Amor no Tempo Maduro- Carlos Drumond de Andrade
Sou livre de CRENÇAS desde SEMPRE, e só fui rótulado por não estar dentro de uma religião emburrecedora. Porém, eu prefiro ser visto somente como um ser humano ou terráqueo.
Cada criatura humana é especial, e se alguém pensa que não é importante, é porque não está ciente de seu valor por não ter ainda encontrado ou assumido a sua missão nesta vida, que como a impressão digital, ninguém tem igual.
Enxergarmos a nós mesmos numa perspectiva de um espírito eterno, nos faz entender melhor porque estamos aqui.
Uma geração acomodada, acovardada e sem identidade, é fadada ao esquecimento e a lamentação, e será um peso para sua nação. Um jovem que não sente desejo de luta por um mundo melhor, nunca foi jovem.
É através da terapia que promovemos um reconhecimento e aceite de nossa essência maior, e nela descobrimos que nem sempre somos de fato o que acreditamos ou idealizamos ser, e mesmo que tenhamos uma certa consciência de nossa essência, também descobrimos no setting terapêutico que somos muito mais do que já tínhamos conhecimento sobre nós.
Somos apenas um planeta entre incontáveis outros sem uma infinitesimal capacidade de compreensão de nossa existência. Somos como uma das formigas num imenso terrário cósmico sendo os parasitas e vermes do inseto. E o universo não está nem aí, indiferente dando um foda-se. Agora só falta aparecer o deus dos vermes e parasitas dessa formiga.
Muitas vezes
aquilo que você
acredita pode
estar errado.
Sua visão pode
ser diferente
da realidade.
Soneto à Diana
O sabor tão amargo de uma vida,
não me privou desta quimera doce,
uma jarra de crítica ferida
que hoje brinda uma paixão precoce...
Cativo desta saudade regida,
fenecer na clausura achei que fosse,
barganhei com teus seios a saída,
tornei-me mais ainda tua posse...
Tocaste-me, anjo, a carne consentida
na compulsão por ti só requerida,
domaste-me, lasciva, em sedução...
Com suas cifras vivas e fundidas,
maestrina destas notas tão ardidas,
soubeste me tornar composição.
