Aniversário Espirita
" Na filosofia espírita, a comunicação entre o mundo espiritual e o mundo material ocorre essencialmente por intermédio do ser humano dotado de mediunidade. O espírito desencarnado atua sobre o pensamento do médium e este, por sua vez, traduz a ideia recebida por palavras, escrita ou outras formas de expressão. "
DA MEDIUNIDADE ANIMAL À LUZ DA DOUTRINA ESPÍRITA.
A investigação da suposta mediunidade no reino animal exige, antes de qualquer conjectura apressada, um rigor metodológico que se harmonize com os princípios da epistemologia espírita, cuja base repousa na observação sistemática, na universalidade do ensino dos Espíritos e na prudência analítica diante dos fenômenos. Não se trata de matéria que se resolva por impressões subjetivas ou sentimentalismos afetivos, mas por criteriosa exegese das fontes primárias da Codificação e dos registros experimentais consignados nos anais do Espiritismo nascente.
Desde as primeiras deliberações da Sociedade Parisiense de Estudos Espíritas, observa-se que a questão da mediunidade animal foi tratada com notável circunspecção. Longe de qualquer afirmação categórica precipitada, o exame foi conduzido sob o crivo da razão disciplinada, conforme o próprio princípio kardeciano de que "os fatos, eis o verdadeiro critério dos nossos julgamentos" e que, "na ausência dos fatos, a dúvida é a opinião do homem sensato". Tal diretriz metodológica estabelece um paradigma que afasta tanto o dogmatismo afirmativo quanto a negação arbitrária.
No que concerne às obras fundamentais, particularmente nas questões 234 a 236 de "O Livro dos Médiuns", delineia-se com clareza a distinção essencial entre sensibilidade orgânica e mediunidade propriamente dita. A mediunidade, em sua acepção rigorosa, pressupõe não apenas receptividade fluídica, mas igualmente uma estrutura psíquica capaz de elaborar, traduzir e exteriorizar conteúdos inteligíveis oriundos do plano espiritual. Tal faculdade exige memória organizada, capacidade simbólica e desenvolvimento intelectual suficiente para a articulação de ideias.
Ora, os animais, embora dotados de notável sensibilidade e de um instinto refinado, não possuem ainda tais atributos em grau que permita a comunicação consciente. Sua atividade psíquica permanece circunscrita ao domínio do instinto e da percepção imediata, desprovida da abstração reflexiva que caracteriza o Espírito humano.
O célebre relato publicado na "Revista Espírita" de junho de 1860 ilustra com singular clareza essa distinção. O comportamento do cão que aparentava reconhecer o antigo proprietário desencarnado não foi interpretado como manifestação mediúnica, mas como expressão da extrema acuidade sensorial própria à espécie. Conforme esclarecido pelo Espírito comunicante, "a extrema finura dos sentidos pode levar a adivinhar a presença do Espírito e até a vê-lo", sendo o olfato e o chamado fluido magnético os principais veículos dessa percepção.
A explicação posterior, atribuída ao Espírito Georges, aprofunda essa análise ao introduzir o conceito de ressonância fluídica. Segundo ele, "a vontade humana atinge e adverte o instinto dos animais", estabelecendo uma comunicação indireta que não se realiza por vias intelectuais, mas por intermédio de impressões vibratórias que alcançam o sistema nervoso do animal. Tal fenômeno revela uma interação sutil entre os planos material e espiritual, mediada pelo perispírito e pelas correntes fluídicas que permeiam ambos.
Dessa forma, o animal não percebe o Espírito por visão objetiva, mas por uma espécie de intuição sensorial ampliada, na qual o conjunto de seu organismo reage à presença invisível. Trata-se, portanto, de um fenômeno sensitivo e não mediúnico, instintivo e não consciente.
A análise torna-se ainda mais complexa quando se examinam os relatos de manifestações pós-morte de animais, como o caso da cadelinha Mika, descrito na "Revista Espírita" de maio de 1865. O testemunho, corroborado por múltiplas percepções independentes, sugere a possibilidade de uma forma de sobrevivência do princípio inteligente animal. Todavia, a interpretação doutrinária mantém-se prudente.
O próprio codificador observa que "os fatos desse gênero não são ainda nem bastante numerosos, nem bastante averiguados para deles deduzir uma teoria afirmativa ou negativa". Tal afirmação revela uma postura científica exemplar, que se recusa a transformar casos isolados em leis gerais.
A comunicação espiritual recebida em 21 de abril de 1865 introduz o conceito de "estado de crisálida espiritual", no qual o princípio inteligente animal se encontra em fase de elaboração e transição. Nesse estágio, o perispírito não possui forma definida nem estabilidade suficiente para sustentar manifestações duradouras. As eventuais aparições seriam, portanto, efêmeras, desprovidas de consciência reflexiva e incapazes de estabelecer comunicação estruturada.
Esse entendimento coaduna-se com a noção de progressividade da alma, segundo a qual o princípio inteligente percorre uma escala ascensional que vai do instinto à razão. Somente ao atingir o grau humano adquire as faculdades necessárias à mediunidade, entendida como instrumento de intercâmbio consciente entre os dois planos da existência.
Importa ainda considerar a teoria das criações fluídicas, exposta na "Revista Espírita" de junho de 1868. Segundo essa concepção, o Espírito pode plasmar formas no envoltório perispiritual, produzindo imagens que possuem realidade relativa no plano espiritual. Assim, certas manifestações atribuídas a animais podem, em verdade, ser projeções fluídicas criadas por Espíritos, utilizando formas conhecidas para fins didáticos ou experimentais.
Essa hipótese explica a aparente materialidade de certas aparições sem implicar a presença efetiva de um Espírito animal individualizado. Trata-se de imagens fluídicas que, embora perceptíveis, não possuem autonomia consciente.
