Amor Sincero e Nao Correspondido
Ser mãe atípica é aprender todos os dias que o amor também exige coragem. É enfrentar olhares, julgamentos, dificuldades e batalhas que muitas pessoas nem imaginam. É comemorar pequenas conquistas como se fossem grandes vitórias, porque sabemos o quanto cada passo custou.
Às vezes eu também canso, choro e penso em desistir. Mas olho para meu filho e lembro que ele não precisa de uma mãe perfeita; precisa de uma mãe que continue acreditando nele.
Ser mãe atípica me ensinou que nem toda vitória faz barulho. Algumas acontecem em silêncio, dentro de casa, em um abraço, em uma palavra nova, em uma pequena evolução. E só quem vive essa realidade entende o tamanho dessas conquistas.
Eu não escolhi o caminho mais fácil, mas escolhi caminhar ao lado do meu filho. E enquanto eu tiver forças, continuarei lutando para que ele seja respeitado, amado, incluído e tenha o direito de ser exatamente quem ele é. ❤️🩹
"O amor divino é o amparo mais seguro: quando a alma se eleva em oração, o coração encontra o descanso que precisa."
O amor mais bonito é o de Deus
pois me faz conviver com a sua beleza
mesmo em fartos campos de guerra
me conduz em paz pelos cantos da Terra.
Quando um dia perceber que o seu amor está se acabando, recorde o motivo pelo qual ele começou e pense na saudade que vai sentir quando ele realmente deixar de existir.
“Passei anos acreditando que o amor bastava para esconder o cansaço de um pai que aprendia sozinho a não desmoronar diante dos próprios filhos.”
JOÃO 19.26 A 27
A SUBLIME TRANSFERÊNCIA DE AMOR E RESPONSABILIDADE.
O trecho de João 19.26 a 27, pertencente ao quarto Evangelho, insere-se no conjunto tradicionalmente denominado as Sete Palavras de Cristo na cruz. Nele lemos.
"Vendo, pois, Jesus sua mãe, e que o discípulo a quem ele amava estava presente, disse a sua mãe. Mulher, eis aí o teu filho. Depois disse ao discípulo. Eis aí tua mãe. E desde aquela hora o discípulo a recebeu em sua casa."
A cena ocorre no Calvário, momento culminante da Paixão. Segundo o Evangelho de Evangelho segundo João, estavam junto à cruz Maria, mãe de Jesus, algumas mulheres e o discípulo amado, tradicionalmente identificado como João. A declaração não é meramente afetiva. É um ato jurídico, moral e espiritual.
No contexto judaico do século I, a responsabilidade filial pelo cuidado da mãe viúva recaía sobre o filho primogênito. Ao confiar Maria a João, Jesus cumpre a Lei e reafirma o quarto mandamento. Honrar pai e mãe não é apenas reverenciar. É prover, proteger, sustentar. Mesmo sob extrema agonia física, Ele preserva a ordem moral.
A expressão Mulher não denota frieza. É forma solene e respeitosa, semelhante à empregada nas bodas de Caná. Ao dizer Eis aí o teu filho, Cristo inaugura uma nova família fundada não no sangue, mas na fidelidade espiritual. E ao declarar Eis aí tua mãe, estabelece uma comunhão que ultrapassa a biologia.
Sob perspectiva histórica, o gesto garante amparo concreto a Maria. Sob perspectiva teológica, simboliza a formação da comunidade cristã como família espiritual. A cruz, instrumento de suplício romano, converte-se em altar de fundação comunitária.
Na tradição cristã antiga, essa passagem foi compreendida como sinal da maternidade espiritual de Maria em relação aos discípulos. Já na leitura ética clássica, destaca-se o exemplo supremo de responsabilidade mesmo em sofrimento extremo. A cruz não anula o dever. Antes o consagra.
Do ponto de vista psicológico, a cena revela lucidez e domínio interior. O condenado não se encerra na própria dor. Ele volta-se ao outro. O amor, aqui, não é emoção efêmera. É decisão consciente que organiza vínculos e assegura continuidade.
No horizonte moral, o texto ensina que a verdadeira grandeza não está no poder, mas na capacidade de cuidar. A autoridade espiritual manifesta-se no zelo silencioso.
Assim, João 19.26 a 27 não é apenas despedida. É instituição. É testamento afetivo. É pedagogia do amor responsável.
E desde aquela hora o discípulo a recebeu em sua casa. Esta frase encerra uma verdade perene. O amor autêntico não se limita a palavras pronunciadas no auge da dor. Ele traduz-se em atos concretos, cotidianos, silenciosos.
