Amor Espiritual
''Se você está passando por alguma turbulência espiritual na sua vida, dê tempo ao tempo . Pois tudo voltará ao seu estado normal ,é só uma questão de tempo, fé e de muita paciência.''
---Olívia Profeta---
" Diferentemente da colheita material, a espiritual obrigatoriamente terá de ser colhida, mas apenas pelo responsável do plantio e no tempo certo..
Dê oportunidade para uma nova vida.
Um novo recomeço de um projeto inacabado;
com uma nova reconstrução interna com valores
verdadeiros, que te leve a evolução espiritual e física.
Tudo na vida espiritual tem uma razão de ser; ao pararmos para meditar e refletir sobre nossas ações e acontecimentos já é uma resposta para tudo que buscamos.
O plano espiritual é uma porta que se abre para tudo o que buscamos,
e almejamos nas orações e pensamentos!
Existe no universo a energia que se conecta aos nossos pensamentos, ações, e principalmente nas palavras que dizemos ao longo desta caminhada.
Não basta apenas ser DESPERTO(A). É preciso seguir o caminho da Luz e buscar a ILUMINAÇÃO ESPIRITUAL para não cair novamente nos grilhões da densidade.
Estamos aqui para trocarmos tudo; principalmente as nossas energias, que constroem a nossas vibração espiritual
DIANTE DE ENFERMIDADES
Muitos de nós, além de estarmos enfermos e incapacitados enfrentamos a indiferença e o desprezo de nossos familiares.
A falta de humanidade assola os lares que na sua maioria foram destruídos por integrantes do mau que habitam estes mesmos lares e que tinham como objetivo se melhorarem. Mas falharam em sua missão.
Muitas vezes mães, pais e filhos são os responsáveis pela bancarrota familiar.
Porém existe uma família a qual não enxergamos mas que não nos abandonam.
A Família Espiritual.
Ela é composta por seres que já conviveram conosco e que agora não estão neste plano.
Eles nos Assistem.
O despertar vem, e com ele muitas mudanças internas capazes de virar a nossa vida de cabeça para baixo, e lá em baixo é jogado no chão todo o peso da alma, o peso dos traumas, dos medos, da cobiça, do ego...
Então nós nos deparamos só, sem amigos, sem amores, sem ninguém do lado.
Nesta hora vemos quem realmente somos.
"Finja estar fraco e seu inimigo se tornará arrogante e negligente.Sun Tzu"
No momento de maior fracasso vemos também quem realmente é aqueles que sempre estiveram ao nosso lado, você se sente abandonado, você verá toda a falsidade estampada, todas as mentiras escancaradas.
E quanto mais fraco você estiver, ou demonstrar estar, mais você verá.
O fracasso vem e quebra as almas pequenas e engrandece as grandes, assim como o vento apaga a vela e atiça o fogo da floresta.
Satanás deve ter a consciência do findar de parte da História. Enquanto nós temos o livro de Apocalipse, ele é o próprio "dragão" que foi expulso dos céus. Em sua fúria, coordena seus ataques de vingança, e de maneira astuta, as trevas buscam ofuscar a Luz de Deus em nossas mentes e corações... (...) Por pré-saber de sua derrota, trabalham firmemente nas regiões espirituais, afim de levarem o máximo de pessoas [almas] para o futuro lar deles, a saber, o Lago de Fogo.
O amor sonha com a pureza. Sexo precisa do pecado. O amor é sonho dos solteiros. Sexo é sonho dos casados.
Amor é prosa, sexo é poesia.
Nota: Título de uma crônica do autor, que depois intitulou um livro.
O amor impossível é o verdadeiro amor
Outro dia escrevi um artigo sobre o amor. Depois, escrevi outro sobre sexo.
Os dois artigos mexeram com a cabeça de pessoas que encontro na rua e que me agarram, dizendo: "Mas... afinal, o que é o amor?" E esperam, de olho muito aberto, uma resposta "profunda". Sei apenas que há um amor mais comum, do dia-a-dia, que é nosso velho conhecido, um amor datado, um amor que muda com as décadas, o amor prático que rege o "eu te amo" ou "não te amo". Eu, branco, classe média, brasileiro, já vi esse amor mudar muito. Quando eu era jovem, nos anos 60/70, o amor era um desejo romântico, um sonho político, contra o sistema, amor da liberdade, a busca de um "desregramento dos sentidos". Depois, nos anos 80/90 foi ficando um amor de consumo, um amor de mercado, uma progressiva apropriação indébita do "outro". O ritmo do tempo acelerou o amor, o dinheiro contabilizou o amor, matando seu mistério impalpável. Hoje, temos controle, sabemos por que "amamos", temos medo de nos perder no amor e fracassar na produção. A cultura americana está criando um "desencantamento" insuportável na vida social. O amor é a recusa desse desencanto. O amor quer o encantamento que os bichos têm, naturalmente.