Diante desse conjunto de elementos, a Doutrina Espírita estabelece com notável coerência um princípio hierárquico no desenvolvimento espiritual. A mediunidade, enquanto faculdade complexa e consciente, pertence ao estágio humano da evolução. Os animais, embora sensíveis às influências espirituais, não dispõem ainda dos instrumentos psíquicos necessários para exercê-la.
Contudo, longe de rebaixar o valor do reino animal, essa compreensão o insere numa perspectiva grandiosa de continuidade evolutiva. O animal não é um ser estático, mas um Espírito em formação, destinado a ascender progressivamente na escala dos seres. Sua sensibilidade aguçada, sua capacidade de afeição e sua percepção sutil constituem indícios dessa trajetória ascensional.
Assim, ao perscrutar os limites entre instinto e inteligência, entre sensação e consciência, o pensamento espírita revela uma ordem universal regida por leis sábias e graduais. Cada ser ocupa o lugar que lhe corresponde, não por privilégio, mas por mérito evolutivo, avançando silenciosamente na direção de uma lucidez cada vez mais ampla e profunda.
E é nessa harmonia progressiva, onde nada se perde e tudo se transforma, que se descortina a grandeza da criação, convidando o espírito humano a contemplar, com reverência e responsabilidade, o vasto encadeamento da vida."
SOBRE O MUNDO ESPIRITUAL .
Revista Espírita, Maio, 1865).
Sobre a cachorrinha mika ja morta, fato esse que Kardec tomou conhecimento e fez algumas considerações sem concluir o assunto.
Mais abaixo, torna o Espírito a afirmar que a passagem dos animais pelo plano espiritual é bem rápida, quase como se fosse nula, porém, ele não nega em momento algum que dias depois de sua morte Mika retornou ao lar levando a todos eles a doçura de sua lembrança. Tal fato é bem colocado na Revista Espírita quando Kardec AFIRMA que essa questão da espiritualidade dos animais apenas começava a se destrinchar e que os estudos nesse campo ainda não estavam tão adiantados.
Yvonne Pereira serviu como médium de 1926 a 1980, quando um acidente vascular cerebral impossibilitou-a para a atividade mediúnica. Sempre humilde, terna e vivaz, morava num casarão em Piedade, subúrbio do Rio de Janeiro, em companhia de sua irmã casada, Amália Pereira Lourenço, também espírita.
YVONE A. PEREIRA/CHICO XAVIER/ANDRÉ LUÍZ/EMMANUEL.
TAMBÉM EM PERFEITA RESSONÂNCIA COM KARDEC.
LIVRO: DEVASSANDO O INVISÍVEL.
YVONE A. PEREIRA.
Nesta obra, antes de tudo Yvonne Pereira ressalta a importância de se respeitar as opiniões alheias, principalmente o espírita que com mais conhecimento tem o dever de considerar o entendimento do próximo, mesmo que contrário ao seu modo de pensar. O livro como um todo não é resultado de um raciocínio pessoal.O que se terá aqui são as revelações dos amigos espirituais que serão transmitidas através da escrita dos médiuns, instrumentos desse mundo invisível.
O mundo espiritual que se comunica com os homens, através dos médiuns tem mostrado que Terra é um pálido reflexo do Espaço. O Livro dos Médiuns, de Allan Kardec, no capítulo VIII é vasto em explicações sobre a intensidade do plano invisível. Em A Gênese, também de Kardec, no capítulo XIV, expõe que para os espíritos, o pensamento e a vontade são o que é a Mao para o homem. Através do pensamento é possível imprimir fluidos que combinam ou dispersam e que junto com eles (espíritos) elaboram agrupamentos que apresentam uma aparência. É um grande laboratório da vida espiritual.
Ainda em A Gênese, No estado de eterização, o fluido cósmico não é uniforme, ou seja, sofre varias modificações, mas sem deixar de ser etéreo. Essas alterações formam fluidos distintos. Esses fluidos têm para os Espíritos um aspecto tão material, quanto a dos objetos materiais para os encarnados. Eles os elaboram e adaptam para formarem vários efeitos.
Os Espíritos sofredores descrevem acontecimentos reais, um modo de viver e agir, no espaço, longe de ser um estado vazio e inexpressivo. É sim, um mundo de vida intensa e de realidades, onde o trabalho não cessa. Nas obras doutrinarias podemos perceber citações nítidas a sociedades organizadas no Além-túmulo, onde crescem cidades, casas, jardins, etc. Na Obra “Depois da Morte”, Leon Denis cita que o Espírito, pelo poder de sua vontade age sobre os fluidos do Espaço, dá-lhes formas e cores...E é nessas moradas fluídicas que se evidenciam o esplendor das festas espirituais. Os espíritos puros se agrupam em famílias. Seu brilho e cores são variados.
Em outro livro, “No Invisível” também de Denis revela afirmações grandiosas. “Dante Alighieri, ilustre poeta e pensador italiano, é um médium incomparável. Sua “Divina Comédia” é uma jornada através dos mundos invisíveis. Essa Obra mostra fatos reais do mundo espiritual que o poeta iluminado, visionário mesclou das divagações, numa época de incompreensões e preconceitos.
O sábio psiquista italiano Ernesto Bozzano, deixou em vários textos esses mesmos locais do Invisível, revelados por espíritos desencarnados de adiantamento moral-espiritual, cujas as comunicações foram examinadas. No Livro “A crise da Morte” de Bozzano vemos a sua analise sobre comunicações com espíritos desencarnados. O autor observa que a paisagem astral se compõe de duas séries do pensamento. A primeira é permanente e imutável, por ser a objetivação do pensamento e da vontade de entidades elevadas; a segunda, já é transitória e mutável. Seria a vontade de cada desencarnado, criador do seu próprio meio imediato. Nessa mesma obra, os recém-desencarnados estão num meio espiritual maravilhoso (no caso de mortos moralmente normais), e num tenebroso (nos que tem uma moral depravada) No mundo espiritual o pensamento constitui uma força criadora, ou seja, todo o espírito pode reproduzir em torno de si o meio de suas recordações. Atestando também, que pela lei de afinidade, os desencarnados se dirigem para esfera espiritual que desejam.
