Amor entre Pessoas que Nunca se Viram
O tempo
Como a areia
que passa por entre os dedos,
assim, o tempo rápido se esvai.
Não retorna e só cai...
E pelo vento se espalha...
Se perde... e se vai...
Eduardo Henrique Cabrera .‘. - Poetadumar.‘.
NOSSAS INTERROGAÇÕES.
As incertezas da vida nos põe entre neblinas e interrogações, de um amanhã incerto.
Instintivamente vamos caminhando por desfiladeiros tortuosos, é a vida nos empurrando entre nossas dúvidas e sonhos.
Que haja luz entre as sombras, que haja sombras nos dias quentes, para nós afugentar da penúria do sofrimento.
Tudo é tão certo, que preferimos não acreditar no porvir do nosso fim.Pedimos dias de paz, mas não vemos isto acontecer.
Quantos poetas se foram, recitando belos poemas que nem sequer foram ouvidos. A humanidade é barulhenta e perderam a senha da vida.
Matam e desmatam e fertilizam campos imensos com pesticidas, além de bombas destruindo tudo que suas ignorâncias não contidas podem afetar,cujo objetivo é apenas alimentar suas ambições.
São Anjos e demônios que travam uma luta sem fim. Todavia, o sol e o mar já estão dando sinal de revolta, até que vamos virar um planeta seco e inabitável, e ninguém mais será digno de piedade, pena que os bons pagarão pelos pecadores.
Se eu tivesse de escolher entre trair a minha Pátria e trair um amigo meu; esperaria ter a coragem necessária para trair a minha Pátria. Porque quem trai a sua Pátria não é digno de nela viver. O traidor espera sempre os momentos vulneráveis para efetivar o seu intento. O amigo você pode até se retratar, mas a Pátria fere toda uma Nação. E a voz do Povo é a voz de Deus.
Rainha dos Lagos
Entre montanhas e rochas grandes,
Das pedras no fundo do rio,
O Grande Arquiteto esculpiu
Os Canyons mais lindo que os Andes;
Um feitiço escondido,
Suas águas cristalinas,
Chamado de mar de Minas
Um paraíso perdido;
Da comida e da cachaça,
Do badalo do sino da praça,
Do queijo das terças-feiras,
Capitólio urbe discreta,
Encanta sem ser poeta,
Suas lindas cachoeiras.
Missias
Assim somos
Dá concepção ao nascimento,
Começa o envelhecimento
Entre sessenta a oitenta, uma nova faixa de idade
Talvez sinta-se nesta contextualidade,
Detectados essa aparição,
Envelhecer não faz parte desta geração;
São os mesmos em que a algum tempo surgiram na
época entre adulto e criança,
Não sabiam o que vestir pouca era a confiança;
Mas passado essa fase
Levando a vida razoável com muito trabalho e dedicação,
Escolhendo o que mais gostava para a sua profissão,
Muitos já aposentados
Sem medo do ócio ou solidão;
Os filhos todos criados
Cada um para o seu lado,
Preferem contemplar a serra, o céu e o mar,
Esses nem querem se aposentar,
Sessentões de hoje em dia,
Tanto físico como intelectual,
Tudo para ele é natural
Convivem bem com a tecnologia,
Lembram da juventude sem aquela nostalgia
Estão sempre alegres e sorridente
Nas festas estão sempre presente
Não ganhar presentes quando criança,
Não teve importância,
Sem mentira e sem medo,
Hoje a diferença é o preço do brinquedo.
Fazer comparação talvez seja covardia,
Ouvir aquelas belas musicas
Que não se fazem hoje em dia.
Ademir Missias
As ilusões de sua vida
Sangrada pelas trilhas nascidas
Entre o mar de solidão
e a praia de pensamentos
Corroe a alma e o coração..
Dualidade da Vida
Assim como Pessoa, meu irmão,
Você também sente essa dualidade,
Entre o que é real e a imaginação,
Entre o que é verdade e a vaidade.
Às vezes, você tem tanto sentimento,
Que parece exagero aos olhos de alguém,
Mas é uma emoção que vem do fundo do peito,
E que te faz sentir vivo e pleno também.
Você tem uma vida que é vivida,
E outra vida que é sonhada e idealizada,
E sabe que a única vida que temos,
É essa que é dividida e compartilhada.