Na cruz, o sofrimento não gerou desordem. Gerou família. E toda família que nasce do dever vivido com amor transforma a história.
ÀS IGREJAS DO PLENO AMOR.
Catarina Labouré / Irmã Zoé .
Queridos irmãos, fraternidade e paz descam sobre cada um de nós e permaneça em morada plena no cântaro de nossos sentimentos.
O mundo sacode-se e contorce-se de dores sequazes imperativas das nossas corrupções morais que não cabendo mais no alforje transborda pelos caminhos onde vai o interesse humano que regorgita o veneno sorvido pelo próprio homem.
A iniguidade, a dor, a injustiça e as trevas do orgulho e do egoísmo tem alimentado fartamente o monstro da destruição que investe contra a esperança e a paz.
O estertor das bombas de outrora que estilhaçava uma fria e indiferente belicosidade, eis que bate quase que já arrombando todas as portas do mais além na terra e no céu. Irmãos de Jesus, amados e amantes do Cristo, relembremos os primórdios do Evangelho sobrevivendo ensanguentado pelos mártires sem nenhuma particular denominação religiosa o estandarte era tão somente a mensagem cristã. Hoje, hora aponta e convoca os corações de um só amor, de um só pastor e um só rebanho. Somos convidados há muito meus filhos a amparar e estender o socorro a quem é vítima limpa e que se encontra sobre os escombros da maldade que sem dar-se conta devora a si mesma num repasto que não cabe à mesa messiânica. Somos convidados a lutar pela paz distante e tão seguaz tão perto, mas lutar sem atacar, lutar sem ferir, lutar sem o peso das nuvens densas em nossos corações e nem em nossa razão. Não existe o que justifique o aniquilamento de uma reencarnação. Irmãos que somos, como outrora já o provamos estando sob as bênçãos do Cristo. Qual a diferença que nos dividiu que não tenha causa primordial no interesse humano? Hora urge combatentes, sustentáculos do brilho do amor excelso daquele que amou e ama para todo o sempre até os confins do mundo demo-nos as mãos mais uma vez, mas em plena homogeneidade com o coração. Jesus conta com cada alma sempre e sempre uma vez mais,não o abandonemos no horto entregando-nos ao sono da indiferença. O Mestre conta com os vitimados para que busquem força na crença do estar no lugar do outro,conta com os que compadecem para que o samaritano resurja antes do assalto na estrada, conta com cada pensamento de harmonia e paz e esta paz fortalecerá os lares e ao mundo. As potências bélicas estão nas mãos humanas, mas a Lei e a vontade na permissão Divina. Sejamos hoje mais que ontem nos holocaustos Cristãos, mais unidos, compreendendo que tudo tem um curso de meandros,mas somos os herdeiros de Deus a exercer a obra magistral de caráter efetivamente e inequívoco pois só se comprova na fraternidade.
NA SEARA DO AMOR:
O DISCÍPULO É RECONHECIDO PELO QUE SENTE E PRATICA.
Marcelo Caetano Monteiro.
“Nisto conhecerão todos que sois meus discípulos: se vos amardes uns aos outros.”
— Jesus, João 13:35, Bíblia de Jerusalém
Introdução:
A marca do verdadeiro trabalhador do Cristo.
Jesus, em sua sublime pedagogia moral, legou à Humanidade não apenas um código de virtudes, mas o sinal distintivo de seus verdadeiros seguidores: o amor fraterno vivido com autenticidade. A frase “Os meus discípulos serão reconhecidos por muito se amarem” é uma síntese interpretativa fiel do Evangelho segundo João 13:35. Esse ensinamento ecoa na Doutrina Espírita como pilar da regeneração do homem de si para as sociedades universais.
Com Jesus e Kardec aprendemos amor como Identidade Espiritual.
No Espiritismo, o tema do amor como reconhecimento do discípulo fiel é central.Em O Evangelho segundo o Espiritismo, especialmente:
Capítulo XI – Amar o próximo como a si mesmo,
Item 4: “Fora da caridade não há salvação”, reafirmando que o amor ao próximo é o verdadeiro sinal da elevação moral.
Item 13: Os Espíritos nos dizem que “o amor resume a doutrina de Jesus inteira, porque esse é o sentimento por excelência.”
Em O Livro dos Espíritos, encontramos o fundamento dessa moral elevada:
Questão 886: Quando Kardec pergunta qual o verdadeiro sentido da caridade, os Espíritos respondem: “Benevolência para com todos, indulgência para as imperfeições dos outros, perdão das ofensas.”