Bozzano, ainda analisa que embora os espíritos possam criar pela força do pensamento, as obras complexas são confiadas a espíritos especializados na situação. Como exemplo, temos as comunicações do espírito de Rodolfo Valentino, artista cinematográfico, desencarnado em 1926, à sua esposa Natacha. Através da psicografia do médium benjamim Wehner, contou que no mundo espiritual, tudo que existe parece construído pelo pensamento. A substância que atua no pensamento é na realidade mais solida do que as pedras e os metais da Terra. As cores são mais vivas e as casas são construídas por Espíritos que se especializaram em modelar pela força do pensamento.
Num outro livro, “A vida Além do Véu” psicografada pelo protestante, o reverendo Vale Owen, tornou-se famoso nesse assunto. A mãe do próprio médium conta que no mundo espiritual existem as mesmas construções, como jardins, casas, etc. em uma das narrações de 1913, a mãe narra que na esfera espiritual, encontrou montes, rios, florestas, casas, etc. Todos trabalham continuamente para que os que vierem depois possam ser recebidos. Ela explica que o tempo não tem o poder de destruir essas edificações. A durabilidade depende apenas da vontade dos donos.
Outro livro, “No Limiar do Etéreo, de 1931, do Dr. Arthur Findlay, há um dialogo com os seguintes trechos: “Todos podem ver e tocar as mesmas coisas. Se olharmos para um campo, é um campo o que vemos. Tudo é real. Temos livros e podemos lê-los. Tudo é tangível, porém num grau maior de beleza em comparação com a Terra. As casas, por exemplo, são feitas conforme a vontade do desencarnado. Enquanto que na Terra, são concebidas antes na mente e só depois é que se junta a matéria física para a construção. Já no plano espiritual, basta moldar a substância etérea através do pensamento.
Nos livros, ditados pelo espírito de Vitor Hugo, pela médium Zilda Gama, aludem na mesma direção. Os espíritos foram categóricos em chamar atenção para o fato de que não se trata de diferentes planetas e sim do Mundo espiritual. Por tanto, atribuir as revelações do mundo invisível a mistificaçaões de espíritos inferiores,seria o mesmo que imaginar O Consolador deste mundo permitir que a humanidade fosse tão grosseiramente enganada.
Como esse assunto é vasto, vamos continuar nos desdobramentos do tema. O espírito que retorna a verdadeira pátria oferece belas e comoventes lições. Ver: Camille Flammarion
> A Morte e o seu Mistério.Em síntese, são abordados neste trabalho os seguintes temas:
(o 1º volume, “Antes da Morte”, prova que a alma existe e independe do corpo carnal;
o 2º volume, “Durante a Morte”, demonstra a veracidade do aparecimento de fantasmas dos vivos, as aparições e manifestações de moribundos e os fenômenos de premonição;
o 3º volume, “Depois da Morte”, oferece-nos a certeza da sobrevivência da alma após a morte, sua existência num outro plano e a possibilidade de se comunicar com os Espíritos encarnados.) tuberculosos, principalmente revelam importantes informações. Durante a agonia, um estado de coma, um tênue fio fluídico os prende a matéria que será deixada. A palidez impressiona. Os suores são excessivos e o coração enfraquece. Ao lado do enfermo, se encontram familiares angustiados. O desespero dos que ficam fazem com que o agonizante, com dificuldade abra os olhos de novo. O apego aos entes queridos impulsiona-o a viver por alguns instantes. Quem conta isso é uma jovem de 18 anos, prestes a abandonar a veste carnal. Com a voz enfraquecida, ela conta que estava num lugar lindo, num jardim cheio de flores com um luar azul. Ao seu redor visualizava sombras vaporosas que não pode reconhecer por causa do sono que sentia. Em seguida, a jovem enfim, se liberta com um suspiro.
Na década de 30, Andre Luiz, através da mediunidade de Chico Xavier ainda não tinha revelado as especificações da vida espiritual. E por isso, Yvonne Pereira à época deixou de apresentar três obras já hoje publicadas: Nas telas do Infinito, Memórias de um Suicida, e Amor e Ódio. Havia o receio de que fosse um engano. Além disso, existia a idéia de que a vida espiritual era indefinível, que os desencarnados eram levados a um planeta melhor, como saturno ou Júpiter. Graças aos amigos espirituais essas idéias foram corrigidas, através de várias narrativas mostrando que a morte é simples, que o além-túmulo nada mais é do que a continuação da vida que foi deixada e nada tendo haver com vida interplanetária.
Como exemplo, temos a historia do pai de Yvonne desencarnado em 1935. Através da psicografia, descreveu rapidamente como foi a sua agonia e o espanto que teve no além-túmulo. “Perdi os sentidos, não vi mais nada. Eu ouvia e via de forma confusa. Não podia me mexer. Senti que fui levado para um lugar fresco e ameno. Era um dia claro de sol. De repente, me vi numa espécie de varanda, estava só e a única coisa que ouvia era o cantar dos pássaros (esse espírito amava os pássaros quando encarnado). No inicio pensava estar na casa de uma cunhada, e só depois entendi tratar-se de uma residência onde morava minha mãe. Ainda sem total compreensão, sentia os órgãos (do perispírito) entorpecidos. Aos poucos fui me sentindo bem de saúde. Fumei um cigarro e tomei um café. Subitamente, relembrei de tudo que se passara comigo. Surpreso vi minha mãe, usava um longo vestido branco, estava bonita nos seus 25 anos. Foi somente aí que compreendi o que se passava. Diante dos meus olhos pude ver as cenas que necessitava para o meu esclarecimento. Vi meu corpo, vi vocês chorando por mim. Há três dias voltei para a Pátria. Chorei também. O Dr. Carlos (Charles, o espírito guia da família) que farei um estudo sobre tudo isso e me garantiu que estou no mundo espiritual e não planetário.”
