Amor entre Pessoas que Nunca se Viram
amor não e pra qualquer um e para todos
e as canções flores e discussões
sempre sobram espinhos....
Um café, um som e um cigarro. Tudo amontoado.
Lembranças de um amor e vontade daquela voz, nem que seja por mais um único instante.
Acendo mais um em vão só para não perder a razão, e a cada tragada, eu me mato mais um pouco.
Bom, não sei bem se é o cigarro, talvez seja essa solidão.
Não importa, se o pulmão não parar primeiro que seja meu coração.
Com o cigarro no canto da boca eu já não tenho muito o que dizer, só pensar até amanhecer.
Um dia alguém me disse que entrelaçado ao amor existe a dor. Imaginei que se o amor é tão grandioso então essa tal dor também assim seria. Por tanto decidi que não queria amar. Mas quem disse que podemos escolher? de repente ele chegou, me trouxe sensações que jamais pensei existir. Um vazio que eu nem sabia que sentia foi preenchido. Já não queria mais viver sem esse amor. E foram tantas alegrias, tantas conquistas, descobertas, uma infinidade de coisas boas. Até esqueci daquela dor. Mas não é que ela chegou. Como alguém que conseguiu construir comigo uma vida de cores, brilho e encanto conseguiu me jogar na escuridão? Não acreditei. Não seria possível que eu estava sentindo tanta dor. Pensei que não suportaria. Não sei se já superei, mas aprendi algumas lições: O amor próprio deve estar em primeiro lugar; o risco da dor existe, pois o ser humano é imperfeito; por mais que a dor venha acompanhada de mágoa, raiva e tristeza, nunca devemos esquecer de tudo o que amor nos proporciona, por fim, não me arrependi do amor que vivi. Como disse Vinicius de Morais "Que seja infinito enquanto dure".
Fugi do amor para viver
em um mundo mudo
cheio de silêncio que fala.
Forjado por memórias
de um pretérito
mais-que-perfeito.
Como era bom poder amar,
deixar o amor nos tocar.
Me faz pensar se
ainda existe um jeito.
Vi o amor tão distante quanto
a fumaça que meu cigarro
exala, que acaba com uma
última tragada vazia, intoxicada.
Não há hora melhor pra
te tragar em minha mente,
o desejo latente então toma
forma, as horas que pareciam
paradas, começam a se
movimentar.
Ascendo mais um,
e a fumaça que via longe,
me mostra de perto
dias maisencantadores.
Meu pensamento é seu
assim que te vi meu amor
por ti cresceu
Meu coração é seu
E a pessoa certa pra
você sou eu
Ele volta, sempre com promessas vazias,
Olhares furtivos, repletos de agonias.
Ela sonha com um lar, onde a confiança é real,
Mas a imaturidade dele transforma tudo em carnaval.
Amor não é só chama; é também proteção,
E no labirinto das dúvidas, ela busca uma direção.
Se ao menos ele visse, que a verdadeira aventura,
É ficar, é amar, e enfrentar a vida com ternura.
Mas ele é vento, que não se pode segurar,
E ela, um porto, que não pode esperar.
Entre insegurança e paixão, um dilema triste,
Um amor que se perde, onde a certeza não existe.
Você é minha normalista linda. Sei que fisicamente estamos distantes mas os nossos pensamentos estão entrelaçados um ao outro.
Conexão Que Não Se Explica
Há um fio que o olho não vê,
mas que vibra no mesmo porquê,
quando almas se encontram no ar
e nem precisam se explicar.
É no toque que nunca se deu,
mas que aquece o que já arrefeceu.
É na fala calada, no olhar,
que se entende sem precisar falar.
Conexão não se força, é do vento,
vem sutil, como um pressentimento.
É abrigo sem pedra ou tijolo,
é silêncio que vale mais que o solo.
É sentir que o outro é espelho,
que há luz até no que é velho.
É ter pulso batendo em sincronia,
mesmo longe, ainda é poesia.
Não se mede, não se dá com a mão,
essa coisa que chamam conexão.
É do plano sutil, da energia,
que dança entre dor e euforia.
E se um dia a vida afastar,
o elo, ninguém vai quebrar.
Pois conexão, de fato sentida,
é laço que pulsa por toda a vida.
Quantas cores a vida tem?
Entre o vazio do preto e a frieza do branco, existe uma infinidade de cores.
Desvelando a Morte: O Caír das Cortinas
A morte há de ser como
O cair das cortinas entre a cria e a criatura,
A parede invisível que nos separa da eternidade,
Podendo assim estar diante do Criador.
O rasgar do tecido fino que separa o agora do infinito,
Revelando a nudez do ser humano,
Deixando para trás todas as bagagens e tesouros
Que acumulamos em vida,
Mas que ali não têm utilidade alguma.
Nesse momento, tarde demais,
Percebe-se o quão fútil pode ser a vida,
E que talvez a morte não seja o problema.
Ela há de ser uma solução,
Uma passagem para o eterno e o desconhecido,
Onde o peso do viver finalmente se dissolve.
Evoluir é compreender que a distância entre os sonhos e a realidade, é apenas a sua força de vontade.
