Amor entre Pessoas que Nunca se Viram
Vivo em um mundo amargo pela tua falta
Amargo dentro de min um vazio, que amarga minha boca sem a tua.
Amargo os batimentos do meu coração sem o sangue que corre em tuas veias,amargo a minha vida inteira sem nunca ter estado ao teu lado,amargo a min mesmo.
quero...
quero te fazer mulher,
quero poder saber como te fazer mulher, para te fazer mulher..
quero poder ter forças e sabedoria, para saber como fazer as coisas anteriores;
quero ter vontade e querer, Olhar para você e sentir o prazer de todas as coisas que eu quero;
quero ter você pra mim, como um desejo, um anseio, que eu possar ver-lo
quero coisas,que jamais esse sentimento desa florado consiga explicar,e talvez, já reflita, pois o impio jamais se traduzirá
quero, poder ouvi-la dizer que agradece por isso e é lisonjeada..para que nunca fique magoada.que nunca dependa de prantos, para sentimentos, e sim que só aumente o desejo de me querer-te e me amar-te....
A perda do medo
sabe o que é ,quando temos medo de ser feliz,
por ja ter sofrido,por achar
que irá acontecer denovo.é contraditório pensar
que isso vai acabar
há pessoas que fazem isso mudar , o medo parar
coração palpitar que escreve a você
Estou pensando em você.
isso te deixar mais vivo e te deixa com mais vontade de está com ela
e com tudo isso acaba o medo e vem o amor.
como o nascer do sol depois da escuridão.
Só sei que quero você!
Só sei que quero você;
até o dia amanhecer;
Só sei que quero você;
quando a luz acender,quando o sol nascer e eu ver e te dizer te quero,
Só sei que quero você;
quando estiver em prantos, me enxugar no manto. E você fazer eu parar de chorar;
Só sei que quero você;
ao bater do vento, pois você é a unica certeza que eu tenho.
A hora do aperto passou,
E meu coração descansou.
Sumiram os sentimentos de medo e receio, e o antidoto meu coração descobriu que era simplismente o seu cheiro.
Na cama aprendeu a linguagem do amor, compreendeu seu idioma e traduziu o que seu beijo sussurava para a minha alma.
Compreendeu, ainda, que cada abraço seu era o seu corpo me dizendo: ei amor, calma.
A angustia chegava,
E ele dizia: ei medo, sai fora,
Não é mais a sua hora.
Descansava nos seus braços,
E esquecia o medo, ao perder-se na constelação dos seus abraços.
Seguia seus passos, compassos e descompasso, atrasava um pouco mas não perdia o compasso.
Ignorou seus receios, confiou e deixou que a luz guiasse as suas batidas no tempo e espaço ... finalmente ele se achou, e batia mais forte dizendo: demorei, mas cheguei amor, mesmo que com muitos atrasos, me encontrei nos seus braços.
Um dia silenciou-se a angustia do peito,
E o meu coração batia forte um desejo:
Demonstrar-te todo amor que seus lábios me transfundiam pelos beijos.
Porém, alguma coisa em você agora dizia: calma.
E meu peito passou sentir o espaço que seu beijo pedia pra minha alma.
Meu abraço tentou te encontrar,
Mas seu medo turbou seus desejos,
Seu coração batia mais lento...
Escondendo de mim o amor que dominava seu beijo.
A ausência passou a ser a minha companhia,
E meu amor tentando se achar, na sua desconfiança se perdia.
Tentava, olhava pro céu, seguia a constelações que conhecia... mas não conseguia encontrar o caminho de casa,
Tentava, tentava, e a sua angustia fechava todas as portas que o meu coração alcançava.
O meu coração procurava um desvio, batia na porta da sua alma,
Procurava uma janela,
E seu medo respondia: ei, não nela.
Sua confiança derepente se assustou,
Conversou com o medo e angustia e os
Convenceu a dizer: não, esquece esse amor.
O coração batia, o coração partia,
A alma chorava, o peito travava,
A magoa cantava... o nosso amor se afogava.
Procurou minha alma uma mudança,
Parou com as andanças, confiou no que me dizia a sua alma: ei amor, paciencia... calma.
Descobriu o coração que nem todo amor que toca a alma, permanece,
Aprendeu meu coração que as vezes no atraso,
O medo e a confiança tem um caso, e a angustia aparece, engolindo a batida da sua prece.
Entendeu que as vezes o melhor é ouvir o medo, e ouvir o que ele pede: ei amor, me esquece.
A maior dor é ficar longe de quem amamos, longe das qualidades de quem amamos, longe até dos defeitos de quem amamos.
Não recomendo a ser humano nenhum nessa passagem pela terra, ficar sem o amor recíproco, o amor ideal, incondicional entre dois seres humanos que realmente se amam!
AVINDO (soneto)
Pálido, o luzir do raiar, cerrado sombrio
Chave lá fora, cá dentro o peito chora
Embalsamado no tempo que implora
Por afago, neste dia de um céu bravio
Sobre o leito do meu olhar a aurora
Em lágrimas escoadas do verso vazio
Melancólicas, com suspirar e arrepio
Que consola com a lua, branca senhora
E nos olhos rasos d’água, palpitando
A saudade, que dá aflição se abrindo
Em lembranças, que ali vai resvalando
Não te rias de mim, ó agrado findo
Por ti, no rancor eu velei chorando
Mas, no amor, paz e renovo avindo...
© Luciano Spagnol - poeta do cerrado
04/03/2020, 04’37” - Cerrado goiano