Concluímos então, que o Mundo Invisível existe. Os espíritos estudam, realizam tarefas e missões. Esses Espíritos que contam da vida no Além, criam imagens aos médiuns para que estes possam reproduzir da melhor forma possível os esclarecimentos necessários. E para isso, os médiuns terão que se renovar e se esforçar moralmente e mentalmente. Já o espírito instrutor deverá rebaixar suas vibrações até harmonizá-las com as do médium. Mesmo assim, não conseguira explicar fielmente tudo que receber, por que o cérebro humano não dispõe de recursos necessários para uma transmissão perfeita.
Entendemos então, que as construções do meio invisível são edificadas com essências disseminadas pelo Universo, para a criação de tudo que seja útil para o nosso Espírito, esteja na Pátria verdadeira ou na Terra. Trata-se então, do fluido cósmico universal ou de modificações deste, que se origina o fluido espiritual, fonte geradora de tudo na criação, inclusive dos próprios Planetas e do nosso perispírito.
Tanto na terra como no espaço, a vontade é soberana, e o pensamento é motor, produtor, criador. Como exemplo, podemos citar a reunião de Espíritos evoluídos que decidem pela criação de uma cidade no espaço. Como funciona? Primeiro, eles programam o que desejam edificar, como uma escola para reeducação geral de espíritos que fracassaram, em seguida, seus pensamentos vibram harmoniosamente. Essa força lançará energias que irá atuar sobre os fluidos e construirá o planejado. E quanto maiores forem as forças criadoras reunidas, mas rápido o trabalho será concluído. Serão também, construções...
ESTUDEMOS KARDEC.
A ciência espirita tem um acolhimento bem mais rápido e simples para os casos de Autismo e Super Dotação, mesmo assim acredito que a ciência tradicional, deva pesquisar e tentar entender mais a fundo, caso a caso, e que possa com acompanhamento, vir proporcionando melhores condições de vida a estes especiais, em nosso tempo, para que indivíduos com estas condições distintas neurofisiológicas se integrem naturalmente dentro de nossa sociedade.
A NOBRE ARTE DE FORMAR E NÃO RETER. O DIRIGENTE ESPÍRITA COMO SEMEADOR DE ALMAS.
No organismo vivo que é a Casa Espírita, não há lugar para estagnação. Há movimento, crescimento e, sobretudo, renovação. Quando se observa com lucidez a dinâmica dos trabalhos, percebe-se que um dos mais graves entraves ao progresso coletivo reside na retenção indevida de funções, responsabilidades e espaços de atuação. Não por maldade deliberada, mas frequentemente por apego, zelo mal compreendido ou insegurança velada. Ainda assim, o efeito é o mesmo. O bloqueio do fluxo natural do serviço no bem.
O dirigente espírita, quando se fixa excessivamente em suas atribuições, esquecendo-se de que sua função é transitória e educativa, passa a agir como um guardião de tarefas, e não como um formador de trabalhadores. Este desvio sutil compromete a essência do trabalho espírita, cuja base é a cooperação, a fraternidade e o desenvolvimento moral de todos os envolvidos.
A Doutrina Espírita, em sua estrutura lógica e ética, não concebe o trabalho como propriedade individual. Ao contrário, ensina que toda tarefa é patrimônio coletivo, instrumento de aprendizado e meio de ascensão espiritual. Nesse sentido, reter reuniões, centralizar decisões ou limitar a participação de novos cooperadores constitui, ainda que inconscientemente, uma forma de egoísmo institucionalizado.
É imperioso compreender que há trabalhadores em potencial aguardando apenas uma oportunidade. Espíritos que, muitas vezes, trazem consigo experiências pretéritas, compromissos assumidos antes da reencarnação e legítimo desejo de servir. Quando encontram portas fechadas, não apenas se frustram, mas podem afastar-se, perdendo-se valiosas oportunidades de crescimento mútuo.
A omissão do dirigente diante dessa realidade é tão prejudicial quanto a ação desordenada. Delegar não é abdicar da responsabilidade. É exercê-la em sua forma mais elevada. Planejar, orientar, acompanhar e, sobretudo, confiar. A confiança é o elemento que transforma colaboradores em continuadores da obra.
O exemplo clássico da liderança espiritual encontra-se na postura de Jesus Cristo, que não monopolizou o ensino, mas distribuiu responsabilidades, enviando seus discípulos a aprenderem pelo exercício direto do bem. A pedagogia do Cristo não era de retenção, mas de expansão. Ele formava consciências, não dependências.
Da mesma forma, Allan Kardec, ao estruturar o Espiritismo, jamais centralizou o saber em si. Estabeleceu critérios, incentivou o estudo, promoveu o diálogo e permitiu que outros participassem ativamente da construção doutrinária. Sua liderança era firme, porém aberta, disciplinada, porém inclusiva.
Outro ponto de elevada reflexão encontra-se na advertência espiritual de Emmanuel, ao afirmar que muitos trabalhadores são Espíritos em processo de reajuste. Tal entendimento deve despertar no dirigente não o julgamento, mas a compaixão. E mais do que isso, a responsabilidade de educar, orientar e oferecer oportunidades de reabilitação pelo trabalho digno.
