Amor entre Pessoas que Nunca se Viram
Dependendo o caso e a ocasião é inadiável.
O amor perfeito é invulnerável,
Não pode tornar-se desagradável,
Ou então degradar-se tornando-se degradável.
O amor inconsciente é inimaginável,
E se amamos quem ama a gente fica inseparável,
Prova de amor é inquestionável,
A palavra transcende; é inominável.
Ainda que na vitória, a brutalidade sempre será derrotada. Ao passo que, mesmo na derrota, o amor está fadado a triunfar.
Somos puritanos vencidos,
Infames, reles bandidos,
Monarcas do amor e do mundo,
Românticos desconhecidos.
Eu amo-a, mas meu amor é egoísta, interesseiro, individualista e ao invés de ambicionar a felicidade dela ilimitadamente, eu a oprimo, pondo-lhe na cabeça minhas falhas como se fossem dela, meu amedrontado como sendo dela, e puno-a por minha falta de caráter e insuficiente audácia, que são salientes e impactantes nela.
Gostamos de dosar,
Em medidas homeopáticas,
Práticas em equilibrar,
Debandar do amor apático.
Afago ou travessuras ?
Carícias ou ternura ?
Pairar Incansável da Fênix Sublime
o amor,
substância
mais versátil
e resistente
do universo
conhecido;
subsiste,
nos multiversos
possíveis e
impossíveis.
desconstruído,
metamorfoseia-se
em expressões
infinitas
e quando
aparenta cansaço,
limitação ou desistência,
revigora-se
num relance
avassalador,
de inconsequente
persistência,
ressurgindo das cinzas
para a eternidade.
Sabia não que podia amar,
Amor achava que era inventado,
Por inventeiros vertiginosos,
De lugarejos acantonados.
Vão singulares os amores...
Quem pagou os direitos autorais ao amor ?
Por tê-lo usado banalmente, sem créditos do autor.
Desconheço a autoria conhecida, em nosso favor;
Clonagem, cópia, plágio ou imitação,
Amores que vivi
Vão singulares os amores...
Quem pagou os direitos autorais ao amor ?
Por tê-lo usado banalmente, sem créditos do autor.
Desconheço a autoria conhecida, em nosso favor;
Clonagem, cópia, plágio ou imitação,
Do que já publicaram sem devida concessão,
Descrevendo o exaustivamente descrito;
Sem receio de ser bobo, caio no que já foi dito,
Despenco na repetição, repetição.
Do que causa-nos contágio,
Portador de bons-presságios,
O mais caro dos pedágios,
Dentre todos os valores.
Frágeis, ágeis, inabaláveis,
Vão singulares os amores...
Amores que vivi, que se ausentaram.
Amores que vivi, que me castigaram.
Amores que vivi e se quer me notaram.
Amores que vivi, que me contagiaram.
Voam singulares os amores...
Amores que vivi, que me desfiaram.
Amores que vivi, que me restauraram.
Amores que vivi, me impulsionaram.
Amores que vivi, amores que me amaram.
Voam singulares os amores e se vão...
As Corrosivas
Aventuras do
Homem-Sulfúrico
Meu ódio
É tão indispensável,
Quanto meu amor.
Amo e odeio.
Não, não há
Neutralidade aqui,
Não há indiferença,
É nada ou tudo.
Se você vem, fica.
Se vai, jamais retorne.
Acolhimento pleno
Ou desprezo absoluto.
Sem absolvição,
Sem perdão,
Nem arrependimento.
O rancor é nosso por direito,
Bem como o martírio.
Somos ímpares,
A paz é para os incapazes
E seus pares.
Nós somos atrito, conflito,
Confronto, insurreição.
Somos confeitos nucleares.
