Amor, Tristeza e Desilusão
Eu amava o silêncio. Mesmo que às vezes ele me fizesse pensar em coisas tristes.
A ESTE POEMA
A este poema padece a ternura
A este poema ranzinza a chorar
Tão triste, e aflitiva desventura
Suspira na prosa infeliz a poetar
Rima árdua, fria e a murmurar
Olhar em vão, amarga doçura
Que arde n’alma a despedaçar
Numa trova lastimosa e escura
Diz-me a onde estará este amor
Que tenho saudade e faz sofrer
Distante dos beijos, e teu fulgor
Esse vazio me faz solidão sentir
Diz-me onde está! Pra lhe falar
Do meu amor pro seu amor vir!
© Luciano Spagnol - poeta do cerrado
20/09/2021, 16’58” – Araguari, MG
Contemple a maior ilusão, a maior tristeza e o maior sofrimento que pode ser relatado. O nome disso? Amor.
Digo isto pois passei por isso, não tenho mais a vontade de ter isso nem mesmo pagando. É um grande desperdício para fica sofrendo por não conseguir nada com a pessoa.
Toda dor
Toda ilusão
Toda mágoa
Toda paixão
Toda tristeza
Toda frustração
São brincadeiras
Criadas pelo coração.
Saudades
Ao cair a tarde sinto uma tristeza infindável. Fico ali parada a lembrar dos momentos em que tivemos juntas... Pensava em tudo...
O meu ser reclamava a sua ausência.
Lembro-me do nosso primeiro encontro, foi nascendo em mim um amor puro e fiel, aquele amor que sempre sonhei tornou-se realidade e foi crescendo a cada instante.
Mesmo não estando junto de você, claro que gostaria de tê-la sempre juntinho de mim, para ama-la e compartilhar esses momentos que eu sinto de ausência... Porém, eu sinto o quanto a amo...
Sinto lágrimas rolarem pela minha face, mas não são de tristezas e sim de Saudades!
É você a beleza de um luar? É você a tristeza conveniente? Claro, uma coisa é certa, tu és a confiança de que eu encontrarei o que procuro.
Existe paz em meio a guerra, esperança sobre a desesperança, alegria em meio a tristeza, fé em meio a incredulidade. Existe Deus e só Ele pode proporcionar isso.
Eu, que guardei tantas dores,
Acumulei desilusões
E chorei tantos dissabores,
Agora sei rir sem motivo aparente.
Tudo que sofri acabou com apenas um toque.
Vi que toda névoa se dissipou
E agora tudo faz sentido.
PASSARÃO
Podes meu eu repudiar, quando quiseres
De súbito, quando a desilusão me crucia
O ideal da má sorte uno, se, assim, preferes
Apressa-te e me asfixie nessa árdua poesia
Ah! deixe então à mercê da vil crueldade
O meu trovejar piegas, e que então fine
Na desilusão a fúria bravia da tempestade
Do desprezo, assim, então o desejo arruíne...
Se me hás de desprezar, afirmo, seja logo
E não depois em que o afeto estiver calado
Desdenhe-me de pronto, assim, me afogo
Na ilusão do ideado tão querido pelo fado
Dores, pranto, suspiros vou ter no coração
Tendo-te perdido eu, mas, eles passarão!
© Luciano Spagnol – poeta do cerrado
14/05/2016, 09'35" - Araguari, MG
Quando se trata de abrir mão de sentimentos como mágoa, rancor, tristeza, raiva, ódio... Não é sobre as pessoas ou o que elas fizeram. É sobre você e quem se tornou!
Eu to sempre ao seu lado. Quando está triste, sou eu que te consolo. Sempre te procuro, me preocupo muito com você. Sempre pergunto se está bem, puxo assunto, te chamo pra sair, faço milhões de elogios e deixo claro o que sinto por você. Mas infelizmente, você não escolheu estar comigo. Decidiu estar com uma pessoa que só te faz mal e que não te valoriza. Mas a vida é feita de escolhas, enquanto você quer alguém que não lhe dar o devido valor, eu escolhi você, alguém que raramente me nota. Que injusto, num é mesmo?
Não pensei que seria triste..
E que a única saída pra ser feliz
Era aceitar o dedo em riste..
A vida brinca comigo..
Num jogo que eu nunca ganho..
Caio e levanto..
Levanto e caio..
E machuco o que já tá machucado..
Eu tô um saco..
Ahhh eu tô um caco
E não é o Sapo..
a Poesia atingiu o auge de sua tristeza
me carregava nos braços em tal momento
colocou-me no chão e me abraçou
disse que precisava me abandonar, que eu sabia onde ir
soturno, desci as profundezas de mim mesmo
arrastando-me em paredes lamacentas nos túneis de minha dor
era lá que eu devia estar
haviam escritos nas paredes do meu íntimo
tal qual profetas apocalípticos anunciavam dores e morte
se era poesia rasgada pelo desamor iminente, eu não sei
rastejei por sentimentos abandonados
e alegrias não vividas ante a verdades consumidoras da alma
não lembrei como fazer uma oração
e com minhas palavras blasfemas de sempre abri a boca
ante o que escorria de minhas palavras, Deus fechou seus ouvidos
os anjos rasgaram suas vestes de alto a baixo
tremeram os céus
na terra putas lambiam os dedos e as ilusões
de homens que pagaram por um pouco de amor
no momento que eu estava a pagar por simplesmente Amar
a morte pois ensaiou-se como um novo início
e acenou-me com um sorriso sedutor..
**O preço