Negar espaço ao outro, sob qualquer justificativa, pode significar impedir que ele cumpra um compromisso espiritual. E, simultaneamente, pode representar para quem nega uma prova de orgulho não vencida.
A harmonia institucional não se constrói pela uniformidade artificial, mas pela integração consciente das diferenças. O chamado poder integrativo, conforme analisado nas ciências humanas, é aquele que se exerce com o outro e não sobre o outro. Trata-se de uma liderança que agrega, que escuta, que promove e que reconhece o valor alheio sem sentir-se diminuída.
É necessário, portanto, que o dirigente espírita exerça constante vigilância sobre si mesmo. Pergunte-se com sinceridade. Estou formando ou apenas mantendo. Estou abrindo caminhos ou protegendo territórios. Estou servindo à causa ou à minha própria necessidade de controle.
A resposta a essas indagações definirá não apenas a qualidade de sua gestão, mas o destino espiritual do grupo que lhe foi confiado.
A Casa Espírita não é palco de vaidades sutis, mas oficina de almas. Cada trabalhador que chega é uma esperança que se apresenta. Cada oportunidade concedida é uma semente lançada no campo da eternidade. E cada gesto de confiança é um ato de fé no potencial regenerador do Espírito.
Que os dirigentes compreendam, com profundidade, que sua maior obra não são as reuniões que conduzem, mas os trabalhadores que formam. Pois reuniões passam. Estruturas se transformam. Mas consciências despertas permanecem, dando continuidade ao trabalho do bem através dos séculos.
E quando a liderança se converte em serviço verdadeiro, a instituição deixa de ser apenas um espaço físico e torna-se um organismo vivo de luz, onde cada alma encontra não apenas tarefa, mas sentido, não apenas orientação, mas oportunidade de se reconstruir diante das leis divinas.
Dirigente Espírita: Formação de Trabalhadores, Desafios Atuais e Crescimento Sustentável do Centro Espírita. PARTE 3.
A FUNÇÃO SILENCIOSA DO DIRIGENTE ESPÍRITA COMO ARQUITETO DE CONSCIÊNCIAS E FORMADOR DE ALMAS ATIVAS.
A análise dos desafios contemporâneos do dirigente espírita não pode limitar-se a um inventário circunstancial de dificuldades sociais ou administrativas. Impõe-se uma abordagem mais profunda, de natureza ontológica e pedagógica, na qual o dirigente deixa de ser compreendido apenas como gestor institucional e passa a ser reconhecido como verdadeiro catalisador de consciências em processo de aperfeiçoamento.
Desde a aurora da Doutrina Espírita, formalizada em 1857 com a publicação de “O Livro dos Espíritos” por Allan Kardec, observa-se que a condução das atividades espirituais jamais esteve dissociada do sacrifício pessoal, da disciplina intelectual e da renúncia silenciosa. O Codificador, ao enfrentar resistências dogmáticas, limitações tecnológicas e desgaste físico, estabeleceu um paradigma de liderança que não se impõe pelo poder, mas se legitima pela coerência moral e pelo trabalho persistente.
Na atualidade, todavia, o cenário apresenta novas complexidades. A sociedade fragmentada, a aceleração das relações humanas e a superficialização do conhecimento exigem do dirigente uma postura ainda mais refinada, caracterizada por lucidez doutrinária e sensibilidade pedagógica. Entretanto, há um ponto nevrálgico frequentemente negligenciado e que se revela como base vital para a sustentabilidade das Casas Espíritas. Trata-se da formação contínua e qualificada de trabalhadores em potencial.
O dirigente verdadeiramente consciente de sua função não centraliza, não monopoliza e não se perpetua em todas as frentes de atuação. Ao contrário, compreende que sua missão primordial é multiplicar competências, despertar vocações e criar condições estruturais para que novos colaboradores floresçam com segurança doutrinária e maturidade moral. Essa postura exige desapego do protagonismo e uma visão estratégica de longo alcance.
A formação de trabalhadores não se realiza por improvisação. Ela demanda método, acompanhamento e, sobretudo, exemplo. A pedagogia espírita, conforme se depreende das obras fundamentais da Codificação, baseia-se na tríade estudo, prática e vivência moral. Assim, o dirigente que investe na capacitação de sua equipe não apenas transmite conteúdos, mas forma caracteres, orienta condutas e promove o desenvolvimento integral do indivíduo.
Nesse contexto, a discrição torna-se um atributo essencial. O verdadeiro dirigente não busca reconhecimento externo nem aplauso institucional. Sua atuação é silenciosa, quase imperceptível aos olhos menos atentos, porém profundamente eficaz. Ele observa, identifica potenciais, oferece oportunidades gradativas e acompanha o crescimento de seus colaboradores com paciência e rigor fraterno.
A ausência dessa dinâmica formativa gera consequências graves. Casas Espíritas que não renovam seus quadros tornam-se estruturas estagnadas, dependentes de poucos indivíduos e vulneráveis ao esvaziamento progressivo. Além disso, a falta de preparo dos trabalhadores pode comprometer a qualidade das atividades doutrinárias, abrindo espaço para distorções conceituais e práticas inadequadas.
Outro aspecto relevante reside na necessidade de harmonizar tradição e adaptação. Formar novos trabalhadores não significa diluir os princípios doutrinários, mas sim transmiti-los com fidelidade e clareza, utilizando recursos pedagógicos adequados à realidade contemporânea. A juventude, por exemplo, não deve ser apenas acolhida, mas integrada de forma ativa e responsável, participando do processo construtivo da instituição.
No que concerne à coerência doutrinária, cabe ao dirigente assegurar que toda formação esteja rigorosamente alinhada aos fundamentos da Codificação. A introdução de ideias estranhas, modismos espirituais ou interpretações personalistas fragiliza a estrutura filosófica do Espiritismo e compromete sua credibilidade. Portanto, formar trabalhadores é também preservar a pureza doutrinária.
