Amor Sincero e Nao Correspondido
Você começa o processo de mudança ao entender como seus pensamentos e hábitos o levaram ao problema e promete mudar. Aí você começa - primeiramente dando passos pequenos e depois dando saltos - para aprender a ser a pessoa que você quer ser.
Inspiração...inspiração.
O que é inspiração?
Inspiração é o que faz meus olhos brilharem, e faz meu pensamento viajar.
Inspiração é o que me leva além...além dos meus limites.
Ao me inspirar...vejo um futuro que ainda não existe. Mas vejo em mim a possibilidade de realizar.
O que me inspira? O que me faz viajar?
As vezes um sorriso...as vezes um olhar...as vezes toque...as vezes o falar.
É viagem sem sair do lugar.
Ao mesmo tempo mil lugares visitar.
Imaginar...imaginar...é só começar!
- São anjos.
- São pessoas.
- São anjos.
- Pessoas.
- Anjos!
- Pessoas! Só pessoas Renata. Com defeitos e problemas como qualquer um. – Ele disse já sem paciência com a conversa.
- Não interessa! – Ela disse também sem paciência. – São eles que iluminam meu dia. – Sussurrou.
E a vontade surge sem explicação. Toda aquela profusão de sentimentos forçando para sair. Ela respira fundo tentando controlar-se, tentando ilusoriamente passar para si mesma a sensação de estar no comando. Mas não esta. Já faz algum tempo que perdeu o controle de si e do resto. Enfim, a maré enche de vez e transborda, alagando tudo e lavando lhe a alma.
Tínhamos chance.Tínhamos planos, sonhos e desejos. Tínhamos promessas e declarações. Tudo tão abstrato e parecia tão palpável.
Ficou impresso nas paredes...Os risos, os sonhos,as promessas, as falas doces, os "Bom dia" e "Boa noite". Ficou impresso nas paredes as gargalhadas de todos, até o brilho que tínhamos no olhar está impresso na maldita parede. Está tudo lá. Nos cômodos, nos moveis,na rotina...
Mas também ficou impresso na parede os choros, os lamentos, os “Por quê?”. Também ficou impresso nas paredes cada magoa, cada decepção, cada vez que notamos que estava dando tudo errado e desmoronando. Ficou impresso nas paredes os gritos, as ofensas, os momentos de solidão acompanhada. Está tudo lá. Nos cômodos, nos moveis e na rotina.
Caiu e fez-se em mil pedaços. Ela insistentemente tentava junta-los e só o que conseguia era cortar-se cada vez mais mais.
No fundo ele é o mesmo menino que fugiu pela janela, que deixou marca de queimado no chão do quarto e que fingia ir dormir quando a vó mandava, mas continuava acordado.
É o mesmo menino que correu riscos por um amigo, que fez guerra de lama e que mesmo gostando da casa da vó, sentiu falta de casa.
É o menino que queria não magoar ninguém nem ser magoado, que se convenceu que todos irão machuca-lo e tenta estar preparado.
É o menino que se culpa por coisas que não estavam em suas mãos e sofre calado por isso.
É o menino que quer muito alguém que fique, quer alguém que o veja e não que só enxergue as mascaras que ele usa para falar com a maioria.
No fundo ele é o mesmo menino de antes e espero que ele saiba que isso faz dele um homem e tanto.
Ela tragava lentamente, deixando que a toxina fizesse seu trabalho enquanto observava a fumaça dançando no ar e por uma fração de segundo conseguia esquecer de tudo e só existia a fumaça e sua coreografia
Minha mente meio tórpida balança entre o agora e o talvez, absorvendo possibilidades que quase parecem lembranças de tão intensas sensações que experimenta.
Meu ser meio adormecido, tenta agarrar-se a dolorosas ilusões que aos poucos se desfazem e escapam feito poeira passando por entre os dedos.
Minha mente, agora lucida, castiga-me com memórias forjadas, desejos inalcançáveis e abre reais feridas.
Meu ser já tão cansado, entorpece-se mais uma vez e minha mente volta a balançar.
A noite caia do lado de fora e também invadia cada partícula dela. A cabeça apoiada no travesseiro enquanto esperava o sono lhe dominar, mas a balburdia interna não permitia e aos poucos o cansaço, o desespero, as incertezas, tudo se liquefazia e escorria pelo rosto enterrado nas cobertas.
Ela se encolheu deitada em um canto e deixou que a dor fluísse em forma de choro, tremores e soluços. Era tanta dor que céu se emocionou e chorou com ela.
Ela sempre foi a ponte entre o caos e o caminho a seguir. Sempre teve como missão auxiliar em decisões difíceis. A medida que os passantes iam andando pela ponte, ela descobria seus medos, receios e desejos. Ajudava-os a enfrenta-los e o fim da ponte sempre era no inicio do melhor caminho a seguir. Ela sempre foi a ponte, e por mais que alguns demorassem mais para atravessa-la, no fim, ninguém ficaria.
Nove da manhã, os raios do sol entram pela janela e iluminam os pequeninos olhos claros com raios dourados. Elas os herdara dele, assim como os cabelos cor de mel, da mãe herdara os cachos e as bochechas saltadas.
Onze da manhã e ela corre, ao menos tenta, mas curtas pernas ainda cambaleiam levando-a em direção ao pai e arrancando risadas da mãe.
Duas da tarde e a tolha está esticada sobre o gramado, deitados sobre ela, ambos brincam com a pequena. Sorrisos, risos e olhares repletos de felicidade. E há quem diga que o paraíso não é aqui.
É fim de tarde e a maçaneta da porta de entrada gira, a casa vazia encontra-se na penumbra e ela entra sozinha.
Já é noite, a escuridão tomou conta e as luzes não foram acesas, não há risos nem conversas intermináveis, nem beijos e abraços. Tudo ficou em um futuro que não virá e ela está sozinha e ficará assim.
O pulmão arde pela ausência de oxigênio, os braços e pernas, cansados do esforço para tentar emergir, aos poucos reduzem sua velocidade. A dor cresce em um ritmo maior do que ela consegue subir e aos poucos ela se entrega e inerte se deixa afundar…
Acredite, ela preferia ser diferente. Preferia ainda ser capaz de sorrir por qualquer coisa, sorrir de verdade. Não aquele sorriso que ela ensaia todos os dias em frente ao espelho para poder fingir que esta tudo bem e preferia sair pulando em poças na chuva ao invés de sucumbir na tempestade dentro dela.
Acredite, ela ainda ama ver o sol nascer e dormir ouvindo as gotas de agua tilintarem no vidro da janela, ela ainda ama dar as mãos e girar no meio da rua, mesmo que isso pareça ridículo,ela ainda ama abraços apertados, sair andando de madrugada sem ter um rumo, só para olhar o céu estrelado. Ela ainda torce para chover enquanto você estão a pé e longe e casa só para poder correr com você na chuva, ela ainda ama cantar mesmo que desafinado e que sujem o nariz dela com a massa do bolo.
Acredite, ela se divertiria bem mais se a massa acabasse espalhada em vocês dois e por toda a casa do que dentro do forno.
Acredite, ela ainda ta ali em algum lugar, mas ela esta se afogando de forma lenta e não consegue voltar a superfície. Ela estica as mãos diariamente na esperança de que alguém veja e a salve… Porem é caos demais para saber lidar, se nem ela consegue imagina outra pessoa.
Acredite, ela entende, mas isso não tira a dor que ela sente por estar morrendo.
