Amor no Tempo Maduro- Carlos Drumond de Andrade
Não gosto de ser uma pessoa fria, de ignorar meus sentimentos ou fazer pouco caso de quem eu quero bem. Mas dói muito menos agindo assim.
Acho bonito mulher independente, que não se prende a padrões e que carrega no sorriso a coragem de ser quem ela quer...
Posso ser, dos românticos, o maior deles. Posso ser mais carinhoso do que sua carência diária necessita. Mas só demonstrarei, para você, meus sentimentos, se fizeres o mesmo para comigo. Reciprocidade é uma coisa que muito me agrada.
Esperança e superação.
Essas sempre deveriam ser as palavras-chave da vida de todo ser humano.
Acredite sempre no impossível, creia... é possível.
Nunca diga nunca, siga mantendo as esperanças, porque dizem que a esperança é a última que morre, mas jamais falaram em reencarnação para ela, portanto se a sua morrer, espere o que for preciso para que ela reencarne e só assim você chegará à famosa superação e, em consequência, a GLÓRIA!
E o mais importante, não permita que NINGUÉM atrase seus sonhos com palavras negativas, pois é possível, basta acreditar!
Cada dia você tem a escolha de recomeçar, ou de se lamentar do passado, cabe a você decidir, se irá evoluir ou regredir.
Posso parecer ausente, mas não distante de você, pois é a saudade que nos aproxima e nos mostra o quanto cada momento pode ser intenso.
Às vezes as mentiras também ajudam a viver...
Talvez para meu filho eu também tenha que mentir para enfeitar os caminhos que ele um dia vai seguir...
Se hoje fosse um dia normal, não haveria problema. Mas… Esqueci que hoje era um dia de azar. É estranho, mas vou morrer. Hoje é meu último dia. Se soubesse, teria acordado mais cedo.
(...) insinuava em mim duas suspeitas terrivelmente dolorosas. A primeira era de que a minha vida tinha já começado (quando todos os dias me considerava como que no limiar da minha vida ainda intacta, e que só começaria no dia seguinte de manhã), mais ainda, que o que se ia seguir não seria muito diferente do antecedente. A segunda suspeita, que a bem dizer não passava de outra forma da primeira, era de que não estava situado fora do Tempo, antes sujeito às suas leis (…) Teoricamente sabe-se que a terra gira, mas de facto não damos por isso, o chão que pisamos parece que não se mexe e vivemos tranquilos. É o que se passa com o Tempo na vida.
Eu tinha que voltar, mas, antes que percebesse, era verão. Estar com vocês dois… era tão divertido. Foi a primeira vez que vi um rio na superfície. A primeira vez que andei de bicicleta. A primeira vez que descobri quão vasto é o céu. E, acima de tudo, a primeira vez que vi tanta gente num só lugar.
Havia uma pintura que eu queria ver. Não importa quão longe… Nem onde estivesse… Não importa quão perigoso fosse… Eu queria vê-la. Na minha época, ela já tinha sido destruída num incêndio. Sua localização antes dessa época era desconhecida. Só foi confirmada sua existência nessa época, nesse local, nessa estação. Eu só precisava vê-la. Eu ia me lembrar dela pelo resto da vida.
Pessoas do passado não podem aprender sobre o salto temporal. Eu quebrei essa regra. Por isso, não vou mais te ver.
O Cão Sem Plumas
A cidade é passada pelo rio
como uma rua
é passada por um cachorro;
uma fruta
por uma espada.
O rio ora lembrava
a língua mansa de um cão
ora o ventre triste de um cão,
ora o outro rio
de aquoso pano sujo
dos olhos de um cão.
Aquele rio
era como um cão sem plumas.
Nada sabia da chuva azul,
da fonte cor-de-rosa,
da água do copo de água,
da água de cântaro,
dos peixes de água,
da brisa na água.
Sabia dos caranguejos
de lodo e ferrugem.
Sabia da lama
como de uma mucosa.
Devia saber dos povos.
Sabia seguramente
da mulher febril que habita as ostras.
Aquele rio
jamais se abre aos peixes,
ao brilho,
à inquietação de faca
que há nos peixes.
Jamais se abre em peixes.
