Amor no Tempo Maduro- Carlos Drumond de Andrade
Algo ainda a fazer...
sinto ainda o cansaço e o desânimo,
forças invisíveis ameaçam alguns poucos sonhos,
sussurram insistentemente,
chega, não dá mais,
o tempo de hoje e de amanhã,
totalmente incerto,
se ainda está em aberto,
é porque há algo ainda a fazer nessa vida,
está comigo desde sempre,
a percebo viva,
em muitas das vezes, de tão perto,
inspira o quê, quando, aonde e o porquê,
outros sons trazidos pelo silêncio,
estão a dizer,
continue a olhar, sentir e
escutar...
Calmaria...
Quando tudo parecer ruir, especialmente em seu íntimo,
insista em acreditar que ainda não é tempo,
e nem se perca em saber o quanto te sobra,
deixa e não dê ouvidos ao seu conhecido vazio,
procure se há por perto ainda um sopro de ar pra
chispar dessa calmaria que,
não só teima em voltar,
sorrateira,
insiste em ficar,
ou, atente,
pode nunca ter ido...
ultimamente me sinto perdido
no tempo e no espaço
virei aquele famoso
maluco no pedaço
não sei se estou certo
nem se eu deveria ser julgado
mas quem é quem pra me julgar
nesse planeta alucinado
alucinado pela confusão
alucinado também pela maldade
me vejo no meio de tantas ilusões
que nem sei o que é verdade
talvez eu tenha perdido o medo da morte
me sinto até mais forte
mas talvez eu tenha medo da vida
e vivo contando com a sorte
nem sei quem eu sou
não sei o que pensar
quem diz saber
não se deve confiar
eu posso estar num abismo
perto do fundo do poço
mas não perco minha fé
creio que alguma força está conosco
talvez seja tudo um teste
tenho que aguentar até o fim
até porque se eu não viver
quem vai viver por mim?
enfim
esse é meu desabafo
mais um poema perdido
em meio ao tempo
e o espaço
ass:maluco no pedaço
Tenho observado atitudes, como vivemos e as nossas diferenças. Interagimos diariamente com varias pessoas, somos diferentes, cada um possui algo de bom para usar ou maneiras para viver, por que perder nosso tempo tentando forçar os outros a serem parecidos com nós, vamos acabar fazendo com que eles sofram, e no final, não serão nem o que nós queríamos, nem o que eles queriam ser.
O tempo vai passando, ando espantado com o tempo, ainda não entendi porque tão rápido, tenho a impressão que era diferente nosso dia custava a passar, só sei que já reduziu meus sonhos, minhas fantasias, minhas esperanças. O tempo é a única coisa terrível que existe. O tempo que passa leva de arrasto, aparentemente aleatório, a nossa juventude e a dos outros. Não é amargo, é apenas real. O jeito é tentar ser feliz com amigos e família até nos momentos ruins, pois eles são fundamentais em nossas vidas.
Por vezes na vida, chegamos a becos sem saída, e por muito que lutes, por muito que procures ajuda, não vês qualquer saída e aí fechaste para ti e para o mundo, porque de que vale continuar, quando a única saída é aquela que não querias, então fechaste em ti, és criticado por todos, mas é só uma questão de tempo para tudo acabar para sempre...
A vida é uma linha que corre
"A vida, parceiro.
É uma linha que corre,
É o tempo que escorre,
Passa ligeiro.
Dê valor, se encontrar:
A fraternidade de um amigo,
A quem te da abrigo,
Alguém para amar.
Nunca se deixe desanimar.
Aceite sua grandeza,
Não tenha medo de errar.
Não desperdice as horas,
Nem sequer um segundo.
Construa lindas histórias!"
Desconheço uma pessoa que conheço. Onde estarás? Encontrar-se-ia na estação do ano que repara, que hiberna, que alimenta o horizonte invisível. Metamorfosiando-se em algo do algo que almeja. Passam-se os dias, vem o vento intrépido sussurrando de mansinho no horizonte. Este horizonte vertical. Ora quente, ora gelado... Era o teor do vento que pairava ali. Um vento seco feito a flor do cacto. Espeta-me, me faz eclodir do rochedo o qual estara. O ponteiro do relógio mostrava-me que já estava em outra dimensão. O horizonte tomou forma, floresceu, bebeu da água dos deuses, virou uma rosa. Mas o desconhecido continua desconhecido. Por fim, desconheço-me!
CRUZES
"Cruzes escapam dos ventos de crenças reanimadas
Contorcendo conicidades, locações, histerias,
Tubérculos, escatologias, insolações
Na tentativa ensombrada
De reler licores e escolas sentadas
Que circulam sobre leigos doutra sobriedade.
Reitores do firmamento bitransitivo,
Cuja voz espartana redime
Tufões do sumiço da prova
Que estufou flores edulcoradas
Evitam o dessalgue da impaciência, do ardor e do afago
Postulando inícios encarecidos
Com ávida esportividade
Sob cabeiras e suavidades
Postas sob relicários perdíveis
Que estagnam os pistons do ópio,
Crivam o completo asseio do tempo,
Mas nunca apuram em imperatividades."
CAROLINE PINHEIRO DE MORAES GUTERRES
SOMÍTICO TEMPO
"Somítico TEMPO que me afaga
Tentando me embaçar
Com espancamentos em flutuosas esperas,
Cobres-me de inculpações,
Aspiras aos restos de mim
E me contornas no fito
De partir-me em sucintos pedaços.
Não outrora me batas,
Muito embora me ostentes,
Sou-te têmpora esparsa,
Adendo do teu sopro,
Estupor cálido de teus gostos,
E me afugento por querer-te frio, alagado, sem cravos,
Longínquo de minhas inspirações."
CAROLINE PINHEIRO DE MORAES GUTERRES
TEMPESTADE EMBOLORADA
"Tocarei reminiscências trabalhadas no tempo,
Ouvirei que o favor se forçou a receber o vão do argumento,
Evanescerei por tombar o preço do alvedrio,
Temperar-me-ei com a tempestade embolorada,
Almejarei ser lhaneza que supera o alvitre do certame
Certarei na estranheza divisória entre apneias de tipicidade."
CAROLINE PINHEIRO DE MORAES GUTERRES
ESPECTRO DEIFICADO
"Deificar o meu espectro me torna escape
Da instalação de estradas estratosféricas.
Senão, o mesmo rio que me engolfou
Secando em desencontros do visto da janela
Me tornaria capaz de ser ao mesmo tempo
Vida de dístico, fundo do estilo,
Eixo do sinistro e prumo da embocadura."
CAROLINE PINHEIRO DE MORAES GUTERRES
Todo começo é sempre a parte mais complicada, portanto, não desista, você alcançará seu objetivo, tudo é questão de tempo e paciência.
O tempo voa
O futuro nos lembra todos os dias que o tempo voa e se não voarmos junto... simplesmente somos largados pra trás como o passado.
Alguns valores mudam de geração em geração, mas acredito que os mais importantes são os que permanecem através dos tempos.