A realidade pós pandemia evidenciou ainda mais essa necessidade. Muitos centros perderam vínculos presenciais e enfrentam dificuldades para reconstituir suas equipes. Nesse cenário, o dirigente que investe na formação sistemática de novos colaboradores estabelece um diferencial decisivo, garantindo continuidade, vitalidade e relevância às atividades espirituais.
Por fim, é imprescindível compreender que a liderança espírita não se mede pela quantidade de tarefas executadas, mas pela capacidade de gerar continuidade no bem. O dirigente que tudo faz sozinho, ainda que bem intencionado, limita o alcance da obra. Já aquele que forma, orienta e multiplica trabalhadores constrói uma base sólida, capaz de sustentar a instituição ao longo do tempo.
Assim, a verdadeira grandeza do dirigente espírita não reside na visibilidade de sua atuação, mas na profundidade de sua influência silenciosa. Ele é o semeador que trabalha na obscuridade do solo humano, preparando consciências para que, no momento oportuno, floresçam em serviço, responsabilidade e fidelidade à verdade.
E é nesse labor discreto, constante e metodicamente orientado que se ergue a força invisível que sustenta a Casa Espírita, transformando-a não apenas em um espaço de reunião, mas em um organismo vivo de educação espiritual, onde cada trabalhador formado representa uma nova luz acesa no caminho coletivo da elevação moral.
Autor: Marcelo Caetano Monteiro .
Acho que talvez tenha acontecido só comigo, pois quando comecei na frequentar uma casa espirita e naquele tempo era diferente de hoje, todas as pessoas se sentavam em volta de uma mesa e começavam a receber espíritos. Eu também, sentia uma força diferente e começava a falar. Quando terminava, ninguém se lembrava do que havia falado, somente eu. Com o tempo, fui me sentindo muito mal, pois achava que estava fazendo teatro e, por várias vezes me afastei. Mais tarde, fui para a Umbanda e o mesmo aconteceu. Ninguém se lembrava. apenas eu. Lá comecei a receber um caboclo. Eu ficava nada roda cantando e, quando a mãe de santo chamava por ele eu começava a dançar sem parar. Só que, naquele tempo, eu tinha um problema sério de torcicolo, q1ualquer movimento mais brusco com a cabeça fazia com que meu pescoço começasse a doer e não havia, remédio, massagem ou pomada que curasse. Isso durava por dias e até semanas. Por isso, tomava todo cuidado com o meu pescoço, balançava todo o corpo, mas sempre tomava cuidado com a minha cabeça. Depois de algum tempo, resolvi que não ia mais fazer aquilo, que eu estava fazendo teatro e que não era certo. Eu gostava das roupas, das musicas, mas não precisava mentir. Em um dia, resolvi que por mais que a mãe de santo chamasse, eu não ia dançar nem balançar o corpo. Ela se aproximou, chamou, chamou e eu firme. De repente, sem que eu conseguisse controlar, comecei a dançar e a minha cabeça a se mexer, violentamente, da frente para trás, de um lado para outro por mais que eu quisesse, não conseguia parar. Enquanto isso acontecia, a minha maior preocupação era com o meu pescoço. Eu só pensava: preciso parar se não o meu pescoço vai sair do lugar dos dois lados, mas não parrou. Quando eu já estava muito cansada, parou e eu estava com os dois lados do pescoço em frangalhos. Sai de lá andando dura sem conseguir mover a cabeça para lado nenhum. Na época eu tinha duas crianças pequenas e a minha preocupação só era de como eu poderia cuidar delas. No dia seguinte, om muito custo, consegui fazer o almoço e cuidar mais ou menos das crianças. Depois do almoço, coloquei as crianças para dormir e dormi também. Sonhei que era para eu pegar novalgina, que eu tinha em casa, e passar pelo pescoço. Acordei, fiz isso e nunca mais tive problema algum com torcicolo. Naquele dia, aprendi que, embora eu estivesse consciente, eu tinha sim, um guia e nuca mais duvidei. Fiquei na umbanda até que percebi que a mãe de santo explorava as pessoas. Sai. mas aprendi muito com os guias da Umbanda. Depois disso, voltei para o espiritismo e estou até hoje. Mesmo depois disso, nunca entendi muito bem o que acontecia com as pessoas que diziam ser inconscientes até que meu mentor escreveu a respeito do livre arbítrio. Escrevi tudo isso, para vc ver que eu não tenho só teoria, mas acho que vc não precisa se preocupar, pois, inconsciente ou consciente o importante é estarmos fazendo o bem para as pessoas que nos procuram. Desculpe se, de alguma forma eu o machuquei, essa não era a minha intenção.
Deus não criou o evangelho católico, protestante, espírita ou seja lá qual for a designação. Nós os criamos com nossas traduções e interpretações e, diga-se de passagem, no mais das vezes, de acordo com nossas próprias conveniências
Ser procurado por um ex é um caso sério de assombração melhor você procurar um centro espírita. Agora ter uma recaída e ir para cama com um ex, aí então é um caso sério de possessão, procure um exorcista.
Se o autor do livro espírita Nosso Lar, tivesse conhecido o facebook, diria que muitas das ideias contidas no livro é um plágio da rede social.
No mundo espiritual os espíritos se comunicam pelo pensamento. Não há distância que os separem. E também formam grupos que tem afinidade entre si. Então, quando estamos no face estamos a um passo da eternidade. Meus amigos estão fisicamente tão longe e
ao mesmo tempo tão perto de mim. Sempre que nossos pensamentos e gostos combinam, mesmo estando a quilõmetros ele me diz "que legal", "gostei" e a
quilômetros de distância, dou uma cutucada em quem eu gosto e recebo outra de quem gosta de mim.
