Amor entre Almas

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Quando os corpos não se importam e as almas se apaixonam, acontece a amizade sincera entre um homem e uma mulher.

A amizade é uma sociedade entre duas almas. esta jamais se destrói.

Granito

Há entre as pedra
e as almas
afinidades
tão raras
como vou dizer?
Elas têm cheiro
de gente
queira ou não queira
se sente:
têm esse poder
Pedra e homem
comovem
sobem e descem
e somem
e ninguém sabe bem
O homem desce do
dos céus
e a pedra nasce
de Deus
que tudo contém
Mas o templo eu faria assim
puro de uma pedra bruta
de uma fruta bem calada
diminuta furta-cor
de granito assim a cintilar
no seu olhar.

⁠Amizade, é o encanto.
E o encontro, entre almas!

Alma

Em pessoas diversas
em milhões, uma
entre almas dispersas
o destino consuma
em um só, somos dois
e um é que sois

Entre a solidão e silêncios
que isola acerbidade
nossos laços atados, para sempre
tomam meios de liberdade

De todos os extraordinários espíritos
que a infinitude imortal pressenti
o teu é o mais belo proscrito
sendo impossível viver sem ti.

As almas são os riachos entre os quais se divide o grande rio da vida, que corre através do corpo da humanidade

Digo-te que não há linguagem mais fluente que o toque entre duas almas apaixonadas.
Fala -se tudo sem usar palavras.

“Benditas sejam as almas rudes, pois nelas encontrei o reflexo daquilo que não quero ser.
Foi entre espinhos que aprendi o valor da rosa
— e entre sombras, o preço da luz.”




Dayana Silva

Entre Palavras e Ventos -Gêmeos


Gêmeos nasce com dois rostos,
duas almas num só corpo leve,
feito vento que muda de rumo
mas nunca esquece o que escreve.


É verbo, é riso, é pensamento,
é curiosidade em movimento,
mente ágil, sempre alerta,
porta aberta a todo momento.


Virtudes pulsam sem descanso:
inteligente, comunicador,
versátil como poucos sabem,
leva conversa onde for.
É criativo, entusiasmado,
tem sede por aprender,
com olhos que brilham fácil
ao ver o mundo acontecer.


Mas também traz seus espinhos
instável, disperso, inquieto,
seu afeto pode ser brisa
ou sumir no próximo teto.
Inconstante no sentir,
impreciso no prometer,
às vezes fala demais
sem pensar no que dizer.


Foge do tédio como da dor,
pode parecer sem direção,
vive em mil mundos ao mesmo tempo,
mas nem sempre cabe em um coração.


Gêmeos: alma em dualidade,
magia feita de contradição.
Encanta, confunde, provoca
é poema em construção.

Mais que beijos, a poesia mistura as almas,
tece fios de luz entre nossos silêncios.
Nosso amor é um rio que não conhece margens, corre livre, levando nossos nomes.


Amar você é respirar dentro do seu abraço,
onde o tempo desiste de marcar as horas.
Meu corpo se dissolve em seu calor,
e o mundo se faz pequeno, apenas nosso.


Quando me vejo em seus olhos, sou completa, um reflexo que o universo aprovou.
Não há espelho que mostre tanta verdade,
nem noite que apague esse brilho.


Sinto um amor antigo, de outras vidas,
como se fôssemos estrelas reconhecidas.
Nosso encontro é um verso já escrito,
um destino que a alma nunca esqueceu.


Somos dois rios que se encontram no mar,
duas vozes que se fundem em canção.
Não há distância que nos separe,
nem tempo que apague nossa essência.


E se um dia a memória nos faltar,
o coração saberá repetir nossa história.
Pois mais que beijos, mais que versos,
somos almas que se reconhecem.

Por que?


Oh pai, por quê? Por que, entre tantas almas,
submeter a minha pobre carne a isto?
Talvez eu não seja um bom soldado
para a guerra que o senhor planeja, não aqui, não assim


Eu não entendo, temo o mais tremendo, mas
ainda assim não entendo. Por quê?
Este monte de carne imundo já não se sustenta,
desgasta-se em silêncio


Da calda de ferro em vermelho vinho
que mina sob a fina camada
de gordura que encobre o rádio,
aos silenciosos pingos de pH 7,0


E o fim? Quando chega?
Virá pelas mãos mansas do tempo,
ou serei eu a fechar as cortinas?

Contravento das Almas e a Doutora do Avesso

Dizem que existe, escondida entre estradas que levam a lugar nenhum, uma cidade chamada Contravento das Almas.

E dizem mais: quem entra lá precisa tomar cuidado…
porque até a lógica costuma sair de cabeça pra baixo.

Em Contravento, quase todo mundo é especialista.
Especialista em tudo.

De manhã, o padeiro comenta geopolítica.
À tarde, o frentista resolve crises do país.
E à noite, a praça vira tribunal —
onde ninguém estudou direito… mas todos têm certeza absoluta.

Aliás, direito é o forte da cidade.

Há advogados de profissão…
de vocação…
e principalmente de ocasião.

