Angústia
"Alguns anos atrás eu recebia os tombos com angústia e descrença ,hoje os recebo e os vejo como um degrau ,uma chance para evoluir e acertar oque foi feito de errado no passado "
Descarte
Descarte a carta que te prende ao jogo
A angústia do egoísmo evasivo
Por abnegação o incontestável
A patente vulnerável.
Descarte meu caro
A serenidade do rio onde tu lamentas
A seriedade de como tu gargalhas
O triste riso do palhaço.
Descarte a empáfia
O rigor não excessivo
O ato fastidioso
A clarividência do fato.
Descarte a literatura sem censura
O rito benevolente
O peso ao revés
A desafinação da autoria.
Descarte o lhano
Que de cândido e despretensioso nada tem.
DescARTE
Não, a arte de Descartes.
ALMA AFLITA
Angústia e dor
O que fiz de errado no passado
Deus ta me cobrando agora
Deus é justo e correto
Não desampara um filho seu
Lacrimejando eu vou
Porque sou ateu
Pagando com dor
O que não fiz por amor.
E ao chegar aurora
A escuridão me abraça
Na vida não tem volta
Faça o bem agora
Deus bondoso caridoso
Mantém minha alma limpa
O choro que chorei
Cumpri o meu destino
Pendurado numa corda
Jesus vem me seguindo.
E ao chegar aurora
A escuridão me abraça
Na vida não tem volta
Faça o bem agora
Poeta Antônio Luis
2:26 AM 12 de fevereiro de 2015
"Dividido entre a alegria e a angústia,
a solução foi oprimir o desejo.
Por medo de quem me tornei, encasulei-me.
Foram longos tempos como lagarta...
O casulo foi meu vazio.
E como vazios são essenciais,
eles foram base de minha
arquitetura emocional.
Por medo de não criar asas,
até hoje resisto à inevitável metamorfose."
Tentar esquecer alguém
por medo, é viver o medo absoluto do amor...
é sentir a angustia da perda premeditada,
é abrir mão da esperança de um dia
ser amada, algemada a
escolha envolvida pela dor!
Quando o tempo deixar de ser seu despertador diário, seus sonhos desaparecerão em meio a angustia sentida em razão do seu inexistir. Contudo, aprenderás que nem toda ferida foi a causa de toda aquela dor, pois o homem que vive sem expectativa alguma, vive por viver... morrendo silenciosamente a cada segundo de sua respiração.
Não é por falta de palavras, cada ser carrega em silêncio, uma angústia difícil de interpretar. Não se trata da ausência de descrição sobre o que está em jogo, mas da impossibilidade de traduzir, com precisão, o peso exato do que se sente. A dor individual é um idioma íntimo, falado apenas pelo coração que a suporta.
Soneto sobre Resiliência e Angústia
Resiliência não é ser imbatível,
Blindado contra a dor ou a traição;
Não há um coração tão invencível
Que nunca sinta o peso da emoção.
Na angústia mora a chave do caminho,
E aquele que a encara, sem fugir,
Descobre, mesmo em meio ao desalinho,
A força que o ensina a prosseguir.
Não é na fuga que se encontra a paz,
Mas no enfrentar sereno e consciente;
Quem sofre e luta, aos poucos se refaz.
E aprende que o sofrer é inerente,
Pois, como Kierkegaard bem nos traz,
É da angústia que se faz o resiliente.
Edson Luiz ELO
São Paulo, 23 de janeiro de 2025
Talvez a maior inquietude e angústia da humanidade não seja propriamente a morte, mas a FORMA como ela se apresentará, sendo rápida ou lenta, branda ou feroz.
Em meio à angústia, o abraço se torna um bálsamo, um refúgio. Ele transcende palavras, envolvendo-nos em calor e compreensão. No aperto dos braços, encontramos consolo e força para enfrentar tempestades internas.
Não há maior tristeza do que a de não ter tristeza. De viver sem a angústia que nos faz sentir a beleza. De ser um ser sem sentido, sem paixão e sem nobreza. Antes a dor que me inspira do que a alegria que me entorpece. É que o poeta só existe se tiver a alma em chamas, pois o fogo que o consome é o mesmo que o ilumina. Vejo a vida como um fardo, carrego-a com ironia, pois o inferno canta mais baixo em dia de agonia. Então, que me dê a força para escrever o que ninguém ousa dizer, que me dê a coragem para enfrentar o que ninguém quer ver. Que me dê a lucidez para saber que tudo é vão. Que me dê a ironia para rir da minha condição. Que me dê a amargura para temperar a minha poesia. Que me dê a tristeza para ser a minha alegria.
A angústia existencial é perceber-se livre, autônomo e soberano, é ter que transformar infinitas possibilidades de vida em uma só. Se existem 100 possibilidades e você precisa escolher uma, a única certeza que você tem a priori é que desperdiçou 99 possibilidades que agora não serão vividas.
Falar e escrever seriam inúteis? Efêmero falar, que nada exprime. Embalo-me na angústia da comunicação. Palavras são como cascas que se desfazem, nada mais que vãos rastros da emoção. Prisioneiras do sentido, as palavras se perdem no mar da insuficiência, a trama da linguagem é sempre tecida em ilusões, aprisiona a verdade em suas limitações.
A boca que se abre, a caneta que desliza, são meros instrumentos de uma busca indecisa, entre o dizer e o calar. O silêncio, em sua vastidão indomável, transcende a palavra e o ego. Não se prende a conceitos, não se aprisiona, é a pausa significante, a verdade que sussurra além do verso e do grito.
Encontro a liberdade de ser, de simplesmente ser, no silêncio, no vácuo, na ausência do dizer. Apenas existir, além do verbo, é o meu querer.
Escrever é apenas um exorcismo das ideias que perpetuam aqui dentro. O papel, meu confessionário mudo, testemunha fria, onde vou destilando mágoas, desvendando traumas. As letras que emergem são pedaços da minha solidão, uma ponte entre o caos e o desejo de renascer, e, ao revelá-la, sinto-me mais perto do amor. Encontro-me em cada verso, escrever é libertar-me também, é o alimento da alma em turbulência.
Contudo, és tu, ó silêncio, a língua que mais compreendo, no vazio de tuas pausas, meu ser se estende. Palavras são fumaça, que se dissipam no ar, enquanto o silêncio, no âmago, faz-se morar.
Ah, inútil é falar, inútil é escrever, quando a verdade se oculta no não dizer. A eloquência dos gestos, a dança do olhar, a palavra que se cala, é o que há de mais raro habitar.
Nas sombras do silêncio, encontro meu personagem. Em cada pausa, um mundo vasto se revela, onde o ser e o nada se fundem.
No abismo das reflexões, o pensamento vagueia, sutilmente capturado pelo desespero. Entre a razão e o caos, a alma se incendeia.
"Angústia, eu tenho angústia. Ressentimentos, eu tenho ressentimentos. Esperança é a palavra que me guia."