O Evangelho segundo o Espiritismo:
Capítulo XVII - Sede perfeito.Os bons espíritas “Reconhece-se o verdadeiro espírita pela sua transformação moral e pelos esforços que faz para domar suas más inclinações."
A frase retoma a mesma ideia do Cristo: é pela conduta amorosa diária, nos esforços empreendidos com o real desejo de se melhorar que se reconhece o discípulo.
Na Revista Espírita, edição de julho de 1865, há um texto de Allan Kardec intitulado O egoísmo e o orgulho – causas do sofrimento, no qual ele ressalta:
“Enquanto o homem não colocar o amor ao próximo acima de suas vaidades e interesses mesquinhos, não poderá dizer que segue a Cristo.”
Léon Denis: A Dinâmica do Amor no Coração do Trabalhador.
Em O Problema do Ser, do Destino e da Dor, Léon Denis aprofunda o ideal cristão sob a luz da razão:
Capítulo XX – O Dever, ele escreve:
“O amor é a força suprema que rege os mundos; o dever é a aplicação do amor. Quem ama,serve. Quem serve, realiza o bem.”
Em O Grande Enigma, no Capítulo XVI – O Culto do Belo, Denis aponta:
“O verdadeiro discípulo do Cristo é aquele que faz da sua vida um apostolado silencioso,irradiando a luz do bem por onde passa.”
Joana de Ângelis: A Psicologia do Amor como Alimento da Alma.
Na obra Vida Feliz (Divaldo Franco – Espírito Joana de Ângelis):
Mensagem 45:
“Ama sempre,mesmo quando não sejas correspondido,porque o amor é fonte que desata correntes e dissolve as algemas do sofrimento.”
Em Jesus e Atualidade, capítulo 1 – Discípulos de Jesus:
“O discípulo real do Mestre é o que ama sem impor,serve sem exigir,permanece quando todos partem,e se sacrifica em nome do bem.”
Joana nos apresenta o amor não como emoção instável,mas como decisão de doação contínua, que é o verdadeiro critério de reconhecimento espiritual.
Raul Teixeira: O Trabalhador da Seara de Coração Humilde.
No livro Na Seara do Mestre (Espírito Camilo – psicografia de Raul Teixeira):
Capítulo "Discípulos de Ontem, Servidores de Hoje",encontramos:
“Jesus não busca especialistas em letras, mas corações dóceis e voluntários.O sinal é o amor:quem ama,não cansa de servir.”
Raul reforça o caráter prático do amor no cotidiano das casas espíritas, no acolhimento, no passe, na escuta fraterna formas pelas quais o discípulo se revela.
Aplicações na Seara: O Amor como Ação
A seara de Jesus não é feita de teorias, mas de mãos estendidas,gestos anônimos e sacrifícios discretos.Os trabalhadores espíritas são convidados a ser reconhecidos pelo que sentem,mas principalmente pelo que praticam em silêncio,com doçura,renúncia e espírito de cooperação.
Quem se oferece ao serviço na Seara do Cristo deve trazer no coração a sua insígnia: a bondade ativa.
*Conclusão Consoladora.
O verdadeiro discípulo não é o que fala mais,nem o que se destaca aos olhos do mundo,mas aquele que ama discretamente,que perdoa com sinceridade,e que serve mesmo quando incompreendido.
Lembremos as palavras do Mestre:
“Nisto conhecerão todos que sois meus discípulos: se vos amardes uns aos outros.”
(João 13:35)
Que cada gesto nosso,cada palavra e cada renúncia seja como uma pétala de luz ofertada ao Cristo,para que a seara floresça onde houver espinhos.
“Na obra do bem,não importa o tamanho da tua missão,mas que tenhamos a nossa no cerne íntimo imantado ao tamanho do nosso amor.”
Referências:
Bíblia de Jerusalém – João 13:35
KARDEC, Allan. O Evangelho segundo o Espiritismo, cap. XI, itens 4 e 13.
KARDEC, Allan. O Livro dos Espíritos, questões 886 e 917.
KARDEC, Allan. Revista Espírita, julho de 1865, artigo O egoísmo e o orgulho – causas do sofrimento.
DENIS, Léon. O Problema do Ser, do Destino e da Dor, cap. XX – O Dever.
DENIS, Léon. O Grande Enigma, cap. XVI – O Culto do Belo.
JOANA DE ÂNGELIS. Jesus e Atualidade, cap. 1.