Você questiona qual é a verdadeira,
E qual é a vida que merece ser trilhada,
Mas é na dualidade que encontramos a beleza,
E que nos faz seguir em frente com a jornada.
Então siga, meu irmão, com seus sonhos,
Com seus desejos e sua determinação,
Pois é na dualidade que está a nossa essência,
E é na luta que construímos a nossa própria missão.
Entre Adeus e Esperança
Nosso encontro súbito, sem aviso algum,
Mexeu comigo, um sentimento incomum.
Ser apenas amigo não é o que desejo,
Nunca me viste só, nunca ouviste meu pranto aceso.
Às vezes, a distância nos causa aflição,
Por que não vir até mim, trazer meu coração?
Sozinho, me vi em um abismo de dor,
Tentei chamar-te, mas parecia em vão.
É cedo ou tarde, não sabemos dizer,
Se é para dizer adeus ou jamais acontecer.
As lágrimas internas, o desejo reprimido,
No limiar do tempo, nosso destino decidido.
Já estive tão só, busquei o teu olhar,
Mas as palavras não vieram, só o silêncio a pairar.
É cedo ou tarde, essa incerteza que nos desfaz,
Adeus ou jamais? O tempo nos dirá em paz.
É cedo ou tarde, um dilema a enfrentar,
Entre dizer adeus ou a esperança abraçar.
O relógio avança, e o futuro é um véu,
É cedo ou tarde demais, só o tempo é fiel.
Entre Lembranças e Novos Caminhos: Uma Homenagem a Camila Furtado
De Volta Redonda aos campos do sul,
Você veio, amiga, buscar outro azul.
Foi um começo estranho, de clima e de chão,
Como se fosse em terras de outra nação.
"Foi foda" no início, assim você diz,
Mas, aos poucos, achou seu país.
Hoje, Joinville é teu paraíso,
O melhor lugar pra viver e sorrir preciso.
No Glória, o clube, teu lar de verdade,
Entre amigos, risadas e saudades,
No padel, em quadras de um mundo novo,
Você fez sua casa, dia a dia, de novo.
Um filho crescendo, já quase um gigante,
Na paixão pelo esporte, no sonho distante.
.
Teu marido ao lado, fiel companheiro,
Todos juntos, em laços, num elo inteiro.
Você passa os dias no ritmo da bola,
No jogo que une, consola e embala,
Dos treinos noturnos às manhãs de torcer,
Pois entre querer e ser, há tanto a fazer.
Hoje, depois de tantos caminhos,
A gente se encontra em novos cantinhos,
Entre amigos, quadras e histórias guardadas,
Em Joinville, cidade que é nossa morada.
Só existe uma raça, humana...
Não deveria existir ninguém superior entre nós além do nosso Criador....
Não deveria haver orgulho, somos todos humanos!
Não deveria existir disputas nem comparação entre nós, daí surgiu as guerras, a indiferença tomou o lugar da humanidade e nos acondicionou a ver sangue até mesmo pela simples opinião!
Não deveria haver partidos, seja religioso ou político, eles nos dividiram, a sociedade está segregada em fundo de ESCRAVIDÃO disfarçada de democracia, vive aprisionado e com um medo sombrio
Tenho por certo, que a liberdade é uma escolha, que nem todos podem fazer, não porque não querem, mas porque aprenderam amar a ESCRAVIDÃO moderna voluntariamente!
..a humanidade carrega algemas no corpo, na mente e no coração!
A liberdade em tempos atuais só existe na mente!
Entre o estar e o não estar, a vida sopra como o vento—leve, breve e imprevisível—lembrando-nos de valorizar cada instante. O agora pode deixar de existir a qualquer segundo. A senha chamou: adeus. Por isso, não devemos perder tempo com coisas insignificantes, pois daqui nada levaremos, exceto a consideração daqueles que ficam e que realmente nos valorizam.
H.A.A
TENSÃO APARENTE ENTRE VOCAÇÃO E DEVER FAMILIAR NAS ESCRITURAS.
