Amor Sincero e Nao Correspondido
"Daí, me vem à cabeça uma velha canção, a trazer-me velhas recordações de um antigo amor, num poeirento abril."
Haredita Angel
21.11.23
"Meu segredo de amor, você.
Desejo maior do meu coração, você.
E você nunca soube e nem há de saber.
Às vezes, o calar é o falar mais forte da dor!"
Haredita Angel
30.05.25
"O amor da minha vida era loucura e paixão, como só os loucos conhecem.
O amor para a minha vida é amor,
tão somente amor, como só os loucos desconhecem.
O primeiro foi tempestade que me ensinou a sentir, e o segundo o cais que escolhi ancorar."
Haredita Angel
30.05.26
"Criatura de Deus, te entrega prô amor, te doa pra alguém, sente a felicidade; acorda pra vida, tenta existir de alguma maneira, faz acontecer alguma coisa antes que chegue o fim...
o teu fim!"
Haredita Angel
25.02.14
"Mulher, ser infinito,
Que a vida faz continuar.
Mulher, escolhida para o amor complementar."
-Haredita
11.08.12
"Eu vi numa rua, feliz o amor segurando a mão da saudade.
Depois eu vi a saudade numa rua, triste não segurando as lágrimas.
E, novamente eu vi o amor feliz segurando a mão de outra saudade."
Haredita Angel
07.09.25
"Nunca tive jeito para grandes amores.
Talvez porque amor-próprio já dá muito trabalho."
Haredita Angel
30.09.15
Salmos 63:3
O teu amor leal é melhor do que a vida! Por isso, os meus lábios te exaltarão.
“Antes perder tudo nesta vida do que viver sem o amor de Deus!”
Colossenses 3:14
Sobre todas essas coisas, porém, vistam-se do amor, que é o elo perfeito.
O amor é a expressão visível da nova vida em Cristo: fomos chamados não apenas a conhecer a verdade, mas a vivê-la em amor.
Salmos 25:11
Por amor do teu nome, Senhor,
perdoa a minha iniquidade,
pois é grande.
“Não há pecado grande demais para a misericórdia daquele cujo nome é infinitamente maior que a nossa culpa.”
Romanos 8:35
Quem nos separará do amor de Cristo? A tribulação, ou a angústia, ou a perseguição, ou a fome, ou a nudez, ou o perigo, ou a espada?
“A tribulação pode testar a fé, mas jamais romperá a aliança do amor de Cristo.”
Efésios 5:2
E andai em amor, como também Cristo nos amou, e se entregou a si mesmo por nós, em oferta e sacrifício a Deus, em cheiro suave.
“A cruz é a medida do amor de Cristo e o preceito da vida daquele que foi alcançado pela graça.”
FRAGMENTO DE UM AMOR DE AREIA
Tenho um desejo antigo, que me acompanha desde a infância: o sonho de ser amada. Amada de forma incondicional, com a leveza de quem sabe que está sendo cuidada. Às vezes me pergunto se essa busca por cuidado e proteção é uma essência que pulsa em toda mulher, ou se em mim é apenas uma carência incurável. Será que há algo de errado na minha estrutura?
O paradoxo é doloroso: essa necessidade absoluta de afeto foi o que me manteve viva e esperançosa por tanto tempo, e é esse mesmo sentimento que, agora, me consome aos poucos. Na verdade, a sensação de vitalidade se esvaiu; eu me perdi, e minha essência evaporou. Aprendi, da maneira mais árdua, que não existe traição maior do que nos anularmos por causa de uma paixão, esquecendo que o amor-próprio deveria ser a nossa maior fortaleza.
Por insistir em um amor feito de castelo de areia, construído à beira-mar na maré alta, eu me desphysiquei. Hoje, me desencontro fragmentada neste oceano em que mergulhei. Sinto-me incapaz de me refazer, perdida na imensidão mais profunda e escura das minhas próprias águas, onde o oxigênio parece resumido a poucas bolhas prestes a estourar. Estou exausta. A cada respiração, sinto o ar faltar, e a dor dessa sufocação é devastadora. No fundo, a gente não anseia pelo último suspiro; o que a alma quer é apenas que a dor finalmente cesse e vá embora.
Sinto-me desamparada, sem um teto emocional onde pousar. Olhando para trás, percebo que sempre me senti uma inquilina indesejada nos espaços que ocupei, então eu já deveria estar acostumada com esses meus desfechos. O sonho de encontrar um abraço para chamar de lar chegou ao fim. Acho que passei a vida dormindo e fantasiando acordada; agora despertei e me vi sem chão, sem vida. Como dói velar o próprio corpo enquanto o peito ainda insiste em respirar.
Dizem que os artistas são dramáticos e transbordam sentimentalismo. Eu não nasci com dons artísticos, mas herdei a mesma intensidade para sofrer — só que o meu drama acontece no palco da vida real. Como eu gostaria que tudo isso fosse teatro, para poder descer do palco e deixar o figurino da dor no camarim. Queria ser apenas plateia e assistir a mim mesma de longe. Contudo, minha existência virou um espetáculo onde sou a protagonista menos afortunada, aquela cujo final feliz nunca alcançou as cortinas. Eu quis ser a mocinha da minha história, mas roubaram-me o papel e me vestiram de vilã. Prenderam-me em um labirinto repleto de armadilhas, onde minha alma se perdeu e meu corpo permanece estático, de olhos abertos, assistindo à vida passar como um espectador anestesiado.
No espelho, vejo a pessoa mais corajosa e, ao mesmo tempo, mais ingênua que conheço. Corajosa por ter mantido os olhos brilhando e acreditado no amor; e ingênua por não ter recolhido meus pedaços e ido embora logo no primeiro sinal de ausência e desencontro.
“A primeira é uma história de amor. A segunda é uma história de violação de direitos. Reconhecer uma não exige silenciar a outra.”
— Célia Regina Carvalho
Livro: Solange, menina-mãe