Por isso, permitam-me hoje ser um falso "profundo" (tratar só de política me mata...) e falar de outro amor, mais metafísico, mais seminal, que transcende as décadas, as modas. Esse amor é como uma demanda da natureza ou, melhor, do nosso exílio da natureza. É um amor quase como um órgão físico que foi perdido. Como escreveu o Ferreira Gullar outro dia, num genial poema publicado sobre a cor azul, que explica indiretamente o que tento falar: o amor é algo "feito um lampejo que surgiu no mundo/ essa cor/ essa mancha/ que a mim chegou/ de detrás de dezenas de milhares de manhãs/ e noites estreladas/ como um puído aceno humano/ mancha azul que carrego comigo como carrego meus cabelos ou uma lesão oculta onde ninguém sabe".
Pois, senhores, esse amor existe dentro de nós como uma fome quase que "celular". Não nasce nem morre das "condições históricas"; é um amor que está entranhado no DNA, no fundo da matéria. É uma pulsão inevitável, quase uma "lesão oculta" dos seres expulsos da natureza. Nós somos o único bicho "de fora", estrangeiro. Os bichos têm esse amor, mas nem sabem.
(Estou sendo "filosófico", mas... tudo bem... não perguntaram?) Esse amor bate em nós como os frêmitos primordiais das células do corpo e como as fusões nucleares das galáxias; esse amor cria em nós a sensação do Ser, que só é perceptível nos breves instantes em que entramos em compasso com o universo. Nosso amor é uma reprodução ampliada da cópula entre o espermatozóide e óvulo se interpenetrando. Por obra do amor, saímos do ventre e queremos voltar, queremos uma "reintegração de posse" de nossa origem celular, indo até a dança primitiva das moléculas. Somos grandes células que querem se re-unir, separados pelo sexo, que as dividiu. ("Sexo" vem de "secare" em latim: separar, cortar.) O amor cria momentos em que temos a sensação de que a "máquina do mundo" ou a máquina da vida se explica, em que tudo parece parar num arrepio, como uma lembrança remota. Como disse Artaud, o louco, sobre a arte (ou o amor) : "A arte não é a imitação da vida. A vida é que é a imitação de algo transcendental com que a arte nos põe em contato." E a arte não é a linguagem do amor? E não falo aqui dos grandes momentos de paixão, dos grandes orgasmos, dos grande beijos - eles podem ser enganosos. Falo de brevíssimos instantes de felicidade sem motivo, de um mistério que subitamente parece revelado. Há, nesse amor, uma clara geometria entre o sentimento e a paisagem, como na poesia de Francis Ponge, quando o cabelo da amada se liga aos pinheiros da floresta ou quando o seu brilho ruivo se une com o sol entre os ramos das árvores ou entre as tranças da mulher amada e tudo parece decifrado. Mas, não se decifra nunca, como a poesia. Como disse alguém: a poesia é um desejo de retorno a uma língua primitiva. O amor também. Melhor dizendo: o amor é essa tentativa de atingir o impossível, se bem que o "impossível" é indesejado hoje em dia; só queremos o controlado, o lógico. O amor anda transgênico, geneticamente modificado, fast love.
Escrevi outro dia que "o amor vive da incompletude e esse vazio justifica a poesia da entrega. Ser impossível é sua grande beleza. Claro que o amor é também feito de egoísmos, de narcisismos mas, ainda assim, ele busca uma grandeza - mesmo no crime de amor há um terrível sonho de plenitude. Amar exige coragem e hoje somos todos covardes".
Mas, o fundo e inexplicável amor acontece quando você "cessa", por brevíssimos instantes. A possessividade cessa e, por segundos, ela fica compassiva. Deixamos o amado ser o que é e o outro é contemplado em sua total solidão. Vemos um gesto frágil, um cabelo molhado, um rosto dormindo, e isso desperta em nós uma espécie de "compaixão" pelo nosso desamparo.
Esperamos do amor essa sensação de eternidade. Queremos nos enganar e achar que haverá juventude para sempre, queremos que haja sentido para a vida, que o mistério da "falha" humana se revele, queremos esquecer, melhor, queremos "não-saber" que vamos morrer, como só os animais não sabem. O amor é uma ilusão sem a qual não podemos viver. Como os relâmpagos, o amor nos liga entre a Terra e o céu. Mas, como souberam os grandes poetas como Cabral e Donne, a plenitude do amor não nos faz virar "anjos", não. O amor não é da ordem do céu, do espírito. O amor é uma demanda da terra, é o profundo desejo de vivermos sem linguagem, sem fala, como os animais em sua paz absoluta. Queremos atingir esse "absoluto", que está na calma felicidade dos animais.
