Amor Sincero e Nao Correspondido
Felicidade vai além do que podemos comprar, ela é apenas a nobreza de uma vida tranquila perto de quem nos faz bem,mas nos distraímos demais pra lembrar disso e quando percebemos,passou.
Se mergulharmos profundamente no oceano das nossas origens, perceberemos o quão "límpidas" e "azuis" são as águas que nos banham a alma, em cada ação silenciosa da Vida que não cessa... Difícil não é deslumbrar o belo que se anuncia, mas na realidade, o que nos retarda o princípio elementar do progresso, é a disposição para vive-lo e senti-lo, através do Amor que nos projeta aos labores Infinitos... Sejamos então, meus amados, "crianças" no olhar, na graça, na pureza, e no Divino esculpido em nossas afeições...
Palavras devem ser ditas com o coração, gestos requerem a expressão dos sentidos e a interpretação da alma...O objetivo do bem, meus irmãos, é disseminar o divino e o belo, através de um sentimento nobre que em todos emerge como fagulha reluzente na infinidade do cosmos. A energia constituída se solidifica mais uma vez, comprovando a tamanha misericórdia e a infinita presença de Deus em nós....Sim, devemos prosseguir, pois todo trabalho à serviço do amor faz-se incessante e imperioso na legislação maior...Muita luz existe naquilo que hoje construímos e trazemos em nossas convicções. Toda musicalidade consolidada, é um reflexo de que já somos capazes de sentir, respirar e viver esta harmonia, resgatando vidas e transformando individualidades, através de uma generosa forma de arte e "impressão"...Somos vencedores, pois acreditamos, e somos "artistas", não por simplesmente representarmos de forma magnífica os exemplos regeneradores da história, mas principalmente, meus amados, por sermos capazes de abraçar e traduzir a vontade do altíssimo...
Deixe-me espalhar nos campos,
O doce perfume das flores que recebi,
Assim como o mundo precisa de amor, nós precisamos de sonhos...
Ide e espalhai nos campos,
O doce perfume das flores que te dei,
Assim como o mundo precisa de amor, nós precisamos de luz para viver..
Sabe aquele momento em que buscamos recomeçar? Onde percebemos que tudo foi transformadamente iniciado, e que já não precisamos respirar os “poluentes” do passado, abrindo assim, um largo e frutuoso caminho para o despertar de novas aspirações...Assim, podemos dizer que o amor é um sentimento que se transforma, dentro de sua própria simplicidade, pois simples também é o coração que ama, por dentro da ávida alma que palpita...
...Como se um raio de luz, nos penetrasse a vida, e essa mesma vida se transpusesse, sobretudo, acima das nossas convicções, transformando as nossas dúvidas em verdadeiros alicerces, sentimos brotar dos nossos sentidos, elementos amplamente salutares... Que o pesar, seja "acortinado" de glória, que a glória, seja mantida por nossa fé...Existe um sentimento que nos revela sabedoria, uma vida que sempre nos fala de amor...Da mesma forma que de uma mesma rosa, espinhos perfuram e cortam, pétalas também encantam e perfumam...
Cada momento, deve ser visto como uma oportunidade de avanço e de transformação. Se a situação momentânea é delicada, ela requer delicadeza, se é difícil, requer sabedoria, serenidade e acerto, se é dolorosa, exige força e espiritualidade, e se ainda, essa mesma dor for coletiva, com amor, precisaremos "transbordar" de compaixão e solicitude...
Nos achamos mergulhados em nós mesmos, por tudo o que somos, e por tudo aquilo que realizamos. Através do pensamento positivo, abrimos caminhos de sólidas realizações, mas somente através do amor, somos capazes de permitir, que as alegrias se tornem plenas em nossas almas...
Na infinidade de tudo o que existe, do átomo ao Cosmos, do Homem ao pó...Agradecemos o dom da Vida, o dom do existir...A oportunidade de nos projetarmos ao maravilhoso tempo, no suave frescor da brisa de cada momento, ao amor que nos invade, e ao Sol que nos ilumina alegre e contente, dissolvendo as sombras do nosso passado, as lágrimas que ainda não secaram, mas que já aceitam a beleza cristalina, das "águas", que continuam se movendo...
Observe a vida com critério, viva o tempo com sabedoria, vença o obstáculo com confiança, cultive a oportunidade com alegria, aceite o próximo com amor...
