Amor pela Escola
Não existe escola sem aluno, nem sem educadores, muito menos sem professores. Também não existe sem um ambiente acolhedor que promova o pertencimento e a existência. Afirmo: a estrutura é importante, mas não essencial. Se houver um educador apaixonado pelo ato de educar, não importará o lugar; sempre haverá mentes e horizontes preparados para reivindicar sua cidadania, exercendo força nas mudanças e inovações para o bem comum.
Uma escola que protege e acolhe, onde cada pessoa existe, pertence e floresce; uma escola de liberdade, dignidade e vida.
Hoje a escola fala em forma de gratidão.
Danielle,
doçura firme,
sabedoria que guia,
exemplo vivo de quem ensina
até quando silencia.
Ana Clara,
movimento que não para,
coração inquieto,
corre porque se importa,
acerta porque é correta.
Susi,
passo forte,
decisão sem medo,
postura arrojada,
ética que nunca se dobra.
Gabi,
menina no sorriso,
mulher no compromisso,
doce no trato,
séria no propósito.
Quatro nomes,
quatro forças,
um só legado:
uma escola melhor
porque vocês passaram por ela.
Nossa homenagem.
Nosso respeito.
Nossa gratidão.
By. Prof. Cranon
Hoje eu e minhas amigas conseguimos superar uma dificuldade da escola. Tiramos notas muito altas na matéria de programação, na qual tínhamos muita dificuldade. Então não desista, persista e você irá conseguir.
A inclusão não acontece apenas pela matrícula do estudante na escola regular. Ela se concretiza quando há diálogo, planejamento conjunto, compartilhamento de responsabilidades e compromisso com o desenvolvimento integral de cada aprendente.
A única escola que ensina a ser pai chama-se filho(a).
Não se preocupe, as experiências te moldarão.
Sala de Aula Ferida
Helaine Machado
Dizem que escola é caminho,
mas tem sido desvio de dor.
Onde a voz do aluno se cala,
e o medo fala mais alto que o amor.
Cadernos fechados pelo grito,
sonhos interrompidos no chão.
Não se aprende sob ameaça,
nem cresce quem vive em tensão.
Farda não pode ser resposta
pra quem só quer existir.
Educação não é confronto,
é ponte pra construir.
Se a escola perde o sentido,
algo precisa mudar com urgência…
porque lugar de aprender é com respeito,
e não com violência.
Helaine Machado
Quando uma escola empurra seus problemas com a barriga, a aparente tranquilidade é apenas a desorganização escondida nos bastidores. Sem planejamento, responsabilidade e compromisso, aquilo que hoje parece estar dando certo poderá ser a causa do fracasso de amanhã.
O meu aniversário é dia 1/9/2018.
Quando eu tenho 5 anos e começo
a ir pra escola, em 2023: "Escola Oásis".
2024: "Escola CEI"
2025 e 2026: "Escola Sandoval"
"Eu odeio a minha escola. Eu odeio todo mundo. Eu odeio minha vida."
A Mulher da Mão Grande
No segundo ano primário, em 1955, eu estava muito mal na escola. Tinha muitas dificuldades com letras e números. Só notas baixas.
Naquela época — não sei se ainda é assim hoje — os alunos tinham que levar o boletim para casa, mostrar para os pais, recolher a assinatura e devolvê-lo para a professora. Era assim que os pais acompanhavam a vida escolar dos filhos.
No meu caso específico, quem cuidava dessa parte era minha irmã. Era ela quem assinava o boletim. Para piorar a situação, trabalhava no Grupo Escolar Carmela Dutra e me controlava no dia a dia também.
Num determinado mês, a coisa, que já estava ruim para o meu lado, ficou pior. Meu boletim vermelhou de vez.
Aí tive uma ideia brilhante.
Transformei tudo que era três em oito. Bem fácil. E os quatro viraram nove. Fácil também. Só que as notas continuaram vermelhas, infelizmente.
Esperei minha irmã ficar ocupada com os afazeres da casa e, no momento certo, pedi para ela assinar o boletim. Ela nem percebeu a besteira que eu tinha feito.
No dia seguinte, cheguei à classe e coloquei o boletim sobre a mesa da professora.
Depois de um tempo, ela me olhou, pegou o boletim e saiu da sala. Voltou acompanhada da diretora e da minha irmã.
Fui guinchado, literalmente, pelas orelhas. A diretora de um lado e minha querida irmã do outro. Levaram-me até a sala da diretora.
Depois de confessado o crime, veio o veredito.
A diretora, uma mulher com a mão maior que a minha cabeça, parecendo um pão caseiro, desferiu um tapa na minha cara com tanta força que, mesmo passados todos esses anos, ainda sinto o impacto da bofetada.
As lágrimas molharam o piso da sala.
Depois do castigo físico, veio o psicológico: tive que ficar grudado na parede, exposto para que as outras crianças me vissem.
Mas existe a lei do retorno. Ou pelo menos eu gosto de acreditar que existe.
Meu pai, um homem abrutalhado e pouco dado a conversas com os filhos, vez ou outra contava algumas histórias. A maioria delas era de fantasmas.
Naquele momento de sofrimento físico e psicológico, lembrei-me de uma delas.
Ele falava de uma "reza brava" que conhecia. Era tão perigosa que não podia ser rezada diante de um espelho. Podia dar um revertério e virar contra quem a rezasse.
Segundo ele, aquela oração espantava todos os tipos de assombração: mula-sem-cabeça, Saci-Pererê, Boitatá. Também matava cobra venenosa, curava cachorro louco, amansava cavalo xucro e mais um monte de coisas.
Naquele instante, tudo o que eu desejava era saber aquela reza.