Mas nenhuma figura é tão emblemática quanto ela:

A célebre Doutora do Avesso.

Uma espécie de artista da argumentação.

A Doutora não discute — ela transforma.
Pega um fato, vira pelo avesso, ajeita as palavras…
e devolve como se fosse outra coisa.

E o mais curioso?

Quase convence.

Sua especialidade são as causas difíceis.
Aquelas que tropeçam na própria lógica…
mas que, nas mãos dela, ganham maquiagem, discurso e até aplauso.

Há quem diga que já defendeu o indefensável com tamanha firmeza
que o público não sabia se discordava… ou ria.

Lembra um antigo julgamento da cidade —
em que o advogado foi tão brilhante
que o tribunal inteiro ficou dividido entre a sentença… e o espetáculo.

Em Contravento, isso não é exceção.

É método.

Porque ali, mais importante que a verdade…
é a versão.

E versões, meu amigo, não faltam.

A cidade já foi próspera — dizem os mais antigos.
Tinha comércio forte, ruas vivas, gente acreditando.

Hoje… ainda tem gente.

Mas acreditar virou artigo raro.

Os mesmos que reclamam que nada cresce
são os que não regam.

Os que criticam o comércio
são os que compram fora.

E os que desconfiam da própria terra
plantam dúvida até onde podia nascer esperança.

Há até um costume curioso:

Muitos fazem questão de que os filhos nasçam longe dali —
na capital, de preferência.

Como se o primeiro choro precisasse de endereço mais importante.

Mas o tempo passa…

E um dia, sem aviso, o menino solta:

— “Ô pai… fecha a porteira!”

E pronto.

Contravento reaparece.
Inteira.
Sem pedir licença.

Porque ninguém foge completamente do lugar
de onde aprendeu a ser.

Enquanto isso, na praça, o tribunal segue aberto.

A Doutora do Avesso discursa.
Alguém rebate.
Outro distorce.

E no fim… ninguém muda de ideia.

Mas todos saem com a sensação de vitória.

É uma cidade curiosa.

Não anda pra frente.
Não anda pra trás.

Ela gira.

Gira em torno de si mesma —
defendendo versões,
acusando verdades
e absolvendo ilusões.

E no meio desse espetáculo… sempre há aplausos.

Às vezes sinceros.
Às vezes por hábito.
Às vezes… só pra não ficar feio discordar.

Mas, ainda assim, existem alguns.

Poucos.

Gente que não discute — faz.
Não distorce — constrói.
Não precisa convencer — vive.

Esses não sobem no tribunal.
Não aparecem.
Não gritam.

Mas talvez — só talvez —
sejam eles que ainda impedem
que Contravento desapareça de vez…

engolida pelas próprias palavras.

Porque, no fim das contas…

Em Contravento das Almas, ninguém perde uma discussão —
a verdade é que já deixou de participar faz tempo.

✍️ Nereu Alves

- Entre madrugas e limites

A noite falava alto,
Com aconchego e emoção,
Onde almas em silêncio
geravam conexão,
falando sobre a vida,
De prazer e reflexão.

Num banco de encontro,
nós dois nos consolávamos
de feridas e culpas
que só o coração guardava.

Entre madrugadas e limites,
nossa vida recomeçava,
em uma única noite de encontro,
sem rumo, em frente à praia.

Quando o carinho se achegava,
a minha mente paralisava…
em pensamentos sem respostas,
em meio à madrugada.
Procurando um encaixe
Nesse quebra-cabeça
de peças embaralhadas.

E foi assim que eu entendi
O efeito e peso de curar,
De tentar sarar uma dor
Que nos fez nos despedaçar
Nos levando a momentos diferentes da vida,
Em lugares que eu nunca imaginei pisar.

Dentro de mim, só se passava
A sua necessidade de abraço,
O que me fez falar de Deus
E fortalecer o laço.

Te ajudando a entender
que ele também ama
os que erraram,
e que ainda transforma cenários
que um dia foram quebrados.

Admiro nossa paz, carinho e leveza,
mas sinto que, pra amar,
é preciso ter clareza.
E não estar num limite
entre amizade e incertezas.

Entre nós, o tempo parece parado,
Como se nada mais existisse,
só o eco do nosso passado
em tudo o que a alma resistisse.
Quando o assunto é novamente falado.

A cobrança sempre chega,
trazendo a realidade em si,
lembrando que encontros
também precisam fluir.
Deixando lembranças vagas,
Que um dia precisaram partir.

