Amor entre Almas
Entre o Nascimento de 4,3 e o Óbito de 2 pessoas por segundo no Mundo, ainda sobra Idiota se achando a última Bolacha do pacote.
Talvez nada consiga acirrar tanto a disputa pelo pódio da imbecilização entre a TV e a Internet, quanto essa Polarização política.
Entre os “Cristãos” favoráveis a Matar no ventre e os “Cristãos” favoráveis a Matar fora dele, se rompe um Abismo de controvérsias.
Entre sorrisos “nos lábios” e tristezas no olhar, se escondem tantos sorrisos forçados para a alma não chorar.
Entre esforços para sorrir e esforços para não chorar, nasce a zona desconfortável da falsa tranquilidade.
Nado n'água graxa
da lagoa d'água.
O lixo alga entre os dedos do pé
me musga a pele
me anágua um abuso nojo
e sou deflorado no chulé
Quando eu tinha entre 15 e 16 anos de idade, o músico Carlinhos Brown emplacou uma letra dizendo 🎶"a namorada, tem namorada"🎶.
O refrão dessa canção estava nos cinco cantos do mundo. (se você lembra, você leu cantando) 🤭
Nessa época, lembro que estava passeando num shopping, quando passou uma senhora de uns 30 anos e cantarolou a música para seu filho pequeno: 🎵"a namorada ... e o namorado"🎵.
Eu era adolescente, achei isso muito engraçado e pensei: - Que burra, ela não sabe a letra!!!
Anos depois, com um olhar mais atento ao mundo do jeito que ele é, cheguei à conclusão que aquilo não era nem um pouco engraçado.
Aquilo era triste, pois aquela moça era bem mais burra do que eu pensava.
ALMA QUE FALA
Vi o holocausto e a natureza morta entre pedregulhos
nasceram erva daninhas e me alimentei do ar, da água, da terra…
Sombras do tempo envoltas num mistério obscuro, sem presente, passado ou futuro
Fui rastejando nesse filete de luz letal que vai delineando os córregos como lanterna que clareia a minha escuridão… Mergulhei em lágrimas e naufraguei no fundo do estuário e nesse cenário inglório onde me sinto fraca e fugidia, pálida e sem vida ouço anjos tocando harpa num inferno sem calvário, completamente atordoada, louca e sem noção, vejo minha alma levitando no espaço e meu corpo decompondo-se no chão nessa caótica alucinação… Me liberto e falo com você então!
ECOS DO TEU NOME...
Grito à ti que existo mas no abismo desse silêncio entre nós dois só escuto os ecos ensurdecedor do teu nome…
ENQUANTO ISSO...
Às vezes a alma que habita dentro de nós, tem preguiça de acordar…
e entre um bocejo e outro a gente vai vendo a vida passar….
Á NÓS...
Entre atalhos e os reversos
Com essa taça de vinho tinto…
Nesse embarque sem regresso…
… vou sussurrando ao teu ouvido…
fragmentos de meus versos…
TRAGA MEUS SONHOS...
A porta está encostada
E não precisa bater…
Entre…
e traga todos os sonhos
que não consegui viver…
Por que?
-São meus e voce os levou
sem nada dizer…
CAMINHO...
Já percorri metade de minha vida
entre os escombros e os percalços...
no caminho vou deixando cicatrizes
e marcas dos meus pés descalços...
Tudo que é expresso através de gestos, olhares e palavras, entre presságios e enredos vem sempre a tona em mim que vou decifrando no âmago de minha alma os enigmas da vida que são esses mistérios e segredos que instintivamente reconheço em ti e se fundem em nós.
Anestesiada da vida (alma) e num corpo em estado de dormência fico oscilante entre um teto e um chão (sina).
E a serpente traiçoeira e indigesta ainda desliza entre a humanidade que caminha entre os escombros das maçãs podres e envenenadas que proliferam pela Terra...
