Amor no Tempo Maduro- Carlos Drumond de Andrade

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Você não sabe quanta coisa eu faria
Além do que já fiz
Você não sabe até onde eu chegaria
Para te fazer feliz
Eu chegaria onde só chegam os pensamentos
Encontraria uma palavra que não existe
Para te dizer nesse meu verso quase triste
Como é grande o meu amor
Você não sabe que os anseios do seu coração
São muito mais para mim
Do que as razões que eu tenha
Para dizer que não
E eu sempre digo sim
E ainda que a realidade me limite
A fantasia dos meus sonhos me permite
Que eu faça mais do que as loucuras
Que já fiz para te fazer feliz
Você só sabe
Que eu te amo tanto
Mas na verdade
Meu amor não sabe o quanto
E se soubesse iria compreender
Razões que só quem ama assim pode entender
Você não sabe quanta coisa eu faria
Por um sorriso seu
Você não sabe até onde chegaria
Amor igual ao meu
Mas se preciso for eu faço muito mais
Mesmo que eu sofra
Ainda assim eu sou capaz
De muito mais
Do que as loucuras que já fiz
Para te fazer feliz!

Deus é paz,
Deus é Luz,
Deus nos fala,
que a ele se chega,
seguindo Jesus.

Tudo nesse mundo pode se modificar
Pode até mudar a posição do sol e o mar
Que eu vou te amar
Eu vou te amar

Você foi, o maior dos meus casos
de todos os abraços o que nunca esqueci.

Como vai você?
Eu preciso saber da sua vida
Razão da minha paz tão esquecida
Mas eu preciso saber!

Esse cara sou eu.

Sou maduro o bastante para perdoar, mas não sou idiota o suficiente para confiar novamente...

O que se tornou perfeito, inteiramente maduro, quer morrer.

No homem maduro, as paixões estão a serviço da inteligência. No homem imaturo, a inteligência está a serviço das paixões.

Estão todos fazendo algo mais importante e mais maduro do que suspirar como uma idiota e só pensar em você

O amor é um egoísmo a dois.

O amor é um poema essencialmente pessoal.

O amor-próprio dos tolos desculpa o das pessoas inteligentes, mas não o justifica.

O nosso amor-próprio exalta-se mais na solidão: a sociedade reprime-o pelas contradições que lhe opõe.

O amor-próprio do tolo, quando se exalta, é sempre o mais escandaloso.

Mors Amor

Esse negro corcel, cujas passadas
Escuto em sonhos, quando a sombra desce,
E, passando a galope, me aparece
Da noite nas fantásticas estradas,

Donde vem ele? Que regiões sagradas
E terríveis cruzou, que assim parece
Tenebroso e sublime, e lhe estremece
Não sei que horror nas crinas agitadas?

Um cavaleiro de expressão potente,
Formidável, mas plácido, no porte,
Vestido de armadura reluzente,

Cavalga a fera estranha sem temor:
E o corcel negro diz: "Eu sou a morte!"
Responde o cavaleiro: "Eu sou o Amor!"

Pode ferir-se o amor-próprio; matá-lo, nunca.

O verdadeiro amor só conhece a igualdade.

Ninguém é mais adulado que os tiranos: o medo faz mais lisonjeiros que o amor.

O nosso amor-próprio é muitas vezes contrário aos nossos interesses.