JOANA DE ÂNGELIS. Vida Feliz, mensagem 45.
CAMILO (espírito), psicografia de Raul Teixeira. Na Seara do Mestre, cap. “Discípulos de Ontem, Servidores de Hoje”.
A OBSESSÃO FAMILIAR - E O MITO DA “MEDIUNIDADE MISSIONÁRIA"
Quando o amor se transforma em sugestão psicológica e o lar passa a alimentar ilusões espirituais.
Há uma forma de obsessão pouco discutida nos meios espíritas e espiritualistas. Ela não se manifesta apenas através da influência de Espíritos desencarnados perturbadores, mas também por intermédio das ideias fixas, projeções emocionais e expectativas desmedidas cultivadas dentro do próprio ambiente familiar.
Não são raros os casos em que pais, avós ou parentes passam anos repetindo a uma criança ou adolescente que ele possui uma "mediunidade extraordinária", uma "missão grandiosa" ou uma "tarefa espiritual superior" destinada a mudar o mundo.
Aquilo que inicialmente parece incentivo pode converter-se em verdadeira indução psicológica.
Allan Kardec ensina que a mediunidade é uma faculdade natural, encontrada em diferentes graus na humanidade. Em "O Livro dos Médiuns", item 159, afirma que toda pessoa que sente, num grau qualquer, a influência dos Espíritos é, por isso mesmo, médium. Contudo, em momento algum Kardec estabelece que a mediunidade seja sinônimo de superioridade moral, santidade ou missão especial.
Ao contrário, em "O Livro dos Espíritos", questões 459 e 466, os Espíritos esclarecem que as influências espirituais ocorrem constantemente sobre os pensamentos humanos, e que muitas vezes somos dirigidos por sugestões que sequer percebemos.
Quando uma família insiste continuamente em convencer um filho de que ele é um "escolhido", um "missionário" ou um "enviado espiritual", cria-se um fenômeno delicado: a sugestão sistemática. A criança passa a interpretar acontecimentos comuns como manifestações sobrenaturais. Sonhos tornam-se profecias. Intuições tornam-se revelações. Coincidências transformam-se em sinais divinos.
Em muitos casos, não há má-fé. Há afeto, entusiasmo e desconhecimento. Entretanto, o resultado pode ser profundamente prejudicial ao equilíbrio psicológico e espiritual.
Kardec adverte, em "O Livro dos Médiuns", capítulo XXIII, que a obsessão não ocorre apenas por ação direta dos Espíritos inferiores. Ela encontra terreno fértil nas imperfeições humanas, no orgulho, na vaidade e nas ideias fixas.
Nesse sentido, o culto familiar à "missão espiritual" pode tornar-se um poderoso instrumento de fascinação. A fascinação, segundo Kardec, é uma das formas mais perigosas de obsessão, porque altera a capacidade crítica do indivíduo, levando-o a aceitar sem exame aquilo que deseja acreditar.
José Herculano Pires observava que um dos maiores perigos do movimento espírita é a substituição do estudo pelo personalismo. Quando a figura do médium passa a ser mais importante que o conteúdo moral da Doutrina, abre-se espaço para mistificações, fanatismos e desequilíbrios.
A verdadeira grandeza espiritual não necessita de proclamações familiares nem de títulos espirituais. Os grandes missionários da humanidade foram reconhecidos pelas obras, pela renúncia e pelo serviço prestado ao próximo, não por anúncios antecipados de parentes ou admiradores.
O próprio Espírito Emmanuel adverte que a mediunidade é instrumento de trabalho e responsabilidade, jamais certificado de elevação moral.
A Doutrina Espírita é clara ao ensinar que a evolução se mede pelas virtudes conquistadas. Em "O Livro dos Espíritos", questão 625, encontramos Jesus como o modelo e guia da Humanidade. Não é a capacidade de ver Espíritos que define a grandeza de alguém, mas a capacidade de amar, servir, perdoar e melhorar a si mesmo.
Muitos jovens adoecem emocionalmente ao carregar expectativas familiares desproporcionais. Sentem-se obrigados a produzir fenômenos, receber mensagens ou apresentar dons extraordinários para corresponder às crenças dos pais. Outros desenvolvem sentimentos de superioridade espiritual, comprometendo o próprio progresso moral.
O lar deve ser escola de equilíbrio, não laboratório de exaltações místicas.
Se uma faculdade mediúnica realmente existir, ela se manifestará naturalmente e deverá ser educada com estudo sério, disciplina, humildade e observação criteriosa, conforme recomenda Kardec.