Não tenha medo de morrer.
Quando passar para o outro lado você vai continuar no facebook com uma
configuração até mais sofisticada. E diante do novo computador você nem vai sentir o tempo passar. E olha que lá tem tempo de sobra.
O QUE É UM ESPÍRITA
Toda convicção regiliosa é importante, todavia, se buscamos a Doutrina Espírita, não podemos negar-lhe fidelidade.
Por inúmeras razões precisamos preservar a incoluminidade doutrinária. Até porque, ante as funções educativas das crenças religiosas, em geral, explica Emmanuel: só a Doutrina Espírita permite-nos o livre exame, com o sentimento livre de compressões dogmáticas,
para que a fé contemple a razão, face a face. Se as religiões "preparam" as almas para punições e recompensas no além-túmulo, só o conceitos kardecianos elucidam que todos colheremos conforme a plantação que tenhamos lançado à vida, sem qualquer privilégio na Justiça Divina.
A Doutrina codificada por Allan Kardec nos oferece a chave precisa para a verdadeira interpretação do Evangelho.
Por representar em si mesmo a liberdade e o entendimento. Há quem interprete seja a Terceira Revelação obrigada a miscigenar-se com todas as peripécias aventureiras e com todos os exotismos religiosos, sob pena de fugir aos impositivos da fraternidade que veicula. Mas temos que acautelar-nos sobre esse lisonjeiro ecletismo, buscando dignificar a Doutrina que nos consola e liberta, vigiando-lhe a pureza e a simplicidade para que não colaboremos, sub-repticiamente, nos vícios da ignorância e nos crimes do pensamento.
O legado da tolerância não se pode transfigurar na omissão da obrigatória advertência verbal ante às enxertias conceituais e práticas anômalas que alguns confrades intentam impor nas hostes do movimento doutrinário.
Inobstante repelir as atitudes extremas não devemos abrir mão da vigilância exigida pela pureza dos postulados espíritas e não hesitemos, quando a situação se impõe, no alerta sobre a fidelidade que devemos a Allan Kardec e a Jesus.
É importante não esquecermos que nas pequeninas concessões vamos descaracterizando o projeto da Terceira Revelação. É óbvio que a luta pela pureza e simplicidade doutrinária sem vivê-la é consolidar focos de perturbação, impondo normas para os outros, despreocupados da própria vigília.
Destarte, para evitarmos determinadas práticas perfeitamente dispensáveis em nome do Espiritismo, entendamos que prática de fidelidade aos preceitos kardecianos é processo de aprendizagem com responsabilidade nas bases da dignidade cristã, sem quaisquer laivos de fanatismo, tendente a impossibilitar discussão sadia em torno de questões controversas, porém não olvidemos que Espírita deve ser o nosso caráter, ainda mesmo nos sintamos em reajuste, depois da queda.
- Espírita deve ser a nossa conduta, ainda mesmo que estejamos em duras experiências.
- Espírita deve ser o nome do nosso nome, ainda mesmo respiremos em aflitivos combates conosco mesmo.
- Espírita deve ser o claro adjetivo de nossa instituição, ainda mesmo que, por isso, nos faltem as passageiras subvenções e honrarias terrestres.
E, ainda, Emmanuel admoesta:
Doutrina Espírita quer dizer Doutrina do Cristo.
E a Doutrina do Cristo é a doutrina do aperfeiçoamento moral em todos os mundos. Guarda-a, pois, na existência, como sendo a tua responsabilidade mais alta, porque dia virá em que serás naturalmente convidado a prestar-lhe contas.
"O verdadeiro espírita não é o que crê nas manifestações, mas aquele que aproveita do ensino dado pelos Espíritos. De nada adianta acreditar, se a crença não o levar a dar um passo à frente no caminho do progresso e não o tornar melhor para com o seu próximo."
Allan Kardec (Hippolyte Léon Denizard Rivail)
"Para ser proveitosa, a primeira condição de toda reunião espírita é a seriedade e o recolhimento; que tudo aí se deve passar respeitosamente, religiosamente e com dignidade, caso se queira obter o concurso habitual dos bons Espíritos. Não se deve esquecer que se esses Espíritos aí se tivessem apresentado em vida, por eles teríamos dispensado considerações a que fazem jus ainda mais depois da morte do corpo físico."
Allan Kardec (Hippolyte Léon Denizard Rivail)
(O espiritismo em sua expressão mais simples e outros opúsculos de Kardec / por Allan Kardec; [tradução de Evandro Noleto Bezerra]. - Brasília: FEB.)
Enquanto na próxima novela das seis (18h) da Globo, que é uma novela espírita, o “espelho” é o próprio ser humano (espírito de um ser humano que já morreu, segundo o autor da novela; mas que na verdade não é um ser humano, é um espírito maligno), na fé cristã o “Espelho” é o próprio Deus, pois a Bíblia diz que Ele nos criou à Sua imagem e semelhança. Assim, o Deus que nos criou não é um igual a nós, mas infinitamente maior que nós.
Na visão espírita o ser humano precisa reencarnar várias vezes para evoluir. Ou será que o objetivo oculto da reencarnação é fazê-lo aprender que não se progride através da hipocrisia, um aprendizado que aparentemente não é mesmo muito fácil de ser absorvido, daí a necessidade de tantas vidas.
