Amor entre Almas
No silêncio da madrugada, na cidade dos vivos, parada ou na agitação, almas apaixonadas sempre encontrarão, motivos para uma canção.
A emoção é capaz de atravessar tudo e atingir nossas almas. Por isso não conseguimos falar muito quando estamos emocionados.
Somente Deus pode curar a cegueira de muitas almas, a minha Fé fez do meu coração um Farol de Luz Divina, pois é o Senhor que Ilumina toda a escuridão!
A simplicidade e a bondade é o perfume das grandes almas...
Onde passam exala o bem e a paz.
Permita-se sentir e envolver...
O lar é o santuário de bênção onde as Almas ajustam e completam as emoções para eterna felicidade. Agradeça!
No meu calendário da vida, eu sempre marco pra ser feliz todo dia. Inclusive, boas almas dizem que todo dia é dia de ser feliz. Só que nem sempre eu consigo. Às vezes eu faço o que dá. Sorrio o que dá. E choro o que preciso. Já falei sobre isso em outro texto, felicidade a conta gotas. Ou em momentos. O que sempre me acompanha todos os dias é a gratidão, isso eu consigo. E o que me conduz é a fé, independente do sentimento. Com a gratidão e a fé eu tento ser feliz com o que posso. E tento suportar os dias ruins. Talvez ser feliz seja isso, afinal. O tijolinho que você consegue carregar por dia para a construção do seu eu, para a completude da sua jornada que foi dada por 𝕯𝖊𝖚𝖘. Não olhe para quem consegue carregar um milheiro. Não olhe para quem consegue ser plenamente feliz todo dia. Sobreviva ao que precisa. Busque ser feliz com o que é possível. Tenha fé e seja grata. Fé e gratidão abrem as portas da felicidade, Talvez você perceba. Acredite na sua força e em tudo de bom que você merece. Respira. Vai tentando. Vai vencendo. Vai buscando ser feliz. Se permite a dor, mas não deixa prolongar demais. Se ama e tenta se ver com os olhos dos que te amam. E não aceita palavras e atitudes que possam te destruir. Fica com 𝕯𝖊𝖚𝖘.
Josy Maria
Nós somos duas almas perdidas
Nadando num aquário
Ano após ano
Correndo sobre o mesmo velho chão
O que nós encontramos?
Os mesmos velhos medos
Um ano e dois meses se foram, bem mais do que o encontro de nossas almas amadas, amarradas, amordaçadas, desalmadas.
A um ano e dois meses que seguro o choro e a angustia da perda do meu peito, do arranco de suas palavras e dos sonhos quebrados.
Uma saudade que transborda os oitos meses que vivemos.
Uma tristeza que me arranca cada sorriso que um dia tivemos.
O sucesso dessas almas mornas que o conquistam sem esforço jamais será igual ao sabor de vitória que um tapa consegue produzir em quem se levanta do chão pronto para tentar de novo, não se submetendo aos que, pela força, lhe tentam controlar a rebeldia.
Ato II: O Julgamento das Almas
Nas trevas profundas, eu os vejo,
Aqueles que suplicam por um vislumbre de luz.
Mas o que é luz neste abismo de medo,
Onde o destino de todos é cinza?
Bruxas, dizem, bruxas condenadas,
Mas onde estão as marcas do mal?
Quem entre nós não carrega pecado?
Quem pode julgar o inferno nas almas?
O malho está em minhas mãos,
Mas meu coração arde com dúvidas,
Eu, que sou o carcereiro,
Sou também prisioneiro das sombras.
Inocente sou, mas culpada estou,
Aos olhos que veem sombras nas estrelas.
Minha vida, presa a um fio de mentiras,
Minha alma, à beira do abismo da loucura.
Eles dizem que sou filha da noite,
Que meus feitiços dobram o vento e a lua,
Mas sou apenas uma alma perdida,
Afastada da luz que se esvaiu.
Não sou eu a bruxa,
Sou a chama que implora por redenção,
E, em ti, vejo a última esperança,
Será que me condenarás também?"*
Teus olhos me atravessam como lâminas,
Tu imploras por justiça, mas que justiça posso dar?
Sou eu, também, uma vítima da lei,
E na minha fraqueza, sou prisioneiro de ferro."
Sou a flor no inverno,
Cortada pelo gelo da noite.
Meu destino é frio, é morte,
A menos que tua compaixão me salve."
Nas tuas palavras vejo verdade,
Mas a verdade é sempre um espelho quebrado.
Como posso salvar uma alma,
Quando minha própria está presa ao abismo?"
"No abismo do julgamento, a luz e as trevas se entrelaçam, e aqueles que condenam são tão perdidos quanto aqueles que suplicam por redenção."
'DUAS ALMAS, AGORA DISTANTES...'
Eram duas almas, outrora dançando no mesmo rio,Águas claras, correntes que se entrelaçavam em segredo.Hoje, são dois barcos à deriva, frios,
Marés separadas, rumos perdidos no medo...
O tempo, oleiro astuto, moldou-lhes novas formas,
Transformou beijos em vento, abraços em sombras vãs.O que era jardim virou deserto, secou-se as normas,E as flores que um dia cresceram são agora apenas vãos...
Eles se encontram na cozinha, sob a luz fria do luar,Olhares que se evitam, como estrelas que não se tocam.O silêncio é um muro, as palavras não conseguem passar,E o eco do que foram só no relógio das horas evocam...
Ela, um pássaro de asas quebradas,Ele, um rio que secou sua nascente.Dois corpos que habitam a mesma casa,Mas vivem em mundos diferentes, impotentes...
O amor? Ah, o amor...Virou cinzas de um fogo que não soube durar.Restam só as brasas frias de um antigo ardour,E o vazio de dois corpos que não sabem maisamar...
Duas almas, agora distantes,Como luas que orbitam sóis separados.Cada um carregando seus instantes,Dois estranhos, outrora apaixonados.
E assim seguem,Na dança silenciosa do adeus,Dois corpos, duas histórias,
Duas almas que a vida dispersou,E o vento nao sopra....
-Sinto a perda de mim mesmo e sei que sentes igual porque ambos procuramos pelas nossas almas... A tua solidão é a falta da minha alma desencontrada e a minha solidão é a falta da sua alma que não quer decidir-se para a sorte porque amor é sorte.
A sua alma decorada por um jardim cheio de lindas flores, com flores jamais colhidas por almas sem dó. Porque até o inverno trás para o presente primaveras, com rosas cheias de amor e colorem o amor, com rosas vermelhas cheias de paixão e exalam paixão, no meio com rosas amarelas com a sua mágica sedução, e todas elas lideradas pela brandura de rosas brancas para que o coração sinta paz ao entregar-se a um novo amor.
Zangaram-se as nossas almas, azedou o mel da sua boca, a lamparina que ilumina a minha paixão desvaneceu, saturou o movimento de acção, quebrou a taça de vinho bom, que loucura é a minha, o curso do rio interrompido e o pantanal sem escapatória, quero de volta o seu beijo bom escrito em cor de rosa entre lábios da minha boca.