Queria fulminar aquela mulher da mão grande e, de lambuja, a minha irmã também.
Mas o que fazer?
Eu não sabia a oração. Meu pai nunca a ensinou aos filhos.
Então tentei outras rezas domésticas, improvisadas mesmo, implorando às entidades que castigassem aquela mulher.
Nada.
Ela entrava e saía da sala, olhava para mim, ria da minha situação e comentava o caso com as outras professoras. E elas riam também.
Algumas até diziam que o castigo deveria ter sido maior.
O tempo passou.
Repeti de ano.
E eis que a lei do retorno resolveu trabalhar.
Aconteceu uma tragédia na cidade.
Os sinos da igreja ficaram mudos.
O padre desapareceu.
E eu nunca mais vi a mulher da mão grande.
A mulher da mão de pão caseiro.
Jardim de Pragas Antigas
Era uma quinta feira normal, fui pra escola como sempre, sentei-me em minha carteira e esperei a aula começar. Tudo estava ocorrendo normal como todos os dias, conversas sem pausa, professores pedindo por respeito e alunos que não fechavam a boca por nada. Até que chegou a aula de sociologia, a professora estava lecionando sobre cultura, e entre uma palavra e outra trouxe o exemplo do carnaval, uma cultura muito forte no Brasil. Quando que do nada percebi os diversos comentários horríveis: ‘O povo que vai pro carnaval deve ir pro inferno’, ‘esse povo da Bahia, que cultua a macumba, é do demônio’. Isso e muito mais foi o que alguns meninos falaram. O clima ficou pesado, senti como se tivesse caído uma tempestade em cima de mim, a umbanda faz parte de mim, e escutar aquilo colocou-me no tão temido inferno que eles acreditam.
Fiquei pensando naqueles meninos, esses atos não são de agora, remetem ao passado, são como ervas daninhas em um jardim florido, mas que apesar de destruir todos os diferentes à sua volta, tem raízes profundas, tão fundas que remetem ao descobrimento das terras que conhecemos hoje. São plantas tão bem estruturadas que não são mortas com qualquer veneno, a cada novo ser que nasce nesse jardim, ele é brutalmente infectado, fazendo-o proferir a mesma praga de seus antecessores. Aqueles que não são contaminados, sofrem com essa praga, combatem-na com toda a sua força, são pessoas que ainda acreditam na salvação desse canteiro. Esses novos seres que nascem, são os únicos que podem acabar com o padrão de contaminação, já que estas plantas jovens têm seus caules mais puros e se olhassem para outro lado, poderiam se agarrar em vegetações firmes, assim seriam livres dessas ervas daninhas.
O silêncio ecoava pelos corredores, era uma quietude que doía e ao mesmo tempo ardia na alma, tudo aquilo estava sem controle, nenhuma palavra vinha para acalmar aquela tempestade, e nem se quer uma tentativa de segurar aquelas pragas. Tudo estava já danificado, eu teria de ser forte, já que ninguém estava lá para arrancar as ervas daninhas. Mas mesmo que calassem-nas, não adiantava mais, raízes profundas não morrem com o corte do caule, devem ser tratadas em essência.
Quando bateu o sinal para finalmente ir para casa, fechei a mochila e fui caminhando para casa. O peso da mochila era gigante, o silêncio amedrontador da escola misturado com todas aquelas ervas daninhas ao meu redor, e aquela tempestade imensa em cima da minha cabeça. Refleti o caminho todo, não sou como eles, pensei, e é isso que importa. Enquanto mergulham em águas turbulentas, eu vivo a minha fé, e caminho por jardins límpidos. Claro, tenho muita vontade de curar suas pragas, mas não sou capaz, só eles próprios podem acabar com um padrão imposto em seu interior. Só sei de uma coisa, algum dia a própria terra em que estão plantadas, cobrará o preço, o inverno chega e só fica quem é verdadeiro e saudável por dentro.
Não perca tempo em discussão com pessoa que acha ter sempre razão, na escola da vida, hora perdida é uma matéria sem recuperação.
"Nem tudo se aprende na escola ou na faculdade. A maturidade e a experiência de vida ensinam lições que nenhum diploma é capaz de oferecer."
"A escola ensina a teoria; a vida ensina a sabedoria. Maturidade e experiência fazem toda a diferença
Que a relação de amizade seja uma escola de erudição, e a conversa um ensinamento; que os amigos sejam professores, permeando a utilidade de aprender com o prazer da conversa.
Na escola, você pode até fingir que sabe, e colar nas provas. Mas a vida cobra, E SEM DIREITO A CONSULTA!
Reflexão | @CulturaEscola
Julgar o comportamento das outras pessoas costuma ser fácil. Difícil é olhar para dentro de nós com a mesma sinceridade.
Uma reflexão inspirada no pensamento de Confúcio nos lembra que a verdadeira sabedoria não está em encontrar defeitos nos outros, mas em reconhecer nossas próprias limitações e buscar melhorar a cada dia.
Na família, na escola, no trabalho e nos projetos sociais, crescemos quando substituímos a crítica pelo exemplo, a condenação pelo diálogo e o orgulho pela humildade.
Antes de perguntar "O que aquela pessoa fez de errado?", talvez devêssemos perguntar: "O que eu posso fazer melhor hoje?"
Uma sociedade mais justa começa quando cada um assume a responsabilidade pelas próprias atitudes. A mudança que desejamos no mundo começa dentro de nós.
Pense bem. Ore sempre. Faça o bem.
@CulturaEscola – Educar é Cuida
Não quero água, luz e gás de graça. Eu quero escola, capacitação, trabalho e bom salário.
Benê Morais