Para aqueles que procuram nas cartas de tarot, nas cartomantes, na adivinhação, nos centros espíritas, nos terreiros de umbanda entre outros tantos que preconizam milagres que nunca irão se cumprir, um conselho, façam assim:
1. Pense como está agindo dentro do seu relacionamento;
2- Dê mais do que acha que pode, ou pior, que deve receber;
3. Dê mais carinho e compreensão do que recebe;
4. Analise suas próprias faltas;
5. Analise como reage a cada situação;
6. Analise o que fala em cada situação;
7. Veja se retribui o carinho que recebe, mesmo nas pequenas coisas;
8. Analise como está sua vida sexual;
9. Analise seus traumas particulares vendo se eles não são um empecilho ao relacionamento;
10. Pense que se está falido tal relacionamento, qual a sua parcela de culpa?;
11. Pense se espera mais financeiramente do que aquilo que imaginou;
12. Não se chateie se não se lembraram do seu aniversário, da data que se conheceram, do mês de aniversário de casamento, namoro, entre outras tantas datas que muitos dão uma importância que não tem;
13. Pense em como se veste dentro de casa e como se veste ao sair pra rua. Quem merece a sua beleza? Quem está do seu lado, ou alguém estranho?
14. Saiba que dinheiro tem limite, não gaste além do que pode, nem exija que outros o façam por você:
15. Imagine que tratar quem supostamente ama, seria como tratar algum amigo ou até desconhecido com a mesma lisura e educação;
16. Não use roupas como se estivesse sozinho;
17. Mantenha-se limpo e cheiroso;
18. Trate com educação os parentes dele ou dela, mesmo que patifes: eles são parentes de quem supostamente ama;
19. Tenha um mínimo de imaginação na cama: não precisa ser um profissional, mas também não precisa ser uma múmia descoberta e rediviva;
20. Saiba educar seus filhos em conjunto: foram necessários um homem e uma mulher para concebê-los;
21. Não deixe parentes, amigos e afins acharem que sabem mais da sua vida amorosa que você;
22. Não se porte como vítima, nem como agressor;
23. Saiba que paixão pode durar um tempo, mas não serve para casamento. Amor serve.
A lista é longa e bem maior que isso, mas um conselho: se depois que fizer tudo isso e não der certo, tente de novo de outra forma.
Não deu certo?
Não vai ser com magia, feitiços, adivinhações, despacho na encruzilhada que isso irá se resolver, isso é certo.
Você pode achar que não tem saída, mas tem, ela está dentro de cada um, basta seguir. Ninguém vai resolver por você aquilo que somente vai se resolver se você quiser.
Sou espírita e como tal, temos como princípio básico respeitar a religião alheia.
Todas são boas e respeitáveis desde que os homens não as deturpem.
Como espírita, não pregamos religião, mas sim, religiosidade, o que significa ter amor ao próximo e prestar a caridade. O mais, é crendice e folclore. No entanto, em todas poderemos encontrar falhas HUMANAS. As Leis de Deus são imutáveis e os ensinamentos de Jesus são dificílimos de serem seguidos já que exigem muita renúncia e retidão de atitudes.
Ele não pregou religião. Foi um sábio e não deixou nada assinado. Talvez por isso cada um O interprete a seu bel prazer e conveniência.
Não importa a religião de cada um. O que importa é o que as pessoas fazem da religião. Mais vale um ateu caridoso do que um mau religioso.
Minha crítica ao espiritismo é que segundo a própria lógica espírita não faz sentido algum a alma mais evoluída ir para o céu ou algum lugar tão bom quanto. A alma mais evoluída deveria ir ajudar as pessoas no inferno e então sim teríamos lógica, ressalvada a possibilidade de o inferno ser na terra.
Sou feito de sal, de sol, sou feito de mar! Sou universal, (embora espírita) e quando livre do meu caracol,me torno entre os recifes , um faról a iluminar o mar, na ânsia de com alguém, cometer o verbo amar!
odair flores
O que é ser espírita?
Ser espírita não é ser nenhum religioso; é ser cristão.
Não é ostentar uma crença; é vivenciar a fé sincera.
Não é ter uma religião especial; é deter uma grave responsabilidade.
Não é superar o próximo; é superar a si mesmo.
Não é construir templos de pedra; é transformar
o coração em templo eterno.
Ser espírita não é apenas aceitar a reencarnação;
é compreendê-la como manifestação da Justiça Divina
e caminho natural para a perfeição.
Não é só comunicar-se com os Espíritos, porque todos
indistintamente se comunicam, mesmo sem o saber; é
comunicar-se com os bons Espíritos para se melhorar e
ajudar os outros a se melhorarem também.
Ser espírita Não é apenas consumir as obras espíritas
para obter conhecimento e cultura;
É transformar os livros,
suas mensagens,
em lições vivas para a própria mudança.
Ser sem vivenciar é o mesmo que dizer sem fazer.
Ser espírita Não é internar-se no Centro Espírita,
fugindo do mundo para não ser tentado; é conviver
com todas as situações lá fora, sem alterar-se como
espírita, como cristão.
É estar consciente no templo, em casa,
na rua, no trânsito, na fila, ao telefone,
sozinho ou no meio da multidão,
na alegria e na dor,
na saúde e na doença.
Ser espírita
Não é ser diferente;
é ser exatamente igual a todos,
porque todos são iguais
perante Deus.
Não é mostrar-se que é bom;
é provar a si próprio
que se esforça para ser bom,
porque ser bom deve ser um estado
normal do homem consciente.
Anormal é não ser bom.
Ser espírita
Não é curar ninguém;
é contribuir para que alguém
trabalhe a sua própria cura.
Não é tornar o doente um dependente
dos supostos poderes dos outros;
é ensinar-lhe a confiar nos poderes
de Deus e nos seus próprios
poderes que estão na sua vontade
sincera e perseverante.
Ser espírita
Não é consolar-se em receber;
é confortar-se em dar,
porque pelas leis naturais da vida,
"é mais bem aventurado
dar do que receber".
Não é esperar que Deus
desça até onde nós estamos;
é subir ao encontro de Deus,
elevando-se moralmente e
esforçando-se para melhorar sempre.
Isto é ser espírita.
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