A função dos pais não é decretar missões espirituais para os filhos. Sua missão é mais simples e mais sublime: educar consciências, formar caracteres e ensinar valores.
Toda vez que a família substitui a educação pela exaltação, corre o risco de alimentar ilusões.
Toda vez que substitui o estudo pelo entusiasmo, aproxima-se do fanatismo.
E toda vez que transforma uma possibilidade mediúnica em símbolo de superioridade, afasta-se dos princípios fundamentais do Espiritismo.
A prudência, ensinava Kardec, é uma das maiores garantias contra o erro.
No campo da mediunidade, menos deslumbramento e mais discernimento continuam sendo a melhor proteção contra as obsessões visíveis e invisíveis.
Fundamentação Doutrinária
Questão 459 de O Livro dos Espíritos: os Espíritos influenciam nossos pensamentos e atos.
Questão 466: a influência espiritual varia conforme nossas disposições morais.
Questão 625: Jesus é o modelo e guia para a Humanidade.
Questão 919: o autoconhecimento é um dos maiores instrumentos de progresso espiritual.
Capítulo XXIII de O Livro dos Médiuns: estudo da obsessão, subjugação e fascinação.
Item 159 de O Livro dos Médiuns: definição de médium.
Capítulo XX dos Médiuns: responsabilidade moral do exercício mediúnico.
Alerta aos Familiares:
Nem toda sensibilidade é mediunidade.
Nem toda mediunidade representa moralidade.
Nem toda criança sensível está vendo Espíritos.
Nem toda intuição é revelação espiritual.
Nem todo sonho possui significado transcendente.
A repetição constante de narrativas místicas pode criar dependência emocional, fantasias de grandeza e dificuldades psicológicas reais.
A melhor proteção para um possível médium continua sendo: estudo, equilíbrio emocional, senso crítico, vida moral saudável e ausência de deslumbramento.
Fontes:
O Livro dos Espíritos.
O Livro dos Médiuns.
Fonte Viva.
Ceifa de Luz.
Vereda Familiar.
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"Nenhuma rosa se entrega ao golpe do machado. O amor verdadeiro floresce apenas nas mãos que aprenderam que esperar é a mais profunda forma de cuidar."
"Há mares que escondem corpos, mas nenhum oceano é profundo o bastante para afogar o amor. O que a eternidade acolhe jamais desaparece; apenas aprende uma nova maneira de permanecer."
A CORAGEM DO AMOR QUE ACEITOU O CÁLICE.
Capítulo: XVIII
Livro: Migalhas Da Grande Mesa.
Autor: Marcelo Caetano Monteiro.
Quando contemplamos a oração de Jesus no Getsêmani, percebemos uma das mais profundas demonstrações de grandeza moral registradas pela História. Aquele instante não representa a fraqueza de um Espírito diante da dor, mas a fortaleza incomparável de quem conhecia plenamente as consequências da missão que viera cumprir e, ainda assim, escolheu permanecer fiel ao Bem.
Muitas vezes, a leitura apressada dessa passagem conduz à ideia de que Jesus teria pedido apenas para ser poupado do sofrimento físico. Entretanto, uma análise psicológica, filosófica e moral permite enxergar um horizonte muito mais vasto. O cálice simboliza, igualmente, o peso da incompreensão humana, da violência moral, da ingratidão, do orgulho e da recusa deliberada da verdade por parte daqueles que preferiram silenciar o amor em vez de ouvi-lo.
É admirável a coragem do amor de Jesus. Observemos que Ele não abandona sua missão, tampouco se revolta contra a vontade do Pai. Ao contrário, submete-se integralmente à Lei Divina, demonstrando que a verdadeira liberdade espiritual consiste em harmonizar a própria vontade com a vontade de Deus.
Sob uma perspectiva filosófica, é possível compreender que a súplica de Jesus não revela o desejo de escapar ao dever. Antes, convida-nos a refletir sobre a gravidade moral dos atos humanos. A consumação daquela injustiça representaria um comprometimento ainda maior daqueles que, movidos pela inconsequência, pelo fanatismo, pela vaidade e pelo orgulho, escolheriam condenar justamente aquele que lhes oferecia apenas amor, esperança e renovação.
A tragédia maior não residia na cruz, mas na consciência daqueles que, podendo acolher a luz, preferiram as sombras. O sofrimento físico terminaria em poucas horas; entretanto, as consequências morais das escolhas permaneceriam gravadas na intimidade dos Espíritos, reclamando, ao longo das existências sucessivas, o aprendizado que somente a experiência e o arrependimento sincero poderiam proporcionar.
