Amor, Tristeza e Desilusão
À medida em que falo da minha tristeza ela vai indo embora. Mas sei que está só se escondendo atrás da porta...
Eu não aceito não entender.
Por isso o mundo me desagrada, e desagrado às pessoas por estar triste.
Não pense que não acredito no retorno da alegria.
Mas quantas vezes ela me acena de longe triste, cansada e indecisa...
Então, tente: se você tocar meu peito com a mão morna, só um pouquinho, a tristeza vagarosamente vai embora?
Na alegria, você sorri para mim.
Na doença, você acelera a cura.
Na tristeza, lembrar de você me alegra...
Você me traz muitas incertezas,
Muitas dúvidas,
Mas contigo, esqueço minhas tristezas,
E quero, em uma juntar nossas vidas.
Senhor, deixaste apenas os bons para os bons? Os tristes para a escuridão e o silencio? A verdade para o que restar do amor?
A verdade é dura, triste, solitária e tem nome. Vive sóbria através de todos os entorpecentes, cada qual com seu nome, apelido e endereço.
Todas ou quase todas as pessoas conseguem me ver bem, mas nenhuma delas da forma como você me olha, me nota, observa e conclui.
Não julgo teus olhos, não os posso. Teus olhos vêm tudo, ao mesmo que nada. Sentem e perseguem o que te fere. Seus olhos são como afiadas facas, moldadas através de tempos, muitos e poucos, talvez simultâneos.
É a tua verdade que vejo. Tua verdade que eu quero e espero.
Me sinto estranhamente dentro dela, nela. Com ela.
É a tua verdade que também nos separa e nos reaproxima de forma constante.
Que a tua verdade nunca seja absoluta, se é cortante, amargurada e dura.
Que a minha mentira ao menos engane tua razão e te entorpeça o tempo suficiente e necessário para amar.
Porque, onde seu corpo deitar, querido, repousa lá meu coração também.
Ah, se seu fosse um poeta!
Ah, se seu fosse um poeta!
Eu faria uma história de amor
Sem dor, sem tristeza e sem agonia.
Com o teor da verdade infinita,
Com uma fisionomia santa.
Com a mesma transparência que encantou
O verdadeiro amor de Romeu e Julieta.
Ah, se eu fosse um poeta!
Eu faria uma história de amor feliz.
Faria o sol se casar com a lua.
Faria uma esquina de flor
No meio da rua.
Faria o joão-de-barro construir uma casa
Só minha e sua.
Ah, se eu fosse um poeta!
Eu faria você entender meu mundo.
Faria você voltar a sorrir como criança.
Faria você ter mais esperança.
Faria você saber que o futuro depende de nós.
Faria você compreender que somos amantes.
E de mãos dadas, construiríamos um novo amanhã.
Ah, se eu fosse um poeta!
Tudo De Mim
Eu te dei tudo de mim,
te dei meu amor e minha dedicação.
Eu te dei tudo de mim,
te dei minha vida e meu coração.
Quando você chorou eu te dei meu ombro
e quando você sorriu eu te dei o motivo.
Eu te dei tudo de mim,
quando você não conseguia dormir eu te dei meu sono e quando você deixou de sonhar eu te dei o meu sonho.
Eu te dei tudo de mim,
quando você se sentiu perdida eu te dei a saída,
quando você me olhou pela primeira vez
eu te mostrei o mundo que você queria.
Eu te dei tudo de mim,
eu te dei minha paz, minha força e toda a minha boa energia.
Eu te dei tudo de mim e daria muito mais
se não fosse esse fim.
Ela
Ela era jovem e bela
seu sorriso encantador
era toda sonhadora ela
e acreditava no amor
Ela acreditou ter encontrado
o amigo namorado
que envelheceria com ela
que seriam pra sempre casados
Mas o tempo passou
e Ela envelheceu
e entristeceu
e o eu sorriso desapareceu
Ele não percebeu
o mal que lhe fizera
nem se quer reconheceu
que havia destruído ela
Pensou, mereço coisa melhor
não se olhou no espelho
partiu, sem dó sem dor
virou as costas, não aceitou conselho
Ela ficou amarga
e entristeceu
e quase morreu
Como uma flor
maltratada murchou
e mesmo com muita dor
ela ainda se levantou
O AMOR ACABOU
Não precisou ser dito, eu senti!
Como fumaça escorreu pelas mãos.
A história chegou ao fim - era o que dizia.
Meu olhar parado ficou, sob a chuva daquela tarde.
Demorou entender, mas logo eu vi: o amor acabou.
Demorou perceber, mas algumas histórias não terminam com final feliz.
O amor havia acabado - pergunto-me se algum dia existiu?
É como está voando livre por entre as nuvens e de repente, nada mais que de repente, ter as asas cortadas.
Assim senti quando percebi que o amor acabou.
nunca mais trago o amor
os dias
de volta
as cartas sobre
a mesa
nunca mais o poste
o papel colado
a cuspe
e lágrima
passam as folhas
as palavras
passam
entre concreto
e bitucas de cigarro
os passos
vão de encontro
ao passado
os muros
repetem
meia volta
nunca mais
três dias e ao
acaso
o som dos saltos
e os buracos
nunca mais trago o amor
os punhos
erguidos
os cartazes sobre
o ventre
livre
passam os muros
as folhas
caem
e secam
tristes
Um Novo Amor
Haverão momentos em que você duvidará de si mesmo, que questionará se a história escrita é um simples texto. Lembrará dos desamores já vividos, dos riscos já corridos, do que foi dito e não dito.
Nessa hora a vontade de chorar é inevitável, o emocional se torna instável, surge aquela lágrima indesejável...sim, aquela, que escorre sem querer, que surge sem se ver, que insiste em aparecer, pra mostrar nossa fraqueza, pra ressaltar nossa tristeza, trazer a tona a incerteza.
Mas não se desespere nessa hora, não é só você que por isso chora, sabemos que com o tempo tudo melhora...Deve-se pensar em suas novas possibilidades, em ter outras felicidades, usar essa sua habilidade de ser quem você é, de mostrar toda a sua fé, de se manter de pé... E aí você vai conseguir ver tudo aquilo que importa, o caminho pra vitória, a saída dessa estreita porta, uma porta que levava a solidão, a desilusão....tristezas essas nunca mais te pertencerão, basta essa dica seguir, basta essa atitude tomar.
Basta a um novo amor se entregar
