Amor entre Almas

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Algumas almas divagam, seduzidas pelo simples ver passar, e apenas passam; outras se movem encantadas com o tocar e o fazer — essas são imparáveis.

- Onde as almas descansam?
Onde os sonhos repousam...
onde pulsa a energia, quando a matéria
se desfaz, grão por grão.
Ela morreu sem aceitar
sua invalidez.
Não só dos membros
mas da visão
de uma vida construída
sem lucidez.
Há um universo inteiro
de incertezas,
que desmembro passo a passo,
tentando entender
por que as pessoas são como são.
Cada um carrega sua sacolinha
de traumas e dores que tiveram
que absorver.
Hoje, o cemitério tem uma lápide
com o nome dela se apagando.
E outras com o meu... numa diálise
de dores silenciosas
amargando.

FILHAS ANÔNIMAS DA DOR.

Ó mulheres ocultas pelas brumas de séculos impiedosos,
vossas almas percorreram a terra como sombras que carregam o peso, de injustiças que a História jamais ousou nomear.
Sois o sal das lágrimas que nenhuma crônica registrou,
a argamassa silenciosa que ergueu civilizações inteiras
sobre vossos corpos exauridos e vossos espíritos oprimidos.

Filhas da caça às bruxas, marcadas pelo fogo que não purifica, mas que consome o indefeso.
Em cada madrugada de auréola acinzentada, uma de vós era levada para interrogatórios despóticos, acusada por línguas cruéis que temiam a vossa lucidez.
Ó mulheres caladas pela tirania,
vossos gritos ecoam ainda hoje nas fendas do tempo, onde a opressão deixou cicatrizes que nem o esquecimento cura.

Filhas escravizadas, arrancadas de vossa terra natal, como raízes mutiladas que ainda pulsavam vida.
Vossos nomes foram dissolvidos entre correntes, vossos sonhos esmagados por açoites, vossos úteros transformados em campos de tormento.
Mas mesmo naquele abismo sem alvorecer, carregastes a centelha indômita da dignidade, e com ela preservastes a essência do ser
nas noites mais densas da crueldade humana.

Filhas do luto materno, a quem a morte visitou repetidas vezes
como um hóspede voraz que nunca se dá por satisfeito.
Vossos braços, outrora depositários de promessas,
ergueram ao céu corpos frágeis que não resistiram às intempéries e às pestes do século.
E ainda assim permanecestes de pé, envoltas numa resignação que roça o sagrado, como guardiãs da dor mais antiga que existe:
a dor de amar o que se perde.

Ó mulheres anônimas, vosso sofrimento não foi vã litania.
Vós sois o subterrâneo moral da humanidade, o testemunho de que a grandeza por vezes se oculta naquele que mais padeceu.
A cada uma de vós dedico esta ode, este cântico sombrio que resgata a dignidade que vos foi arrancada por eras insensíveis.

Que vossas sombras se tornem luz para os vindouros,
e que da vossa dor antiga brote a lembrança de que nenhuma alma destinada ao bem sucumbe para sempre.
Porque na memória profunda das eras mora a força que transcende, e nela repousa a luminosa supremacia da nossa perpétua vida.
Autor: Marcelo Caetano Monteiro .

" É uma tragédia silenciosa que muitas almas generosas enfrentam neste mundo tão barulhento, onde quem sente demais parece sempre ser deixado por último. "

"É uma tragédia silenciosa que muitas almas generosas enfrentam neste mundo tão barulhento, onde quem sente demais parece sempre ser deixado por último."


Escritor: Marcelo Caetano Monteiro.

Amar é permitir que Deus também esteja no meio de duas almas, sustentando o que os olhos não conseguem manter sozinhos.

AMIZADE.
“Quando duas almas tornam-se amigas, o tempo passa a caminhar mais devagar, como se quisesse ouvir suas conversas.”

PENSANDO AQUI
Tem cheiros que não sei distinguir.
Tem amores que não sei embalar.
Tem almas que não sabem voar.
Tem luz que não sabem brilhar.
E Tem você,
Que não soube me amar.

Há almas que chegam como brisa suave,
Trazendo um brilho que o mundo não tem,
Eliana, a amizade é o pouso da ave,
É o porto seguro onde o afeto convém.


