Amor no Tempo Maduro- Carlos Drumond de Andrade
Nosso Satélite:
Nasci, minha mãe sorriu.
Nasci. Minha mãe já viu a Lua.
Nasci, cresci, vi a Lua.
Meu filho olhará para o céu, e ela sempre será sua;
Sua amante.
A mesma lua que vi
Neil Alden pisou;
Van Goth eternizou;
Isaac entendeu;
Galileu desromantizou.
Lua, sua beleza composta de imperfeições;
Seu brilho, forjado;
Você não chorou pela morte dos lagartos.
Ao lado da Terra está, iluminando em quentes e frias eras.
Lua, você colidiu nessas terras e delas nunca mais se separou;
É, portanto, casada com a Terra, mas está rodeada de estrelas.
Sou teu oceano esta noite;
Intensifica minha maré;
Abre meu coração e deixa eu também te amar.
Lua, a mãe dos poetas;
Você é a perfeita romântica;
É uma viagem no tempo.
Irmão
É a ponte que atravessa
a estrada percorrida
e nos transporta de volta
lá pro começo da vida.
Irmão é a segurança
de que o tempo de criança
jamais será esquecido.
Basta um gesto, um olhar
pro coração recordar
de tudo que foi vivido.
Durante um tempo não consegui entender por que não recebia resposta à minha pergunta, e hoje não consigo compreender como pude estar tão enganado a ponto de perguntar. Mas não é que eu estivesse enganado; eu apenas perguntava.
– Sim?
– Eu sei que você tentou me avisar e eu não escutei, me desculpe. Eu pensava que o tempo era um ladrão, que roubava tudo que eu amava, mas agora eu vejo que você dá antes de tomar e cada dia é um presente. Cada hora, cada minuto, cada segundo.
– Ah o soldado caído, você quer que eu o conserte?
– Não, eu quero que fique com ele. Ele dizia que a única coisa que valia a pena era o que fazíamos pelos outros. Ele teria gostado de você...
– Dizem que o tempo não é amigo de ninguém, mas eu lembrarei de você sempre e, por favor, não volte mais.
Existem horas normais e horas inúteis, nas quais o tempo para e escorre e a vida — a vida real — parece distante.
Às vezes, as coisas não acontecem em ordem cronológica na vida das pessoas. Especialmente em nossas vidas. Já faz um bom tempo que a nossa ordem cronológica ficou bem confusa.
Às vezes a sua importância pra alguém está no que você oferece em certas ocasiões e não no que você é em todo o tempo!
Gostaria que pudéssemos voltar no tempo, para os bons e velhos tempos
Quando nossa mãe cantava para dormirmos, mas agora estamos estressados
Tudo passa. Tudo ensina. Tudo tem a razão de ser. Faça a sua parte e não espere que façam o mesmo por você. A vida já é difícil por si só. Não perca tempo se decepcionando com pessoas. Aumente a fé em si. Porque, no fim, a guerra é só com você mesmo.
Embora seja difícil compreender, eu acredito que por trás das provações diárias, estão escondidas as maiores bençãos de Deus, mas, para recebermos essas bençãos, precisamos estar preparados. E é por isso que primeiro temos que superar as tempestades e confiar n' Ele, a seu tempo, sem que você perceba, Ele faz o milagre acontecer. Pense nisso e aprenda a confiar.
Respeite o meu tempo nublado, aquele dentro de mim. Há dias que irradio sol e outros que sou tempestade.
Estou aprendendo a apreciar cada vez mais esse tal de tempo, pavor de alguns e aliado indiscutível de outros. O tempo é soberano, irredutível, democrático. Fala, mostra, oferece, retira, instrui, aprimora, seleciona. Ele está sempre por perto, sutil, passando aqui e ali, modificando formas, cores, situações, pessoas. Trabalha silencioso, levando embora o ímpeto, o viço, “aquele” momento, a glória de outros tempos, mas deixa ao alcance dos que se dispuserem a buscar, o conforto da experiência, da sabedoria, da cautela, do auto conhecimento. Pacientemente
ele tenta nos mostrar que os momentos são únicos, que a vida é passagem, que nada nos pertence. Que ninguém é tão insignificante ou tão importante quanto supomos. De uma maneira ou de outra, o tempo acaba sendo o nosso (severo) mestre.
Por vezes, duramente, ele nos retira coisas valiosas para nos fazer simplesmente enxergá-las. Impõe limites, forçando-nos a viver no presente. Noutras, generosamente, nos compensa com oportunidades inúmeras de superação, crescimento e reciclagem, dando-nos espaço e condições para reavaliar (pré) conceitos e valores, de alterar rotas, fazer novas escolhas e até de compensar a leviana juventude. Para os que percebem (e aceitam) a impermanência, surge o desafio, a mudança, novos (e talvez maravilhosos) momentos e finalmente a adaptação, o aprimoramento, a renovação. Um tempo para viver de forma seletiva, em outra velocidade. Um tempo de se vestir de si mesmo. De se ver singular. Um tempo em que o instante vivido basta. Para aqueles que rejeitam a passagem resta a estagnação, o desconforto de um corpo que muda, de uma cortina que se fecha, de uma história que virou antiga.