Muitos acreditam que o céu têm mais brilho e é mais bonito quando possui uma constelação de estrelas, eu já penso diferente. Meu céu brilha mais e é mais lindo porque possuo uma única estrela, você!
Eu me sinto tão confiante com relação a nós que me faltam palavras, e isso nunca aconteceu se tratando de amor. É algo puro, nada ensaiado, é natural, improvisado.
MEU CÃO - A FIDELIDADE QUE SOBREVIVE AO TEMPO E À RUÍNA DOS CORPOS.
Autor: Marcelo Caetano Monteiro .
* “Prefiro confiar em meu cão São Bernardo do que confiar na criatura humana.”
Dr. Axel. Munthe, autor do best-seller: O Livro De San Michele. Escrito originalmente em 1929.
A história de Argos, o cão que aguardou por vinte anos o retorno de seu senhor, permanece como uma das mais elevadas expressões éticas legadas pela tradição clássica. Mais do que um episódio secundário da epopeia homérica, ela constitui um testemunho silencioso acerca da natureza da fidelidade, da memória e da lealdade que resiste ao desgaste do tempo, à corrosão da matéria e à falência moral dos homens. Nessa narrativa, a condição animal não se apresenta como inferior, mas como depositária de uma virtude que a civilização, em sua complexidade, gradualmente perdeu.
O retorno de Odisseu a Ítaca não se dá sob o brilho do triunfo, mas sob o véu da decadência. Após vinte anos de ausência, dez consumidos pela guerra e outros dez diluídos em errâncias e provações, o herói regressa envelhecido, marcado pela dor, pela fadiga e pela experiência. Aquele que outrora fora símbolo de engenho e vigor já não possuía o corpo que o consagrara, mas carregava em si a memória viva de tudo o que fora perdido. A própria astúcia, outrora instrumento de glória, agora servia apenas à ocultação de sua identidade.
Atena, expressão da prudência e da razão estratégica, aconselha-o a ocultar-se sob a aparência de um mendigo. A pátria que deveria acolhê-lo transformara-se em território hostil. Os pretendentes haviam tomado sua casa, dissipado seus bens e ameaçado a integridade de sua linhagem. Nem mesmo Penélope, símbolo da fidelidade conjugal, foi capaz de reconhecê-lo sob o véu da decrepitude. A visão humana, condicionada pelas aparências, falhou. O olhar viu, mas não reconheceu.
Foi então que a fidelidade se manifestou onde menos se esperava. Argos, o velho cão abandonado à margem do palácio, esquecido entre a poeira e os detritos, conservava intacta a memória do seu senhor. O corpo exausto já não sustentava a vida com vigor, mas a essência permanecia desperta. Ao ouvir a voz e sentir o odor daquele que amara, ergueu-se como pôde, moveu a cauda e reconheceu. Nenhuma máscara, nenhum disfarce, nenhuma degradação física foi capaz de enganá-lo. O reconhecimento foi imediato, absoluto e silencioso.
O gesto de Argos possui uma força simbólica que transcende a narrativa. Ele não exige palavras, recompensas ou reconhecimento. Sua fidelidade não depende de promessas nem de reciprocidade. É fidelidade ontológica, inscrita na própria natureza do ser. Odisseu, impedido de revelar-se, contém as lágrimas, pois compreende que ali, naquele instante, se manifesta uma verdade mais profunda do que qualquer triunfo humano. Logo após cumprir sua última função, Argos morre. Não por abandono, mas por consumação. Sua existência encontra sentido no ato final de reconhecer aquele a quem sempre pertenceu.
Esse episódio, narrado no Canto XVII da Odisseia, ultrapassa o campo da épica para inserir-se no domínio da reflexão ética. Ele revela que a fidelidade não é produto da razão discursiva, mas da constância do ser. Enquanto os homens se perdem em interesses, disfarces e conveniências, o animal permanece fiel àquilo que reconhece como verdadeiro. A memória afetiva, nesse contexto, revela-se mais poderosa do que qualquer construção racional.
É nesse ponto que a reflexão de Axel Munthe se insere com notável precisão. Ao afirmar que * " Prefere confiar em seu cão a confiar no ser humano " , o médico e pensador não profere um juízo de misantropia, mas uma constatação ética fundada na observação da realidade. Sua experiência com o sofrimento humano ensinou-lhe que a razão, quando desvinculada da integridade moral, converte-se em instrumento de dissimulação. O cão, ao contrário, desconhece a duplicidade. Sua fidelidade não é estratégica, mas essencial.
