Amor entre Pessoas que Nunca se Viram
entre as nuvens e as estrelas,
a música é o som vivo da natureza,
enquanto a fogueira e o bom vinho aquecem a noite inteira ...
#bysissym
A Gaiola do Tempo
William Contraponto
Há uma grade que limita
Entre o depois e o agora,
Nem sempre é explícita
Tampouco era outrora.
Jogue como quiser jogar,
Aposte o que quiser apostar,
Ela não se curva
Diante de vontade curta.
Da gaiola do tempo ninguém foge,
Seu ferro molda até a ilusão,
Quem tenta dobrá-la, sofre,
Quem esquece, perde a razão.
A era em que nascemos nos prende,
Ergue costumes como grades sutis,
Mesmo que não sigas nem os defendas,
Carregas seu peso nos gestos febris.
O entendimento, talvez, se adie,
Plantado em futuro olhar atento,
E quando vier, quem sabe tardio,
Já não te abrace o sopro do tempo.
Escrever, verbo que pode ser intransitivo ou transitivo, a depender…Com ele transitamos entre pensamentos e letras, entre lembrar e esquecer… E no entanto, não tão De repente, um desejo de ser, de conjugar o verbo escrever… Eu escrevo, tu escreves… Escrevemos nós e pensamos nas entrelinhas…E perdemos memórias.. Com medo ou intrepidez , desatamos nós… lembranças de poemas, livros e do verbo sofrer… Podemos nos perder em devaneios ou nos achar em uma realidade concreta e intensa demais… sonhar o dia inteiro, e deixar a noite fria nos acordar… Andar sob a Lua, sentir a escuridão da noite… Noite, substantivo feminimo , comum e abstrato…Assim como sinto minha alma : comum e abstrata, porém intensa e infinita … Em busca de um dia vê minha imagem e semelhança através do espelho , do reflexo dos meus próprios olhos…Vê o sol se pôr e contemplar a face a face a beleza do meu Criador!
Fecho um ciclo, contemplo as lições. Entre risos e lágrimas, recrio paixões.
✍️ @opoetatardio — Pedro Trajano
opoetatardio.blogspot.com
Entre estilhaços e sombras, o silêncio se transforma em lâmina, a dor se torna mapa, e o vazio revela a força que queima e ergue o destino.
— Purificação
Mas, entre risos e lágrimas, vitórias e vales, há algo que não muda... o Deus que transforma tragédias em triunfo. Ele é o mesmo quando a ponte balança e quando o chão parece firme.
A morte está na próxima batida do coração. Silenciosa, paciente, invisível, ela se esconde entre os intervalos do sangue, entre o suspiro que não percebemos e o instante que chamamos de agora.
Cada pulsar é um aviso, uma lembrança de que somos passageiros, fragmentos de luz que dançam por tempo incerto, que respiram, amam e sofrem, sem garantias.
E, ainda assim, é nesse compasso efêmero que a vida floresce. É no saber que a morte nos observa de perto que cada gesto ganha intensidade, cada olhar, profundidade, cada abraço, a eternidade contida em segundos.
Porque viver é isso: sentir o frio da presença do fim enquanto o coração, teimoso, insiste em bater. E na próxima batida… talvez sejamos eternos, talvez sejamos nada, mas, até lá, somos tudo aquilo que ousamos ser.
“O Ser habita a Incomensurabilidade, morando no hiato entre a origem do sonho e o limite da expressão. O sonho é a revelação do Possível Absoluto, a vastidão não dita da vontade que nasce no vazio; o rabisco que transborda é o testemunho da fragilidade da forma, o ponto em que a consciência hesita diante da torrente do não manifestado. Toda criação, assim, é apenas o vestígio fugaz daquela Totalidade indizível que se recusa a caber no mundo.”
Consertei meu jardim —
as flores voltaram a sorrir,
o vento brinca entre os ramos
e a terra respira por vir.
Mas hoje há muros altos,
feitos de calma e cautela;
onde antes havia frestas,
agora há grades, sentinelas.
Entre as rosas, pus tranças,
raízes firmes, seguras;
nenhuma lagarta ousada
ultrapassa minhas muralhas puras.
O jardim segue belo, enfim,
mas aprendeu com a dor:
flores que um dia sofreram
agora florescem com amor —
sem deixar de lembrar
quem tentou roer seu florir interior.
