Amor entre Pessoas que Nunca se Viram
A pior parte do amor e da compaixão é que nem todos amargurados estão preparados, para enfim, receber.
O amor é em essência uma generosa descoberta e ao mesmo tempo uma grande aflição de revolta, quando não estamos previamente preparados. Algumas pessoas, descobriram por tão pouco que me amam tão intensamente que por conta disto, passaram a me odiar de forma contraditória pelo resto de suas vidas.
Amor de forma fácil não existe. Sendo assim não se engane. Pois o que vive por facilidade não é amor e sim uma oportuna transitória convivência por conveniência.
Feliz do homem sábio que visita com amor o pomar e se depara com três tipos de frutos. Os mais maduros e muito doces, preserva no pé para os passarinhos. Os que tiverem no ponto certo recolhe para com calma comer. Os ainda verdinhos, redobra sua atenção perante a eles, para que possam amadurecerem em seguirem por vida, seus caminhos.
A verdadeira felicidade exige a tríplice aliança do amor. Amar a vida, amar o próximo e amar a nos mesmos.
O ser humano embrutecido e sem fé desapercebe do poder do amor, da oração e da transformação. Igual a como a pálida lagarta presa em seu triste casulo desapercebesse, quem em pouco tempo, crescerá as asas multicoloridas lindas e ganhará os céus em vôo livre na mais pura liberdade.
Quem sois vos para mau falar de nos, se trazes por medo a incerteza do amor, dentro de si mesmo. A obliqua sociedade condena sem remorso pela furtiva aparência sem julgar as medidas certas e as fatalidades das verdades.
Minha religião é o amor generoso e minha devoção é o aprendizado constante por vida, com tudo que existe.
O medo sem amor nos coloca a beira de um abismo imaginário. A indecisão de pular e de ficar, correspondem as nossa veladas inseguranças que não respondemos pelos caminhos. A tênue diferença entre existir e viver. Viva enquanto tem tempo.
O amor finito cobra reciprocidade mas o amor infinito não cobra nada e vive forte generosamente entre o perdão.
Parafraseando Olavo Martins Bilac, o príncipe dos poetas brasileiros e meu grande patrono sobre amor cívico das estrelas da cultura do Brasil, exercido ininterrupto pela Liga da Defesa Nacional, desde 1918, o poeta diz em seu soneto - Ora (direis) ouvir estrelas, o soneto de número XIII da coletânea de sonetos Via Láctea. " E eu vos direi: Amai para entendê-las!Pois só quem ama pode ter ouvido capaz de ouvir e de entender estrelas." Assim também vos digo " Amai para entendê-la. Pois só quem ama pode ter ouvido e olhos, capazes de ouvir e de entender a Amazônia. Ela existirá para sempre, bem mais que um grande punhado de verde, distante de tudo que dizem os teóricos da grande floresta.