Desde as primeiras civilizações organizadas a existência humana foi atravessada por uma tensão estrutural entre pertencimento e transcendência. O homem antigo não se compreendia como indivíduo isolado. Ele era clã, sangue, herança e continuidade. A família constituía o eixo econômico moral, religioso e simbólico da vida. Honrar os pais não era apenas virtude ética. Era condição de sobrevivência social e cósmica, por ser em si mesmo um sentimento inato e divino no homem. Romper com esse eixo significava desordem perda de identidade e exclusão. Por isso toda tradição religiosa séria jamais tratou o dever familiar com leviandade. A Escritura hebraica nasce nesse horizonte antropológico profundo no qual a família é célula do mundo e espelho da ordem divina.
É justamente por essa razão que os episódios bíblicos que aparentam tensão entre vocação espiritual e dever familiar exigem leitura séria e não literalista. Não se trata de oposição entre Deus e a família como se ambos competissem no mesmo plano. Trata-se da hierarquia do sentido último da existência. A Escritura não anula o humano. Ela o orienta para seu fim mais alto. Quando analisamos Mateus 8:21 e Lucas 9:59 à luz do contexto semítico antigo compreendemos que a expressão sepultar o pai não se refere necessariamente a um funeral imediato. Trata-se de uma fórmula cultural que indicava permanecer sob o teto paterno até o fim natural da vida do genitor. Em termos concretos isso podia significar décadas de adiamento.
Do ponto de vista sociológico essa escolha representava estabilidade. Permanecer na família assegurava proteção econômica status e continuidade. Psicologicamente oferecia segurança afetiva e previsibilidade. Filosoficamente significava optar pelo conhecido, pelo mundo já estruturado. O chamado de Jesus rompe exatamente com essa zona de conforto. Não porque despreze o afeto filial mas porque identifica ali um risco interior. O risco de transformar o afeto em justificativa para a postergação indefinida do dever espiritual. O ensinamento não condena o cuidado com os pais. Ele denuncia a instrumentalização do dever familiar como escudo contra a exigência da verdade.
Jesus dirige-se à intenção íntima e não ao gesto exterior. Sua palavra revela um princípio antropológico profundo. O ser humano é capaz de revestir o medo com linguagem moralmente nobre. Quando isso ocorre o chamado precisa ser radical para desvelar a divisão interior. O Reino de Deus não admite adiamento quando a consciência já foi despertada. Não por rigorismo mas por coerência existencial. Uma consciência desperta que posterga o bem maior fragmenta-se internamente. E essa fragmentação gera angústia culpa e esterilidade espiritual.
Em contraste 1 Reis 19:20 apresenta um cenário distinto. Eliseu encontra-se em plena maturidade psicológica moral e espiritual. O chamado não o surpreende em hesitação. Ele já está interiormente decidido. Seu pedido para despedir-se dos pais não é fuga nem barganha temporal. É fechamento consciente de um ciclo. Sociologicamente é um gesto de honra. Antropologicamente é um rito de passagem. Psicologicamente é integração e não divisão. Filosoficamente é liberdade madura. Elias consente porque reconhece a inteireza interior daquele que responde.
O gesto seguinte de Eliseu sacrificar os bois e queimar os instrumentos de trabalho possui valor simbólico decisivo. Ele rompe com a economia antiga da própria vida. Não há plano de retorno. Não há reserva psicológica. Não há dupla pertença. Esse gesto revela que a despedida não foi adiamento mas confirmação. A Escritura aqui ensina que o critério nunca está no ato visível isolado mas no estado interior da consciência.
Essa lógica atravessa os séculos e permanece atual. O mundo contemporâneo continua oferecendo escolhas que aparentam neutralidade moral mas que escondem adiamentos existenciais. Carreira, status, conforto aprovação social, vínculos afetivos podem tornar-se absolutos disfarçados. A lei divina inata inscrita na consciência humana ( 621 L.E. ) continua convocando ao sentido, ao bem, ao verdadeiro. O conflito não é entre Deus e a família mas entre verdade e autoengano. Quando o afeto é usado para evitar a responsabilidade espiritual ele precisa ser relativizado. Quando o afeto é expressão de retidão e ordem interior ele é preservado e honrado.
