Amor Eternidade
Se você realmente crê em Deus, crê no Céu e na vida eterna, concordará que é melhor nascer, mesmo que seja em meio à dificuldades, necessidades e sofrimentos e poder participar da eternidade no Céu, do que nunca ter existido.
O tempo é somente a noção que temos dele. Se estamos esperando, uma hora é eterna. Mas se estamos amando, a eternidade é finita.
A fotografia da alma
E quem dera poder te guardar em minhas fotografias, registrar a alegria da sua alma perante meu sorriso bobo e largo, diante da beleza dos seus olhos; janela que me encanta com brilhos intensos, olhos famintos e insaciáveis.
Sede da alma que a fotografia não sentiu, mas era de ti o meu desespero em saciar essa vontade que me consumia; queria, ao menos, uma gota poder te guardar; registrar em um único lugar tudo que eu queria ter para a eternidade.
Sou fotografo amador, como amar não dispensa dor; da alma não sou excelência, apenas aprendi a ser aprendiz nessa existência.
Minha foto favorita é a que me faz companhia.
Talvez seja mais fácil amar alguém que não conheço, porque no desconhecido mora a liberdade de imaginar o outro sem falhas, sem cicatrizes, sem o peso do cotidiano. Mas então me pergunto: será amor ou apenas atração disfarçada de encanto? Porque o amor real exige convivência, paciência e a coragem de amar mesmo quando o espelho revela rachaduras. Já pensei que o amor só valeria se durasse para sempre, mas o “para sempre” é uma fantasia que o tempo insiste em contrariar. Existem amores que duram um instante e mesmo assim deixam marcas que resistem à eternidade. Descobri que amar não é prender, nem possuir, mas sentir... com presença, com verdade, com entrega. E mesmo que termine, se foi amor, existiu. E isso basta. Porque o amor, em sua forma mais pura, é o motivo da existência. Não precisa ser eterno no tempo; precisa apenas ser verdadeiro no momento.
O Conto da Tulipa
Era uma vez um coração que, mesmo calejado, ainda pulsava com a esperança de um jardim.
Entre tantos espinhos, ele sonhava com uma flor - não qualquer flor, mas uma tulipa.
Singela, delicada, mas firme.
Nascida não por acaso, mas por destino.
A vida, com suas voltas silenciosas, traçou caminhos tortuosos.
O coração caminhou por invernos e verões, carregando em si a memória de algo que ainda não havia vivido, mas que, de alguma forma, já reconhecia.
E então, um dia comum ou talvez um dia mágico disfarçado de comum ela surgiu.
Como se o universo abrisse um portal breve entre o acaso e o eterno, ali estava a tulipa.
Não era extravagante, não era barulhenta.
Era sutil, como o toque do vento na pele.
Mas seu perfume atravessava as paredes da alma.
Ela não precisava dizer: o olhar falava, os gestos escreviam versos no ar.
O coração, antes desconfiado, se dobrou sem resistência.
Pois amar aquela flor era como respirar depois de muito tempo submerso.
Era como lembrar-se do próprio nome ao ouvi-lo pela primeira vez.
Juntos, criaram um jardim onde palavras se deitavam como sementes, e gestos brotavam em árvores de afeto.
Houve dias de sol e tempestades também - mas até a chuva parecia poesia quando caía entre os dois.
E se o mundo os viu como apenas mais um casal, o coração sabia: aquela era a sua primavera eterna.
A tulipa, que florescia até nos silêncios, era o amor com nome, pele, riso e alma. Era Alva Beleza Que Despertou - flor que nasceu para florescer no coração certo.
Não como parte do jardim, mas como o próprio motivo dele existir. A tulipa rara que, entre tantas, era a única.
E assim nasceu o conto - não o de fadas, mas o da flor que venceu o tempo, da alma que encontrou abrigo, do amor que não precisou de fantasia, porque já era milagre o bastante ser real.
Fim.
O favor imerecido é d’Ele pra você. Nada do que você fizer será maior ou menor do que Jesus ter trocado de lugar com você!
