Amor entre Almas

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Existem almas esculpidas em rocha,
onde a virtude é o que dita o valor.
Não buscam o palco, nem a vã glória,
são feitas de ética e de puro amor.
Admiro a elegância do seu pensamento,
essa alma que é abrigo, que é base, que é cais.
Sua postura resiste a qualquer contratempo,
é a nobreza de quem não se vende jamais.
Há um brilho em você que o olho não explica,
é o rastro de luz de quem vive no bem.
A sua presença é o que no mundo fica:
essa alma rara que ninguém mais tem.

Hoje não celebro apenas uma data,
celebro o acaso que virou destino,
o encontro de duas almas
que aprenderam a caminhar no mesmo caminho.
Te amar é encontrar abrigo
quando o mundo insiste em ser tempestade.
É descobrir, nos gestos mais simples,
a mais bela forma de felicidade.
Nos teus olhos encontrei calma,
no teu abraço, o meu lugar.
E, desde que a vida uniu nossas mãos,
aprendi um novo jeito de amar.
Que o tempo passe sem levar
o brilho que existe entre nós.
Que cada sonho seja compartilhado,
e cada silêncio escute nossa voz.
Se o amor é uma viagem,
não peço atalhos nem chegada.
Só desejo seguir ao teu lado,
de mãos dadas, alma entrelaçada.
Porque, entre todas as histórias
que o destino poderia escrever,
a minha favorita, sem dúvida alguma,
é aquela em que escolho você, todos os dias, para viver.

A tarde alastrava sobre as várzeas encantadas e as almas vagavam na claridade sagrada das catedrais construídas com trabalho escravo, na vasta aragem a se espraiar nas páginas da eternidade. Eu me questionava quem fica e quem parte, quem é inerente e quem já vai tarde, pois acordei e a lógica me olhava atenta e me entreguei à razão, que muito sabe dos dividendos, a cobrar a velocidade do vento. A névoa alaranjada abraçava a paisagem abandonada de seres que não são mais nada. A chama da palavra rasgava a calma da alvorada. E muito mais eu pensava se na vida há quem permanece e na estrada muitos se esquecem. Era minha reflexão nas flores orquídeas de minha constatação. E deixo passar suave, sem alarde, quem parte. E me sinto mais serena se sei em quem depositar meus vales verdejantes nas colinas de ramagens esvoaçantes na exuberante luminosidade da tarde. Entre templos silentes, o azul tece preces de um tempo ascestral e me conduz ao natural elemento da natureza onde mora a certeza da sinceridade, pois tudo cresce no seu tempo. A essência perene desce lentamente pela veredas e eu me entretenho com segredos entre espelhos, que refletem nosso estado de espírito quando o crepúsculo veste a pele das serras e escurecem ecos celestes que percorrem vertentes. E cada verso fala em despedida se nunca sei o caminho da vida, mas o brilho invisível dos lírios se dilui, em sinos antigos que cintilam na vigília da alma em estado de perene calma. O passado se lembra sem viver, pois é uma forma de regresso e eu escolho seguir em frente, sempre em frente, pois a íris exibe caminhos de abundância em quem segue adiante. O meu boi morreu, o que será de mim? Manda buscar outro, oh maninha, lá no Piauí. Minha vida segue em cantiga de roda e eu mesma traço a minha rota. Eu sou meu poema autoral que nasceu na aurora boreal. Eu traço no infinito o meu próprio destino. Sempre em frente, sempre em frente.

Amizade e parceria: são laços que unem almas gêmeas, e juntas se tornam mais fortes.

⁠Existem almas feitas de rio,
que seguem o curso sem pressa ter.

⁠Existem almas feitas de templo, onde o silêncio guarda o saber. Não cobram aplauso, viram exemplo, ensinam a arte de compreender.

Algumas almas se cruzam
pra nunca mais voltar ao normal,
viram rota, viram vício,
viram falta… visceral.

Sobre a medida de punição dos espíritos e das Almas que estiverem no Geena.