Sob o aspecto psicológico, o Getsêmani revela uma das maiores lições sobre a natureza humana. O orgulho possui extraordinária capacidade de cegar a inteligência. A vaidade convence o indivíduo de que está sempre certo. A ausência de empatia transforma pessoas em instrumentos da própria violência. Quando essas imperfeições se unem, o ser humano passa a justificar o injustificável, convencendo-se de que pratica o bem enquanto produz sofrimento.
Essa realidade permanece profundamente atual. Mudaram-se os séculos, modificaram-se as vestimentas, evoluíram as tecnologias, mas os conflitos íntimos continuam essencialmente os mesmos. Ainda hoje, quantos julgamentos precipitados destroem reputações? Quantas palavras ferem mais profundamente do que qualquer espada? Quantas vezes o orgulho impede o perdão, e a vaidade impede o reconhecimento do próprio erro?
Continuamos, muitas vezes, repetindo os mesmos equívocos daqueles dias. Ainda existem consciências que preferem a aparência à verdade, o interesse pessoal à justiça, a intolerância ao diálogo e a condenação à compreensão. A cruz, em muitos momentos, deixou de ser feita de madeira para ser construída com a calúnia, a indiferença, a humilhação pública e a ausência de fraternidade.
Jesus, porém, permanece como o exemplo absoluto da maturidade espiritual. Não responde ao ódio com ódio. Não combate a violência com violência. Não permite que a maldade alheia altere a pureza de seus sentimentos. Sua maior vitória não consistiu em evitar o sofrimento, mas em impedir que o sofrimento modificasse a excelência de seu caráter.
Essa é uma das maiores lições morais do Evangelho. O verdadeiro homem de bem não é aquele que jamais enfrenta dificuldades, mas aquele que conserva a serenidade, a dignidade e o amor mesmo quando cercado pela incompreensão.
À luz da Doutrina Espírita, compreendemos que Deus não deseja o sofrimento de seus filhos, mas permite que cada Espírito colha as consequências naturais de suas escolhas, encontrando nelas os instrumentos de sua própria educação moral. O cálice de Jesus, portanto, transforma-se em um convite silencioso para examinarmos o nosso próprio coração.
Antes de condenarmos os personagens daquela época, convém perguntar: quantas vezes também recusamos o amor por orgulho? Quantas oportunidades de reconciliação deixamos escapar por vaidade? Quantas vezes permanecemos indiferentes diante da dor do próximo porque estávamos excessivamente ocupados conosco mesmos?
O Evangelho não foi escrito para julgarmos os homens do passado, mas para reconhecermos, em nós mesmos, aquilo que ainda necessita ser transformado. O Getsêmani continua existindo dentro da consciência humana, sempre que somos chamados a escolher entre o egoísmo e a caridade, entre o orgulho e a humildade, entre a intolerância e o amor.
Fontes:• Bíblia Sagrada - Mateus 26:39.• O Evangelho Segundo o Espiritismo.• O Livro dos Espíritos, especialmente as questões relativas ao progresso moral e à Lei Divina.• A Gênese.
Frase:
" Que o exemplo de Jesus nos inspire a vencer o orgulho pela humildade, a vaidade pela simplicidade e a indiferença pela caridade, pois toda consciência que aprende a amar aproxima-se, um pouco mais, da verdadeira paz. "
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Cada beijo que você deixa no meu rosto é como um carimbo de amor,
lembrando-me, a todo
instante, da sorte que tenho em te ter.
Se quem ama cuida, então o meu amor por você se revela em cada detalhe, em cada gesto de carinho e em cada momento em que faço questão de estar ao seu lado.
Quando o silêncio é de amor, ele canta sem palavras, toca a alma com suavidade e diz ao coração tudo aquilo que os lábios não conseguem explicar. Porque o verdadeiro amor também se revela nos olhares, nos gestos e na presença que acolhe.
O seu amor iluminou meu coração, transformou minha alma e deu um novo sentido à minha vida. Ao seu lado, os dias ganham mais cor, os sonhos se tornam mais bonitos e cada momento se torna especial. Sou grata por ter você comigo e por fazer do meu mundo um lugar tão cheio de amor.
Seu amor é o doce afeto que ilumina meus dias e aquece meu coração. Em cada sorriso seu, encontro a certeza de que a vida fica mais bonita quando estamos juntos.