A tradição bíblica não legisla mecanicamente. Ela educa a consciência para o discernimento. Ela ensina que Deus está acima de tudo não como tirano mas como fundamento do sentido. Que o dever familiar é sagrado quando não se opõe à verdade. E que a vocação quando amadurece não admite reservas internas. Somente aquele que não se divide interiormente pode responder plenamente ao que lhe foi confiado. E somente esse caminha com firmeza serenidade e inteireza rumo ao destino que dá sentido à própria existência.
Autor: Marcelo Caetano Monteiro .
Brisa
Eu vi Você vagando
entre às nuvens vermelhas
Não foi sonho
Onde está você?
Sei que me observa
Sou eu
A mesma
Sou a brisa que te conforta
Abre o seu coração
Há uma ligação entre nós
Meu peito me sufoca
Essa emoção em mim que sobe e desce
Queima e gela
Faz eu implodir
Olho para cima
Na esperança de ver você
Alguém disse em meu ouvido
Sussurros de amor
E o meu nome chamou
Eu vi Você vagando
entre às nuvens vermelhas
Não foi sonho
Onde está você?
Sei que me observa
Sou eu
A mesma
Sou a brisa que te conforta
Se eu fosse um justiceiro do espaço
Daria a você uma multa
Prender-te-ia em um castelo de nuvens
Cheio de sonhos de amor e dor
Você lutaria contra esses sentimentos
A exaustão te cobriria
Seus poros dilatariam
Ai, sim,
Você lembraria de mim
Sua mão se apoiaria no túnel
Que me liga a você
E com um cordão de prata
O invisível
Apertar-te-ia
Você morreria
Em uma fração de segundos
Sim, você morreria
Mas e eu?
Reflito
meu Coração está ligado ao seu!
Eu vi Você vagando
entre às nuvens vermelhas
Não foi sonho
Onde está você?
Sei que me observa
Sou eu
A mesma
Sou a brisa que te conforta
Estou em casa, refletindo sobre a fusão entre sonho e pesadelo, realidade e ficção. A noite passada ecoa em minha mente; sonho ou pesadelo, ainda estou em dúvida. Sinto-me deslocada depois daquela experiência.
Testemunhei o fogo devorando a mata e o gelo flutuando no oceano. Percebi que o poder, o dinheiro, a raiva, a petulância, a inveja, a ganância, tudo o que é negativo, tornou-se tão insignificante, restando apenas a necessidade de se esconder, se salvar, perdoar e ser perdoado. Como escapar? Como alcançar a salvação? O perdão! Ele reinava, ecoando nos corações de todos. Chorei, pois a dor era avassaladora, consumindo-me de egoísmo.
Vejo imagens, talvez seja um sonho, um pesadelo. Parece que estou sonhando, mas a dor é real. Pelo amor de Deus, façam algo, salvem-nos.
Tudo se assemelha a um filme com imagens realistas. O que está acontecendo com o mundo? Por que construir bunkers, ó ignorantes, se somente os escolhidos terão salvação? Neste momento, desejo ter um gravador para registrar o caos, mas só disponho de minha mente e meus olhos, sem certeza de minha própria salvação. A dor é intensa, sinto meu corpo queimar com o fogo, e a água gelar-me até os ossos!
Lá fora, o fogo consome as matas, as cidades, enquanto a água do oceano avança, formando uma muralha intransponível. A água está cristalina e o fogo, imponente. É como se um copo de água transbordasse sobre o fogo, porém a chama não se apaga, é como um retrato do inferno em 3D, com cores vivas e deslumbrantes. O mundo está à beira do colapso, e ninguém nos alertou. Sinto-me exausta, cansada, pois não consigo salvar nem a mim mesma.
Vejo imagens, talvez seja um sonho, um pesadelo. Parece que estou sonhando, mas a dor é real. Pelo amor de Deus, façam algo, salvem-nos.
Me orgulho de quem me tornei!Cresci entre espinhos de discussões, floresci em deserto de sentimentos, e fui regado, com o amargo fel do desprezo.
A semelhança entre o fogo e o relacionamento é que na medida certa aquece e deixa confortável, porém quando exageramos, queima e consome.
A ligação do terrestre ao celestial é através da oração. A distância entre a terra e o céu, a cruz alcança.
Se não te cabe, não serve
Não te enquadra, saia!
Se não te preenche, não entre
Não te completa, não presta
Se não sente confiável, não é aceitável.