Tu és o fulgor inesperado que ilumina meus dias mais cinzentos, transmutando o efêmero em eternidade.
O tempo da vida não deve ser visto como uma competição onde quem chega primeiro ganha, mas como uma caminhada, um tempo de aprendizado, onde a companhia nos fará crescer, onde não importa chegar na frente, mas simplesmente chegar bem ao fim.
Noivas de maio - 2013 e 1980
Antigamente, quando se queria dizer que uma decisão não era grave e podia ser desfeita, dizia-se: "isso não é casamento!". Naquele tempo, o casamento era visto como decisão irremediável, para sempre, até que a morte os separasse, eterna comunhão de bens e comunhão de males.
Mas agora os casamentos fazem-se e desfazem-se e os dois ficam livres para começar tudo de novo... Isso porque o casamento é a coroação do amor. E o que é o amor senão uma doce ilusão, algo sentido mas que não pode ser capturado nem preso por contratos ou testemunhas? Como a felicidade e arco-íris o amor é um sentimento efêmero. Sentimentos não podem ser prometidos, porque não dependem da nossa vontade. Só existem no momento assim como o voo dos pássaros e o sopro do vento. O que faz esse momento se repetir ao longo dos anos e ser curto ou eterno é a sorte...e muita força de vontade para fazer de cada novo dia um dia novo.
ETERNAMENTE
Sobre o sonho escrevi teu nome um dia
Mas a ilusão a levou tal escrita na areia
Onde o mar apaga, insisto, mas todavia
A onda varre, antes que o destino a leia
E o fado repete. Tudo passa, tudo é vão
O que é mortal tem seu tempo. O final
E nós passaremos, e os sonhos ficarão
Afinal, o que importa é a ventura total
E, assim, me parece que só o vil perece
Não! O amor, o afeto, nem tudo some
O coração consome, a alma engrandece
Nos meus versos, eterno é o seu nome!
E, na poética, o viver, felicidade incontida
Pois, viverá o amor enquanto haver vida!
© Luciano Spagnol - poeta do cerrado
07 de maio, 2021, 15’42” – Araguari, MG
"Para cada nova estação, haverá uma nova frequência.
Pois as vibrações de seu coração, é ouvida na eternidade."
Na vida devemos ser persistentes como a gota d'água que após milhões de anos pingando, faz um furo na pedra. No final das contas, cada gota d'água contribuiu, retirando alguns átomos das moléculas da pedra.
A FÁBULA DO GUANDU E O PÉ DE BOLDO
Até uma certa altura eles cresceram próximos, bem juntos e mantiveram o mesmo tamanho, o Guandu e o pé de Boldo, mas como as espécies possuem naturezas diferentes, o Guandu precisava crescer e se tornar árvore, mas veio o impasse, se a planta crescesse na mesma posição vertical a qual se encontrava, naturalmente que seu largo caule engoliria e mataria o pé de Boldo pois os mesmos estavam muito próximos, portanto a partir de uma certa altura equidistantes o Guandu despediu-se do pé de Boldo, inclinou-se cuidadosamente num ângulo próximo de 45° tomando o cuidado de não tombar e ao mesmo tempo poupar e salvar seu amigo pé de Boldo e o Guandu tornou-se uma árvore explendorosa com suas maravilhas de flores, mas em sua memória seu amigo pé de Boldo jamais será esquecido.
SOMOS MAIS QUE O DESVIO
A vida é um sopro
Somos mais do que sonhos
Somos mais do que a busca à felicidade
Somos mais do que a busca por um objetivo
Esse não é o mundo da Eternidade
Mas podemos vive-la em um milésimo de segundo
Somos o sopro
Somos o sonho
Somos a felicidade
Somos o próprio objetivo
Somos Amor
Todo o resto é desvio
“Saudade é uma palavra repleta de significados, é nostalgia pelo tempo passado, é a amizade, o carinho, o amor e a gratidão e quando acompanhada de reticências leva o coração numa viagem até a eternidade”
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