A frase de Munthe revela uma crítica severa à condição humana moderna. O homem, dotado de linguagem, inteligência e consciência, frequentemente utiliza tais atributos para justificar a traição, disfarçar interesses e legitimar a ruptura dos vínculos. O animal, desprovido dessas faculdades, conserva uma coerência ética que o eleva moralmente. Ele não promete, mas cumpre. Não calcula, mas permanece. Não racionaliza, mas é fiel.
Há, portanto, uma convergência profunda entre a figura de Argos e a reflexão de Munthe. Ambos denunciam a fragilidade moral do homem civilizado e exaltam uma fidelidade que não depende de convenções sociais, mas de uma adesão silenciosa ao outro. Essa fidelidade não se anuncia, não se exibe, não se justifica. Ela simplesmente é.
Assim, a história de Argos e a sentença de Munthe convergem para uma mesma verdade essencial: a de que a grandeza moral não reside na eloquência, no poder ou na razão instrumental, mas na capacidade de permanecer fiel quando tudo convida ao abandono. Nesse sentido, o cão torna-se espelho daquilo que a humanidade perdeu ao longo de sua história. E ao contemplar esse espelho, resta ao homem reconhecer que, por vezes, a mais elevada forma de humanidade habita silenciosamente no coração de um animal.
Quando amamos a Deus acima de tudo, as vaidades terrenas perdem o poder sobre nós e encontramos a verdadeira liberdade.
Senhor, fonte de toda bondade e vida, meu coração transborda de uma devoção tão pura quanto a essência das flores, pois em Teu amor indescritível repousa a eternidade da minha existência; cada suspiro é um cântico de gratidão à Tua sublime grandeza.
Sou uma árvore centenária, que brota em um corpo de menino. Minha alma é um livro antigo, cheio de histórias, cheio de sabedoria. Meus olhos são dois poços de água profunda, onde o tempo se reflete, onde a eternidade habita.
Sou um homem que já viveu mil vidas, e ainda assim, sou um menino que brinca com o universo. Minha presença é um silêncio que fala, um vazio que está cheio de significado. Eu sou o resultado de todas as minhas vidas, e ainda assim, sou um mistério para mim mesmo.
Eu sou um enigma, um labirinto, onde a verdade se esconde e a mentira se revela. Mas eu não tenho medo do desconhecido, porque eu sei que sou o guardião de meu próprio destino.
Eu sou um rio que flui sem parar, mas que ainda assim, é profundo e tranquilo. Minha superfície é lisa e brilhante, mas minhas águas são turbulentas, cheias de correntes e redemoinhos. Eu sou um vulcão que dorme, mas que pode acordar a qualquer momento.
Minha vida é um tapete ricamente tecido, com fios de alegria e tristeza. Eu sou um poeta que escreve com o coração, e que canta com a alma. Eu sou um homem que ama profundamente, e que pode detestar com a mesma intensidade. Eu sou um ser humano, com todas as minhas contradições, e ainda assim, sou um mistério para mim mesmo. Mas eu não tenho medo de mim, porque eu sei que sou um ser em evolução.
Eu sou um rio que flui, um vulcão que dorme, um poeta que escreve, um homem que ama. E eu continuo a fluir, a dormir, a escrever, a amar, a viver. E quando eu finalmente chegar ao fim do meu caminho, eu saberei que vivi, que amei, que escrevi. E que deixei um pedaço de mim mesmo, no coração de todos que conheci. E assim, eu me tornarei imortal, um eco que permanecerá para sempre. Um eco de amor, de poesia, de vida. E eu serei feliz, porque vivi.
(“O velho jovem de mil vidas”, de Douglas Duarte de Almeida)
Nunca deixe de amar, ou ser apaixonante na vida, porque o coração das pessoas e sua maioria são fracos ou sem fé sobre a existência do Amor.
Nunca deixe de confiar no seu coração, ele lhe proteje e aguentar todos os dias palavras e atitudes dos quais lhe tornará mais forte, e é capaz de bombear para dentro de suas veias a energia transformando em seus desejos e assim atraindo com isso a Felicidade que voce mereça, Acredite com todas forças que Deus tem reservado pra você o seu Valor...
