Amor no Tempo Maduro- Carlos Drumond de Andrade

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Condenados à morte, condenados à vida, eis duas certezas.

Para o homem, apenas há três acontecimentos: nascer, viver e morrer. Ele não sente o nascer, sofre ao morrer e esquece-se de viver.

Que o papel fale e que a língua se cale.

As paixões perdoam tão pouco quanto as leis humanas, e raciocinam com mais justeza: não se apoiam elas numa consciência que lhes é própria, infalível como o é um instinto?

Cada um é como Deus o fez, e muitas vezes até pior.

Cada virtude apenas requer um homem; apenas a amizade requer dois.

É a profunda ignorância que inspira o tom dogmático.

Os homens são poucas vezes o que parecem; eles trabalham incessantemente por parecer o que não são.

Para aparecerem no jornal, há assassinos que assassinam.

O invejoso é tirano e verdugo de si próprio: ele sofre porque os outros gozam.

A avareza começa onde termina a pobreza.

O amante é um arauto que proclama onde existe o mérito, o espírito ou a beleza de uma mulher. Que proclama um marido?

Nunca a polícia terá espiões comparáveis aos que se colocam ao serviço do ódio.

Em grande parte, os maridos são como as mulheres os fazem.

Cada segundo é tempo para mudar tudo para sempre.

Não faças da tua vida um rascunho.
Poderás não ter tempo de passá-la a limpo.

O tempo é algo que não volta atrás.
Por isso plante seu jardim e decore sua alma,
Ao invés de esperar que alguém lhe traga flores.

Veronica Shoffstall

Nota: Trecho adaptado de um poema de Veronica Shoffstall.

Mesmo que as pessoas mudem e as vidas se reorganizem, os amigos devem ser amigos para sempre, mesmo que não tenham nada em comum, somente por compartilhar as mesmas recordações. Pois boas lembranças são marcantes e o que é marcante nunca se esquece! Uma grande amizade, mesmo com o passar do tempo, é cultivada assim!

Chorar não resolve, falar pouco é uma virtude, aprender a se colocar em primeiro lugar não é egoísmo. Para qualquer escolha se segue alguma consequência, vontades efêmeras não valem a pena, quem faz uma vez, não faz duas necessariamente, mas quem faz dez, com certeza faz onze. Perdoar é nobre, esquecer é quase impossível. Quem te merece não te faz chorar, quem gosta cuida, o que está no passado tem motivos para não fazer parte do seu presente, não é preciso perder para aprender a dar valor, e os amigos ainda se contam nos dedos.
Aos poucos você percebe o que vale a pena, o que se deve guardar pro resto da vida e o que nunca deveria ter entrado nela. Não tem como esconder a verdade, nem tem como enterrar o passado, o tempo sempre vai ser o melhor remédio, mas seus resultados nem sempre são imediatos.

Desconhecido

Nota: O texto é muitas vezes atribuído a Charles Chaplin.

O tempo não cura tudo. Aliás, o tempo não cura nada, o tempo apenas tira o incurável do centro das atenções.

Martha Medeiros
MEDEIROS, M. Montanha Russa. Porto Alegre: L&PM Editores, 2003

Nota: Trecho da crônica "O Centro das Atenções", originalmente publicada na coluna de Martha Medeiros, no website Almas Gêmeas, a 23 de abril de 2001, e posteriormente incorporada no livro "Montanha Russa".

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