-------- Eliana Angel Wolf⁠

A LIÇÃO DA DELICADEZA OCULTA.
Há almas que se apresentam como deserto e, no entanto, ocultam em suas profundezas um jardim ainda não cultivado. A rudeza, nesse contexto, não é essência, mas fenômeno aparente, uma couraça erigida pela experiência e consolidada pela repetição das dores. Entretanto, a lucidez exige distinguir entre a aspereza que protege e a aspereza que degrada. Eis o ponto de partida de uma ética refinada da convivência.
Na tradição da Psicologia, reconhece-se que muitos comportamentos abruptos derivam de Mecanismos de defesa, isto é, estratégias inconscientes que visam preservar o equilíbrio interno diante de ameaças emocionais. A secura no trato, o tom ríspido e a indiferença simulada podem constituir, em certos casos, tentativas mal elaboradas de autoproteção. Todavia, o fato de compreender não implica legitimar. A compreensão é instrumento de discernimento, não de submissão.
A imagem simbólica de um pequeno ser que aprende a cuidar de uma flor delicada oferece um paradigma elevado de conduta. A flor, embora bela, revela-se exigente, por vezes caprichosa, e até contraditória em suas manifestações. Ainda assim, aquele que aprende a cuidar não o faz por ingenuidade, mas por escolha consciente. Ele reconhece que o valor não está apenas na aparência da flor, mas na relação construída, no tempo investido, na atenção reiterada.
Desse arquétipo emerge uma diretriz prática.
Primeiro. Não confundir rudeza com profundidade. Nem todo silêncio é densidade, nem toda aspereza é sinal de dor oculta. A análise exige observação reiterada do comportamento ao longo do tempo, identificando se há sinais autênticos de sensibilidade que justifiquem o investimento relacional.
Segundo. Cultivar a firmeza serena. A delicadeza não é submissão. Cuidar de uma flor implica protegê-la do vento, mas também podar excessos que a prejudiquem. Assim, diante de atitudes rudes, a postura adequada não é a absorção passiva, mas a delimitação respeitosa. A verdadeira ternura educa-se pela coerência, não pela condescendência.
Terceiro. Exigir reciprocidade gradual. Toda relação que aspira à elevação deve tender ao equilíbrio. Se há ternura oculta, ela precisa, ainda que lentamente, manifestar-se. Quando isso não ocorre, a insistência transforma-se em desgaste moral e psicológico. O zelo não pode degenerar em autoabandono.
Quarto. Refinar a própria sensibilidade. Muitas vezes, o desejo de encontrar ternura onde há dureza nasce de uma inclinação interna à idealização. O espírito lúcido aprende a ver com nitidez, sem projetar no outro aquilo que deseja encontrar. A educação do olhar é, nesse sentido, uma disciplina interior.
Quinto. Compreender o tempo. Há flores que desabrocham sob cuidado paciente. Outras, contudo, não florescem no solo em que se encontram. A sabedoria consiste em discernir quando perseverar e quando retirar-se com dignidade. Permanecer onde não há possibilidade de reciprocidade é abdicar da própria integridade.
A síntese dessa pedagogia reside na responsabilidade afetiva. Cuidar não é suportar tudo, nem abandonar ao primeiro espinho. É, antes, estabelecer uma relação na qual a atenção e o limite coexistem em harmonia.
Assim, diante da rudeza que sugere uma ternura oculta, a conduta mais elevada não é a rendição cega, mas o cultivo consciente. Pois aquele que aprende a cuidar sem perder-se transforma não apenas o outro, mas, sobretudo, eleva a si mesmo a uma forma mais nobre de existência.

Pobres desgraçados
Que nascem sem ter ninguém
São almas inocentes
São franzinos corpinhos de nenéns.
E suas mães? Seus papais?
Muitas até já nascem sem saber de quem são...

“Certas almas não se encontram — elas se recordam.” JULIANA HOFFMANN LISKA

As grandes almas não diminuem os que estão ao lado pois até na competição despertam em você a vontade de ser maior e ainda, totalmente seguras da própria grandeza, lhe mostram o caminho para o êxito.

"A verdadeira riqueza de um cristão não se mede pelo que ele acumula, mas por quantas almas ele apresenta a Jesus como tesouros para a eternidade."

O casamento de duas almas é mais forte que qualquer papel, pois é assinado com tinta de eternidade.

Existem famílias em que o sobrenome é compartilhado, mas as almas parecem pertencer a entes diferentes.

Preconceito e racismo são doenças tristes que revelam ao mundo as almas infelizes e retrógradas que são incapazes de conviver

O sofrimento é a sorte de todas as almas intensas.

"Há almas que escutam com o coração e decifram com o espírito. Para elas, as palavras são mera superfície sob a qual flui um rio silencioso de intenções. Sentem a vibração do ar quando a verdade recua e notam quando os gestos carregam sombras que a voz hesita em confessar. No silêncio, escutam o impronunciado e no olhar, leem o que a boca tentou ocultar. São sentinelas da essência, capazes de discernir quando a forma já não abriga a verdade."

Quando dois mundos se encontram não da pra explicar, o sentimento que duas almas provocam ao se encontrar.