Aparentemente, pode parecer que todo o Inferno, quando for lançado no Lago de Fogo e Enxofre, O Geena, sofrerá igualmente, o mesmo grau de dor ou de queimação. Refiro-me tanto a Demônios quanto às Almas Humanas. Mas, à luz da Filosofia, Arte, Poesia e Teologia, ( afora depoimentos alhures, dos mais diversos!) entendemos que, se no Primeiro Inferno, onde jazem as Almas Humanas condenadas, há várias alas de punição, cada qual com um grau de pena aplicada, conforme a natureza de seu pecado praticado, na Terra, então não seria justo que, no Geena, pecados menores, fossem punidos com a mesma intensidade de pecados maiores praticados. Entendemos de forma absolutamente resumida, dizendo que, no Geena, isto é, no fogo eterno, que, cada um que lá estiver, irá queimar num grau ou numa intensidade; uma Alma numa, outra em outra intensidade, conforme o pecado que praticou. Em outras palavras: o fogo do Geena, arderá em cada um, numa intensidade proporcional. Embora todos que hão de estar lá, sejam mergulhados naquele inimaginável Mar de fogo, cada qual sentirá um nível de queimadura eterna, na Alma...


Às 08:51 in 12.10.2025

“Receber também é uma prática espiritual, porque muitas almas sabem pedir, mas ainda não aprenderam a permitir.”
Do livro A Palavra que Cria Mundos — Manifestação, Imaginação e Fé, da autora Nina Lee Magalhães de Sá.

Almas vazias vivem em busca de outras almas independente de suas conexões

O abraço do tempo acolhe as almas que não têm para onde ir.

A normalidade é o necrotério das almas vibrantes. Prefiro o meu caos particular, torto e incompreendido, do que essa simetria higienizada que vocês chamam de saúde mental, mas que cheira a formol e conformismo.

Um dia todas as almas se reunirão para julgar deus por seus vários pecados. Resta saber a sentença: destruição total ou banimento ao eterno esquecimento?

Se deus tem um backup de todas as almas, então está liberado matar, porque ninguém destrói ninguém de verdade, só antecipa o encontro.

A santidade é apenas o tempero que deus usa. Deus é uma velha gulosa que só aceita as almas mais espiritualizadas porque as mundanas dão azia.

Deus é aquela avó que nunca está satisfeita. Ela ignora o resto do buffet e vai direto nas almas mais espiritualizadas, porque, depois de bilhões de anos, o paladar divino ficou exigente demais para qualquer coisa que não tenha gosto de nirvana.

Almas de Ébano e Silêncio
De personalidade forte, elas sabiam o que querer,
Tem o passo delicado, um jeito manso de viver.
Pede carinho no seu tempo, como um pássaro a comer,
E no silêncio da dor, prefere se recolher.
Eram duas vidas pretas, resgatadas do abandono,
De terrenos e avenidas, onde não tinham um dono.
Gata e a cachorra, bebês de olhos grandes e brilhantes,
Subiam e desciam escadas, em corridas constantes.
Cresceram juntas, valentes, no calor de um lar,
Mas o tempo traz mistérios que não podemos decifrar.
Veio a doença cruel, silenciosa e cortante,
Vida lutou como guerreira, enfrentando o deserto adiante.
Uma cirurgia a abriu, o câncer tentou lhe tirar o chão,
Lutamos juntos, mas o destino já tinha sua marcação.
Numa nova tentativa, o corpo cansado não resistiu,
E o traço da vida, no horizonte, se partiu.
Restou Lili, isolada na tristeza de sua sorte,
Carregando em silêncio uma dor que parecia morte.
Doente e calada, tirava os pontos com a própria boca,
Lutando pela existência em uma esperança rouca.
Mas o útero e o ovário ficaram para trás,
E do abismo da doença, ela buscou a sua paz.
Lili se ergueu, pronta para o que ainda viria,
Pois mesmo na falta, a vida sempre se recria.
Ass Roseli Ribeiro

"O brilho humano, afinal, só pode ser lapidado por almas verdadeiras."

⁠Existem almas de puro saber
Que não precisam nada vencer Silenciam o mundo para acolher
Ensinam a arte de apenas ser.

⁠Existem almas esculpidas em rocha,
onde a virtude é o que dita o valor.
Não buscam o palco, nem a vã glória,
são feitas de ética e de puro amor.