Amor entre Pais e Filhos
"Sei que não sou o seu primeiro amor, tampouco serei o último, mas me esforçarei ao máximo para ser sua melhor lembrança"
Haredita Angel
16.02.23
Amor passarinho
Agora sabemos...
Não foi amor...
Nós acontecemos!
Um caso por acaso...
Uma brecha no tempo...
Um filhote de passarinho, tadinho!
Morreu no ninho, não voou...
Nasceu com asas e não alcançou o céu...
O céu azul do amor.
Passar, passei, passamos!
E agora lá estamos...
Sabe Deus fazendo o quê e com quem.
Sabe Deus se lá amamos; ou se continuamos acontecendo na vida de mais alguém.
"Que a paz te guarde
Que Deus te proteja
Que o amor sempre te contemple
E que tua luz sempre brilhe, mesmo nos dias de chuva"
☆ Haredita Angel
Não gosto de amores curtos, baratos, inventados, fantasiados...
Amor prá mim é cair na chuva até encharcar-se!
☆Haredita Angel
Simpatia para ser feliz nos próximos anos:
.Ame tudo que você faz e faça com amor!
.Siga suas paixões!
.Escute seu coração!
.Crie sua realidade!
.Conheça suas habilidades!
.Confie em você e na sua intuição!
.Faça seus dias felizes, mais felizes...
☆ Haredita Angel
"Daí, tem duas semanas que você conhece a pessoinha.
-Ela já te chama de amor, e ainda fala que te amaaa?
Eu em?
- Te orienta vaso de Deus!"
Prefiro o silêncio que uma falsa declaração de amor, melhor ele intacto que quebrado de qualquer jeito.
A ARQUITETURA DO AFETO E A ASCENSÃO DO AMOR.
Marcelo Caetano Monteiro .
Há uma ordem íntima que rege as experiências humanas mais profundas. Não se trata de convenção social nem de mera construção psicológica passageira, mas de um encadeamento quase ontológico das disposições da alma. Criar afeto não é um gesto superficial. É um labor silencioso, progressivo, que começa no reconhecimento do outro como valor em si mesmo.
O afeto, em sua gênese, é cultivo. Não surge acabado. Desenvolve-se como quem prepara um terreno antigo, respeitando o ritmo da terra e a paciência das estações. Nesse processo, o ser não apenas oferece algo ao outro, mas reorganiza a si mesmo. Há uma transformação interior inevitável. Quem cria afeto, reforma-se.
Ser feliz, então, não é o ponto de partida. É consequência. A felicidade, quando autêntica, não nasce do desejo de possuí-la, mas do exercício constante de fazer o bem, de estabelecer vínculos sinceros, de sustentar uma presença que não exige, mas oferece. O afeto bem cultivado gera uma reciprocidade natural, não forçada, que devolve ao indivíduo uma sensação de plenitude serena.
Fazer feliz é ainda mais elevado. Porque exige descentralização. Exige que o eu deixe de ser o eixo absoluto. Nesse estágio, a criatura já compreende que a alegria do outro não é instrumento, mas finalidade. E ao promover essa alegria, paradoxalmente, encontra uma forma mais pura e estável de satisfação interior.
Somente após essa longa disciplina do sentir é que se pode falar em amor em sua culminância. Amor, aqui, não como emoção instável, mas como estado consolidado da consciência. Um estado em que o querer bem já não depende de circunstâncias, respostas ou garantias. É permanência. É decisão contínua. É síntese.
Invertê-la seria violentar a própria estrutura da experiência humana. Pretender alcançar o amor sem ter passado pelo afeto é desejar o fruto sem aceitar o tempo da árvore. É buscar o ápice sem compreender o caminho.
E é no respeito a essa ordem que a existência encontra sua forma mais elevada de sentido. Porque somente quem aprendeu a criar, a sustentar e a expandir o afeto, torna-se capaz de habitar o amor não como um instante, mas como uma condição duradoura da própria alma.
