reclusa,
dançar a música
na mais plena
figuração
da linguagem,
escrever poemas
sobre a Lua
para não morrer
de doença
ou ir para a cadeia,
Esperando sigo
perguntando
qual será a próxima cena,
porque quem lambe
a borda da taça,
a alma não cala
e não busca
por 'indulgência' barata.
Mafra Poética
Mafra da minha História,
minha Mafra poética,
O balançar das araucárias
do meu destino falam
das minhas memórias
que um dia hei de contar,
Nunca deixei de te amar
nesta vida mesmo longe
de ti tendo que caminhar.
Poética Mafra poética,
por tudo o quê fostes,
és e para sempre serás,
Tudo de ti em mim
para sempre sobreviverás.
Mafra poética e amorosa,
quando fecho os olhos
ou vejo uma nectarina,
Recordo que há muita
História a ser contada
nesta Bela e Santa Catarina.