Eu sou. Tu és. Ele é. E quem somos?
- Almas errantes que se esbarram entre si e tentam decifrar o que fazem aqui.(vida)

Estive entre ossos secos e almas já sem brilho, um cemitério de olhos que não mais ardia. Corvos pousavam nas minhas falhas, cravando olhares como pregos, aguardando o instante em que eu iria finalmente ceder. O vento cheirava a metal e pó, passos distantes soavam como facas nas paredes do peito. Como um carvalho retorcido pela tormenta, segurei o que restava de mim. Juntei raízes como dedos enegrecidos, afundei-os na terra estilhaçada e bebi, com avareza, o pingo de água que sobrava. A umidade tinha gosto de lembrança e sangue seco. Numa fenda da planície estéril, meu cárcere aberto ao sol, apareceu uma lâmina tão pequena que quase se escondia, uma promessa miúda, de luz, como se a aurora tivesse voltado com as unhas quebradas.
Cada fibra do meu corpo lutava contra o esquecimento, contra a areia que roçava os tendões e tentava sepultar a centelha final. A areia não era neutra: sibilava, entrava pelas gengivas, raspava a língua. Sobreviver não bastava. Havia que coagular a dor, transformá-la: o peso da solidão, o sussurro venenoso da desistência, tudo virou húmus amargo para uma vontade que recusava morrer.
O solo rachado não ofereceu descanso, ofereceu lições. Rachaduras cuspiam pó que cheirava a ossos e foi nelas que aprendi a perfurar, a furar a crosta do desespero com unhas encravadas. Busquei, com um fervor áspero, uma nascente que se escondia debaixo do olhar dos mortos, uma força profunda, mútua com a escuridão, que não se entrega ao alcance.
As sombras permaneceram comigo, não como inimigas, mas como mapas invertidos: eram faróis que apontavam para onde eu jamais devia olhar de novo. E então, o tronco que antes dobrava sob o sopro do mundo começou a endireitar, não por graça, mas por insistência, por teimosia sórdida. Mesmo naquele deserto que parecia ter consumido até a fé, a vida voltou, torta e obstinada, rasgando a casca do nada para cuspir, por um instante, seu próprio clarão, sujo, ferido, impossível de apagar.

​Perdido entre o silêncio dos ossos secos e o eco de almas vazias, busco no norte o caminho do vento para, enfim, ter o ímpeto de navegar contra a correnteza que tenta me levar de mim mesmo.

Quem compõe constrói pontes invisíveis entre almas distantes.

Encontro de almas


Nossos olhos se cruzaram;
Nossos corpos se engalfinharam;
Entre braços, pernas, mãos;
Doces murmúrios e então...


Nossas bocas se encontraram;
Nossas línguas se tocaram e explodiram todas as estrelas do céu...


Foi tamanho o arrebatamento que no ápice do momento eu acordei.


Foi um sonho e nunca mais te vi...
Foi um sonho e nunca mais te tive...


-Tem sonhos que o sono não traz duas vezes!
Haredita Angel
27.09.18

Entre a dúvidas as almas são rebatadas ou são parte do sistema que observam seus atos ate não conseguimos contemplar o proprio caos.

⁠No abismo sutil
entre a Religiosidade
e o Fanatismo,
o Encardido
perverteu as Almas Carentes
para instrumentalizar as igrejas.


A religiosidade, quando nasce da consciência, é ponte.


Liga o humano ao transcendente, a fragilidade à esperança, o erro à possibilidade de redenção.


Já o fanatismo é muro.


Separa, acusa, simplifica o que é complexo e transforma fé em trincheira.


Entre a ponte e o muro há um abismo quase imperceptível — sutil como a Vaidade Espiritual que se disfarça de Zelo.


É nesse intervalo que a fé deixa de ser encontro para ser ferramenta.


Ferramenta de poder, de influência, de domínio.


Quando a espiritualidade perde o compromisso com a verdade e se apaixona pela própria narrativa, ela se torna vulnerável à manipulação.


E almas carentes — feridas pela vida, desassistidas pelo Estado, esquecidas pela sociedade — tornam-se terreno fértil para discursos que prometem pertencimento antes mesmo de oferecerem transformação.


O fanatismo seduz porque oferece respostas rápidas para dores profundas.


Ele entrega identidade pronta a quem ainda não se encontrou.


Dá inimigos claros a quem não consegue nomear suas angústias.


Simplifica o mundo em “nós” e “eles”, como se Deus coubesse em slogans e a Eternidade pudesse ser reduzida a palanque.


A religiosidade madura, ao contrário, incomoda.


Ela exige autocrítica, compaixão e muita responsabilidade.


Ela não precisa gritar para existir, nem destruir para se afirmar.


Sabe que a fé autêntica não é instrumento de coerção, mas caminho de conversão — primeiro interior, depois social.


Quando igrejas se deixam capturar pela lógica da influência e do controle, deixam de ser hospital para se tornarem comitê.


E onde deveria haver cuidado, instala-se a estratégia.


Onde deveria haver silêncio reverente, instala-se o ruído deliberadamente calculado.


O sagrado passa a ser moeda simbólica numa economia de poder.


Talvez o maior antídoto contra essa instrumentalização seja a Maturidade Espiritual.


Uma fé que não negocia sua essência por aplausos.


Uma comunidade que prefere formar consciências a fabricar soldados.


Um povo que entende que Deus não precisa de defensores raivosos, mas de testemunhas coerentes.


No fim, o abismo entre Religiosidade e Fanatismo não é teológico — é humano.


E atravessá-lo ou não, depende menos do discurso dos púlpitos e mais da vigilância.